Olá, pessoal.
Ainda na discussão sobre infográficos, gostaria de dizer que:
-- concordo com quem disse que os infográficos devem ser simples e claros.
Principalmente os mapas: quanto menos elementos, melhor, pois o excesso
atrapalha a compreensão. Entre os que vi na internet sobre a invasão do Iraque,
gostei muito dos interativos do El Mundo, como este, da entrada em Bagdá
(http://www.elmundo.es/elmundo/2003/graficos/mar/s4/asediobagdad.html). É
simplezinho, tem poucos elementos e mostra o principal: quem avançou e por onde.
-- a emoção, acho eu, é para outro lugar. E para ser mostrada de outra maneira.
Se vamos usar sons, narrativas, fotos e outros recursos, estamos falando de
apresentações multimídia, inclusive com o uso de infográficos. Há uma
sensacional feita pela MSNBC sobre os ataques de 11 de setembro. Chama-se
Remembering the Darkest Day, tem link nesta página
(http://www.msnbc.com/news/627995.asp). Foi feito no dia 16 de setembro de 2001.
Tenho a impressão de que o pessoal do Clarin se inspirou ali. E um exemplo
maravilhoso de uma forma "multimídia e interativa" de dar uma notícia está nesta
página (http://www.msnbc.com/modules/wtc/refdesk/features.asp), no interativo
Stop the Threat. Mostra o difícil trabalho de verificar bagagens por raio-X nos
aeroportos. Você mesmo tem de verificar a bagagem, como se fosse um desses
checadores. Se você pára a esteira para olhar melhor alguma mala, os passageiros
começam a reclamar...
-- é videogame ou não é? Bem, temos dois exemplos, novamente do El Mundo, de
gráficos animados. Um mostra o ataque a um centro urbano
(http://www.elmundo.es/elmundo/2003/graficos/abr/s1/urbana.html ), o outro, como
seria a defesa iraquiana em Bagdá
(http://www.elmundo.es/elmundo/2003/graficos/abr/s1/defensa_iraki.html). O
desenho é bem simples, só em outline, e não há sons. Aí, pergunto: se os
sujeitos tivessem feito um gráfico bem mais realista, com desenhos que realmente
se parecessem com homens, prédios, helicópteros e armas, com sons de armas e
tudo o mais, não seria, isso sim, um videogame?
Abraços,
Fátima Cardoso
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