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Ok, eu me rendo: tem que certificar!   Topic List   < Prev Topic  |  Next Topic >
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#5240 From: "Roger Eduardo" <roger.eduardo@...>
Date: Fri Apr 25, 2008 4:24 pm
Subject: Re: Ok, eu me rendo: tem que certificar!
rogercafe
Offline Offline
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Bom, vou apenas expressar minha opinião.
Pensando abstratamente e em um mundo perfeito, certificações são uma coisa boa.
Pensando no mundo real certificações são um NADA.
A de Scrum Master é a top ao meu ver, se você for no curso e dormir lá você já sai certificado.
As de Java são outras muito boas... eu tinha um colega de faculdade que não programava nada, nada mesmo, e ele sem nunca ter trabalhado na área virou SCJP.
Hoje, EU PARTICULARMENTE, não aceito trabalhar em uma empresa em que nos anúncios apareça que certificação é requerida ou um diferencial.
Agora eu acredito nos valores que vocês, e principalmente o Alessandro citaram...
Mas penso da seguinte maneira:
Se o pessoal de RH não conhece de tecnologia como eles vão saber o que o candidato deve saber?
-Com certeza alguém técnico passou os requisitos técnicos para eles, e se essa pessoa que passou os requisitos técnicos indicou que um desses requisitos é a certificação, isso mostra que essa pessoa técnica não conhece quase nada da área.
Pra mim hoje certificação virou um atalho para o cara deixar de ser estagiário e virar "alguma coisa" júnior.

Resumindo: Certificações são boas, mas é incrível como elas atraem idiotas.


2008/4/25 Alessandro Ribeiro <alessandro.ribeiro@...>:

Só uma correção: "o mau uso das certificações"



Alessandro Ribeiro wrote:


Sigmar,

não se combate uma irracionalidade com outra irracionalidade.  O uso que a maioria das empresas faz das certificações é irracional.  Mas é irracional também afirmar que as certificações não tem valor algum. 

Não sou contra o uso do pastiche para ridicularizar o mal uso das certificações.  As situações ridículas que ocorrem em nossa área podem e devem ser ridicularizadas.  O que me deixa realmente espantado é quando se tenta argumentar seriamente que as certificações não tem valor algum.

Alessandro

Vc pega um individuo que vc não conhece, ve que eles tem as certificações X,Y e Z.
Que conclusões vc pode tomar sobre isso?
Arrisco dizer que, para as certificações da nossa área, nenhuma.

Pode se alegar que o papel da certificação não é esse, que ela apenas atesta algo como, passar numa prova, uma participação num curso, etc... Mas no imaginário coletivo e sua aplicação nos processos de seleção, a compreensão parece ser outra.


Por exemplo, uma certificação java, usada para atestar a proficiencia na linguagem. O que não é verdade, o teste não certifica isso.

Se as empresas a usam ou não como filtro, "acochambrando" o seus processos de seleção, não importa na hora de atestar a credibilidade delas. A unica forma de aumentar a credibilidade seria melhorando o processo, pegando parte do dinheiro que vai pro bolso das certificadoras e utilizar pra melhorar o processo. E mesmo assim acho que, devido a natureza da nossa profissão, provavelmente não adiantaria muito.

Esse descolamento entre a realidade das certificações e seu uso, é que dá o motivo pra essas brincadeiras que estão rolando por ai. Agravadas pelos casos mais extremos de pessoas que colam as mesmas no peito como se fossem distintivos e saem por ai vomitando termos técnicos e fazendo merda.

Sigmar

Boleba Games Certified (MPE, CTD,UHLCHB)
He-man Professional Master of Universe
Créu velocidade 5 Specialist


Sigmar Siqueira wrote:

Vc pega um individuo que vc não conhece, ve que eles tem as certificações X,Y e Z.
Que conclusões vc pode tomar sobre isso?
Arrisco dizer que, para as certificações da nossa área, nenhuma.

Pode se alegar que o papel da certificação não é esse, que ela apenas atesta algo como, passar numa prova, uma participação num curso, etc... Mas no imaginário coletivo e sua aplicação nos processos de seleção, a compreensão parece ser outra.

Por exemplo, uma certificação java, usada para atestar a proficiencia na linguagem. O que não é verdade, o teste não certifica isso.

Se as empresas a usam ou não como filtro, "acochambrando" o seus processos de seleção, não importa na hora de atestar a credibilidade delas. A unica forma de aumentar a credibilidade seria melhorando o processo, pegando parte do dinheiro que vai pro bolso das certificadoras e utilizar pra melhorar o processo. E mesmo assim acho que, devido a natureza da nossa profissão, provavelmente não adiantaria muito.

Esse descolamento entre a realidade das certificações e seu uso, é que dá o motivo pra essas brincadeiras que estão rolando por ai. Agravadas pelos casos mais extremos de pessoas que colam as mesmas no peito como se fossem distintivos e saem por ai vomitando termos técnicos e fazendo merda.

Sigmar

Boleba Games Certified (MPE, CTD,UHLCHB)
He-man Professional Master of Universe
Créu velocidade 5 Specialist



2008/4/25 Jose Papo, MSc <jose.papo@...>:

Concordo em gênero, número e grau com o Alessandro.

    E acho que ainda tem um ponto mais importante: acabamos entrando em batalhas internas, sendo que o mercado brasileiro nem para o desenvolvimento iterativo evoluiu. Ao invés de ficar questionando e tirando sarro da Scrum Alliance, deveríamos tocar nos pontos positivos de uma organização que está conseguindo transmitir conhecimentos sobre agilidade no mundo. Para mim, essa adaptação ao mercado (com necessidade de certificação) é uma forma de combater nesse campo de batalha de igual para igual. 

     Acho perda de um tempo que poderia continuar sendo investido na formação de uma nova mentalidade sobre como desenvolver software. Além do mais é brigar por uma causa perdida.

    Podemos ficar nos purismos e radicalismos (virar um PT do B e etcs... rs) ou unir forças para combater o verdadeiro mal da nossa área(não, não é o Darth Vader e nem o computador do Matrix... rs): o processo cascata!


      Abraços!  
--
José Papo, MSc
Site Pessoal: http://www.erudio.com.br

IBM Certified Specialist (RUP, OOAD, RMUC, RSA, Sales)
Certified Scrum Master
OMG Certified UML 2 Professional
ITIL Certified Professional


2008/4/25 Alessandro Ribeiro <alessandro.ribeiro@...>:

Eduardo, também não estou me colocando contra ou a favor de
certificações. Como já escrevi, nunca levei em conta a certificação em
um processo de seleção. O que me incomoda são argumentos dogmáticos e,
a meu ver, sem nenhum embasamento, de que as certificações não possuem
valor algum.



> Alessandro,
>
> Não estou querendo me colocar contra ou favor de certificações, mas
> acho que o problema é mais em baixo, como mostram seus argumentos.
>
> "Coloque-se na posição de um profissional de RH que entende muito
> pouco sobre tecnologia e que precisa contratar desenvolvedores de
> software. "
> - Um profissional de RH deve no máximo aprovar o candidato pelos
> requisitos não técnicos. Se o processo de contratação não envolver o
> time de desenvolvimento e entrevistas técnicas, está fadado a pura
> sorte. E a certificação do candidato não vai melhorar as estátiscas.
>
É bom tomarmos um certo cuidado para não distorcermos ou exagerarmos os
argumentos com os quais não concordamos. No exemplo que dei, o
profissional de RH participa da avaliação dos requisitos técnicos dos
candidatos, mas eu não escrevi que ele seria o único a avaliar os
requisitos técnicos do candidato. É muito comum em grandes empresas o
RH fazer uma triagem inicial dos candidatos, e essa triagem inicial
muitas vezes envolve as certificações, diplomas universitários, etc.

É claro que esse não é o processo ideal de contratação. No mundo ideal,
essa empresa teria tempo e dinheiro suficientes para fazer uma
entrevista de 1 hora com cada um dos 500 candidatos à função. No mundo
real, é preferível reduzir o custo do processo de seleção a ter um
processo de seleção perfeito. Você pode contra-argumentar dizendo que
essa não é a única forma de se fazer uma triagem inicial e talvez
existam formas melhores. O meu argumento não é que a certificação seja
a melhor alternativa em todos os casos, ou mesmo a melhor alternativa em
alguns casos. O meu argumento é que a certificação agrega valor.
Ponto. Contesto a afirmação de que a certificação não tem valor algum.


> "Entretanto, se amanhã eu precisar contratar para um projeto um
> desenvolvedor em uma área da qual eu não conheça absolutamente nada,
> Lotus notes, por exemplo,"
> - Existem uma série de características que são comuns aos bons
> desenvolvedores. Como estas características são independentes de
> tecnlogia podem ser avaliadas por qualquer entrevistador e em
> qualquer canditato. Mesmo questões técnicas são, ou devem ser,
> independentes de tecnologia. Testar a capacidade de raciocínio lógico,
> técnicas de resolução de problemas, etc.
Concordo que existe uma série de características comuns a todos os bons
desenvolvedores e que essas características podem ser avaliadas em
entrevistas. Não questionei isso. O meu argumento é que às vezes pode
ser necessário avaliar um conhecimento específico sobre uma tecnologia
com a qual a empresa contratante não está suficientemente
familiarizada. É nesse contexto que a certificação agrega valor.

>
> Com tudo isto acredito que qualquer pré-requisito como Certificação,
> ou até mesmo os livros que você leu nos últimos meses (já vi alguém
> falando sobre isto, não lembro quem) são para mim brengalas para quem
> não tem um bom processo de contratação.
>
> Eduardo Miranda
Não discordo que se use o termo bengala para as certificações. É como
bengala que as certificações são usadas na maioria dos processos de seleção.

Alessandro








--
Sigmar Siqueira

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--
Att,

Roger Eduardo.

#5238 From: Alessandro Ribeiro <alessandro.ribeiro@...>
Date: Fri Apr 25, 2008 3:55 pm
Subject: Re: Ok, eu me rendo: tem que certificar!
arib1972
Offline Offline
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Só uma correção: "o mau uso das certificações"

Alessandro Ribeiro wrote:


Sigmar,

não se combate uma irracionalidade com outra irracionalidade.  O uso que a maioria das empresas faz das certificações é irracional.  Mas é irracional também afirmar que as certificações não tem valor algum. 

Não sou contra o uso do pastiche para ridicularizar o mal uso das certificações.  As situações ridículas que ocorrem em nossa área podem e devem ser ridicularizadas.  O que me deixa realmente espantado é quando se tenta argumentar seriamente que as certificações não tem valor algum.

Alessandro

Vc pega um individuo que vc não conhece, ve que eles tem as certificações X,Y e Z.
Que conclusões vc pode tomar sobre isso?
Arrisco dizer que, para as certificações da nossa área, nenhuma.

Pode se alegar que o papel da certificação não é esse, que ela apenas atesta algo como, passar numa prova, uma participação num curso, etc... Mas no imaginário coletivo e sua aplicação nos processos de seleção, a compreensão parece ser outra.


Por exemplo, uma certificação java, usada para atestar a proficiencia na linguagem. O que não é verdade, o teste não certifica isso.

Se as empresas a usam ou não como filtro, "acochambrando" o seus processos de seleção, não importa na hora de atestar a credibilidade delas. A unica forma de aumentar a credibilidade seria melhorando o processo, pegando parte do dinheiro que vai pro bolso das certificadoras e utilizar pra melhorar o processo. E mesmo assim acho que, devido a natureza da nossa profissão, provavelmente não adiantaria muito.

Esse descolamento entre a realidade das certificações e seu uso, é que dá o motivo pra essas brincadeiras que estão rolando por ai. Agravadas pelos casos mais extremos de pessoas que colam as mesmas no peito como se fossem distintivos e saem por ai vomitando termos técnicos e fazendo merda.

Sigmar

Boleba Games Certified (MPE, CTD,UHLCHB)
He-man Professional Master of Universe
Créu velocidade 5 Specialist


Sigmar Siqueira wrote:

Vc pega um individuo que vc não conhece, ve que eles tem as certificações X,Y e Z.
Que conclusões vc pode tomar sobre isso?
Arrisco dizer que, para as certificações da nossa área, nenhuma.

Pode se alegar que o papel da certificação não é esse, que ela apenas atesta algo como, passar numa prova, uma participação num curso, etc... Mas no imaginário coletivo e sua aplicação nos processos de seleção, a compreensão parece ser outra.

Por exemplo, uma certificação java, usada para atestar a proficiencia na linguagem. O que não é verdade, o teste não certifica isso.

Se as empresas a usam ou não como filtro, "acochambrando" o seus processos de seleção, não importa na hora de atestar a credibilidade delas. A unica forma de aumentar a credibilidade seria melhorando o processo, pegando parte do dinheiro que vai pro bolso das certificadoras e utilizar pra melhorar o processo. E mesmo assim acho que, devido a natureza da nossa profissão, provavelmente não adiantaria muito.

Esse descolamento entre a realidade das certificações e seu uso, é que dá o motivo pra essas brincadeiras que estão rolando por ai. Agravadas pelos casos mais extremos de pessoas que colam as mesmas no peito como se fossem distintivos e saem por ai vomitando termos técnicos e fazendo merda.

Sigmar

Boleba Games Certified (MPE, CTD,UHLCHB)
He-man Professional Master of Universe
Créu velocidade 5 Specialist



2008/4/25 Jose Papo, MSc <jose.papo@gmail.com>:

Concordo em gênero, número e grau com o Alessandro.

    E acho que ainda tem um ponto mais importante: acabamos entrando em batalhas internas, sendo que o mercado brasileiro nem para o desenvolvimento iterativo evoluiu. Ao invés de ficar questionando e tirando sarro da Scrum Alliance, deveríamos tocar nos pontos positivos de uma organização que está conseguindo transmitir conhecimentos sobre agilidade no mundo. Para mim, essa adaptação ao mercado (com necessidade de certificação) é uma forma de combater nesse campo de batalha de igual para igual. 

     Acho perda de um tempo que poderia continuar sendo investido na formação de uma nova mentalidade sobre como desenvolver software. Além do mais é brigar por uma causa perdida.

    Podemos ficar nos purismos e radicalismos (virar um PT do B e etcs... rs) ou unir forças para combater o verdadeiro mal da nossa área(não, não é o Darth Vader e nem o computador do Matrix... rs): o processo cascata!


      Abraços!  
--
José Papo, MSc
Site Pessoal: http://www.erudio.com.br

IBM Certified Specialist (RUP, OOAD, RMUC, RSA, Sales)
Certified Scrum Master
OMG Certified UML 2 Professional
ITIL Certified Professional


2008/4/25 Alessandro Ribeiro <alessandro.ribeiro@integritas.com.br>:

Eduardo, também não estou me colocando contra ou a favor de
certificações. Como já escrevi, nunca levei em conta a certificação em
um processo de seleção. O que me incomoda são argumentos dogmáticos e,
a meu ver, sem nenhum embasamento, de que as certificações não possuem
valor algum.



> Alessandro,
>
> Não estou querendo me colocar contra ou favor de certificações, mas
> acho que o problema é mais em baixo, como mostram seus argumentos.
>
> "Coloque-se na posição de um profissional de RH que entende muito
> pouco sobre tecnologia e que precisa contratar desenvolvedores de
> software. "
> - Um profissional de RH deve no máximo aprovar o candidato pelos
> requisitos não técnicos. Se o processo de contratação não envolver o
> time de desenvolvimento e entrevistas técnicas, está fadado a pura
> sorte. E a certificação do candidato não vai melhorar as estátiscas.
>
É bom tomarmos um certo cuidado para não distorcermos ou exagerarmos os
argumentos com os quais não concordamos. No exemplo que dei, o
profissional de RH participa da avaliação dos requisitos técnicos dos
candidatos, mas eu não escrevi que ele seria o único a avaliar os
requisitos técnicos do candidato. É muito comum em grandes empresas o
RH fazer uma triagem inicial dos candidatos, e essa triagem inicial
muitas vezes envolve as certificações, diplomas universitários, etc.

É claro que esse não é o processo ideal de contratação. No mundo ideal,
essa empresa teria tempo e dinheiro suficientes para fazer uma
entrevista de 1 hora com cada um dos 500 candidatos à função. No mundo
real, é preferível reduzir o custo do processo de seleção a ter um
processo de seleção perfeito. Você pode contra-argumentar dizendo que
essa não é a única forma de se fazer uma triagem inicial e talvez
existam formas melhores. O meu argumento não é que a certificação seja
a melhor alternativa em todos os casos, ou mesmo a melhor alternativa em
alguns casos. O meu argumento é que a certificação agrega valor.
Ponto. Contesto a afirmação de que a certificação não tem valor algum.


> "Entretanto, se amanhã eu precisar contratar para um projeto um
> desenvolvedor em uma área da qual eu não conheça absolutamente nada,
> Lotus notes, por exemplo,"
> - Existem uma série de características que são comuns aos bons
> desenvolvedores. Como estas características são independentes de
> tecnlogia podem ser avaliadas por qualquer entrevistador e em
> qualquer canditato. Mesmo questões técnicas são, ou devem ser,
> independentes de tecnologia. Testar a capacidade de raciocínio lógico,
> técnicas de resolução de problemas, etc.
Concordo que existe uma série de características comuns a todos os bons
desenvolvedores e que essas características podem ser avaliadas em
entrevistas. Não questionei isso. O meu argumento é que às vezes pode
ser necessário avaliar um conhecimento específico sobre uma tecnologia
com a qual a empresa contratante não está suficientemente
familiarizada. É nesse contexto que a certificação agrega valor.

>
> Com tudo isto acredito que qualquer pré-requisito como Certificação,
> ou até mesmo os livros que você leu nos últimos meses (já vi alguém
> falando sobre isto, não lembro quem) são para mim brengalas para quem
> não tem um bom processo de contratação.
>
> Eduardo Miranda
Não discordo que se use o termo bengala para as certificações. É como
bengala que as certificações são usadas na maioria dos processos de seleção.

Alessandro








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Sigmar Siqueira

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#5237 From: Alessandro Ribeiro <alessandro.ribeiro@...>
Date: Fri Apr 25, 2008 3:52 pm
Subject: Re: Ok, eu me rendo: tem que certificar!
arib1972
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Sigmar,

não se combate uma irracionalidade com outra irracionalidade.  O uso que a maioria das empresas faz das certificações é irracional.  Mas é irracional também afirmar que as certificações não tem valor algum. 

Não sou contra o uso do pastiche para ridicularizar o mal uso das certificações.  As situações ridículas que ocorrem em nossa área podem e devem ser ridicularizadas.  O que me deixa realmente espantado é quando se tenta argumentar seriamente que as certificações não tem valor algum.

Alessandro

Vc pega um individuo que vc não conhece, ve que eles tem as certificações X,Y e Z.
Que conclusões vc pode tomar sobre isso?
Arrisco dizer que, para as certificações da nossa área, nenhuma.

Pode se alegar que o papel da certificação não é esse, que ela apenas atesta algo como, passar numa prova, uma participação num curso, etc... Mas no imaginário coletivo e sua aplicação nos processos de seleção, a compreensão parece ser outra.


Por exemplo, uma certificação java, usada para atestar a proficiencia na linguagem. O que não é verdade, o teste não certifica isso.

Se as empresas a usam ou não como filtro, "acochambrando" o seus processos de seleção, não importa na hora de atestar a credibilidade delas. A unica forma de aumentar a credibilidade seria melhorando o processo, pegando parte do dinheiro que vai pro bolso das certificadoras e utilizar pra melhorar o processo. E mesmo assim acho que, devido a natureza da nossa profissão, provavelmente não adiantaria muito.

Esse descolamento entre a realidade das certificações e seu uso, é que dá o motivo pra essas brincadeiras que estão rolando por ai. Agravadas pelos casos mais extremos de pessoas que colam as mesmas no peito como se fossem distintivos e saem por ai vomitando termos técnicos e fazendo merda.

Sigmar

Boleba Games Certified (MPE, CTD,UHLCHB)
He-man Professional Master of Universe
Créu velocidade 5 Specialist


Sigmar Siqueira wrote:

Vc pega um individuo que vc não conhece, ve que eles tem as certificações X,Y e Z.
Que conclusões vc pode tomar sobre isso?
Arrisco dizer que, para as certificações da nossa área, nenhuma.

Pode se alegar que o papel da certificação não é esse, que ela apenas atesta algo como, passar numa prova, uma participação num curso, etc... Mas no imaginário coletivo e sua aplicação nos processos de seleção, a compreensão parece ser outra.

Por exemplo, uma certificação java, usada para atestar a proficiencia na linguagem. O que não é verdade, o teste não certifica isso.

Se as empresas a usam ou não como filtro, "acochambrando" o seus processos de seleção, não importa na hora de atestar a credibilidade delas. A unica forma de aumentar a credibilidade seria melhorando o processo, pegando parte do dinheiro que vai pro bolso das certificadoras e utilizar pra melhorar o processo. E mesmo assim acho que, devido a natureza da nossa profissão, provavelmente não adiantaria muito.

Esse descolamento entre a realidade das certificações e seu uso, é que dá o motivo pra essas brincadeiras que estão rolando por ai. Agravadas pelos casos mais extremos de pessoas que colam as mesmas no peito como se fossem distintivos e saem por ai vomitando termos técnicos e fazendo merda.

Sigmar

Boleba Games Certified (MPE, CTD,UHLCHB)
He-man Professional Master of Universe
Créu velocidade 5 Specialist



2008/4/25 Jose Papo, MSc <jose.papo@gmail.com>:

Concordo em gênero, número e grau com o Alessandro.

    E acho que ainda tem um ponto mais importante: acabamos entrando em batalhas internas, sendo que o mercado brasileiro nem para o desenvolvimento iterativo evoluiu. Ao invés de ficar questionando e tirando sarro da Scrum Alliance, deveríamos tocar nos pontos positivos de uma organização que está conseguindo transmitir conhecimentos sobre agilidade no mundo. Para mim, essa adaptação ao mercado (com necessidade de certificação) é uma forma de combater nesse campo de batalha de igual para igual. 

     Acho perda de um tempo que poderia continuar sendo investido na formação de uma nova mentalidade sobre como desenvolver software. Além do mais é brigar por uma causa perdida.

    Podemos ficar nos purismos e radicalismos (virar um PT do B e etcs... rs) ou unir forças para combater o verdadeiro mal da nossa área(não, não é o Darth Vader e nem o computador do Matrix... rs): o processo cascata!


      Abraços!  
--
José Papo, MSc
Site Pessoal: http://www.erudio.com.br

IBM Certified Specialist (RUP, OOAD, RMUC, RSA, Sales)
Certified Scrum Master
OMG Certified UML 2 Professional
ITIL Certified Professional


2008/4/25 Alessandro Ribeiro <alessandro.ribeiro@integritas.com.br>:

Eduardo, também não estou me colocando contra ou a favor de
certificações. Como já escrevi, nunca levei em conta a certificação em
um processo de seleção. O que me incomoda são argumentos dogmáticos e,
a meu ver, sem nenhum embasamento, de que as certificações não possuem
valor algum.



> Alessandro,
>
> Não estou querendo me colocar contra ou favor de certificações, mas
> acho que o problema é mais em baixo, como mostram seus argumentos.
>
> "Coloque-se na posição de um profissional de RH que entende muito
> pouco sobre tecnologia e que precisa contratar desenvolvedores de
> software. "
> - Um profissional de RH deve no máximo aprovar o candidato pelos
> requisitos não técnicos. Se o processo de contratação não envolver o
> time de desenvolvimento e entrevistas técnicas, está fadado a pura
> sorte. E a certificação do candidato não vai melhorar as estátiscas.
>
É bom tomarmos um certo cuidado para não distorcermos ou exagerarmos os
argumentos com os quais não concordamos. No exemplo que dei, o
profissional de RH participa da avaliação dos requisitos técnicos dos
candidatos, mas eu não escrevi que ele seria o único a avaliar os
requisitos técnicos do candidato. É muito comum em grandes empresas o
RH fazer uma triagem inicial dos candidatos, e essa triagem inicial
muitas vezes envolve as certificações, diplomas universitários, etc.

É claro que esse não é o processo ideal de contratação. No mundo ideal,
essa empresa teria tempo e dinheiro suficientes para fazer uma
entrevista de 1 hora com cada um dos 500 candidatos à função. No mundo
real, é preferível reduzir o custo do processo de seleção a ter um
processo de seleção perfeito. Você pode contra-argumentar dizendo que
essa não é a única forma de se fazer uma triagem inicial e talvez
existam formas melhores. O meu argumento não é que a certificação seja
a melhor alternativa em todos os casos, ou mesmo a melhor alternativa em
alguns casos. O meu argumento é que a certificação agrega valor.
Ponto. Contesto a afirmação de que a certificação não tem valor algum.


> "Entretanto, se amanhã eu precisar contratar para um projeto um
> desenvolvedor em uma área da qual eu não conheça absolutamente nada,
> Lotus notes, por exemplo,"
> - Existem uma série de características que são comuns aos bons
> desenvolvedores. Como estas características são independentes de
> tecnlogia podem ser avaliadas por qualquer entrevistador e em
> qualquer canditato. Mesmo questões técnicas são, ou devem ser,
> independentes de tecnologia. Testar a capacidade de raciocínio lógico,
> técnicas de resolução de problemas, etc.
Concordo que existe uma série de características comuns a todos os bons
desenvolvedores e que essas características podem ser avaliadas em
entrevistas. Não questionei isso. O meu argumento é que às vezes pode
ser necessário avaliar um conhecimento específico sobre uma tecnologia
com a qual a empresa contratante não está suficientemente
familiarizada. É nesse contexto que a certificação agrega valor.

>
> Com tudo isto acredito que qualquer pré-requisito como Certificação,
> ou até mesmo os livros que você leu nos últimos meses (já vi alguém
> falando sobre isto, não lembro quem) são para mim brengalas para quem
> não tem um bom processo de contratação.
>
> Eduardo Miranda
Não discordo que se use o termo bengala para as certificações. É como
bengala que as certificações são usadas na maioria dos processos de seleção.

Alessandro








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Sigmar Siqueira

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#5236 From: Alessandro Ribeiro <alessandro.ribeiro@...>
Date: Fri Apr 25, 2008 3:46 pm
Subject: Re: Ok, eu me rendo: tem que certificar!
arib1972
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Oi Luiz,

estou de pleno acordo com o seu comentário. 

Alessandro

Luiz Esmiralha wrote:

Oi Alessandro,

Eu concordo quando você diz que as certificações possuem valor. Elas
efetivamente atestam que o sujeito passou com sucesso pelo processo de
certificação. Uma certificação possui o valor do processo usado para
certificar. Fazer um curso de 2 dias, onde não existe possibilidade de
não ser aprovado, não é um processo muito valioso de certificação, na
minha opinião. Acho que as pessoas podem aprender muito no curso, mas
eu avaliaria esse conhecimento no momento da entrevista, da mesma
forma que faria com um não-CSM.

Abraço,
Luiz Esmiralha

2008/4/25 Alessandro Ribeiro <alessandro.ribeiro@integritas.com.br>:
>
> Eduardo, também não estou me colocando contra ou a favor de
> certificações. Como já escrevi, nunca levei em conta a certificação em
> um processo de seleção. O que me incomoda são argumentos dogmáticos e,
> a meu ver, sem nenhum embasamento, de que as certificações não possuem
> valor algum.
>
>
> > Alessandro,
> >
> > Não estou querendo me colocar contra ou favor de certificações, mas
> > acho que o problema é mais em baixo, como mostram seus argumentos.
> >
> > "Coloque-se na posição de um profissional de RH que entende muito
> > pouco sobre tecnologia e que precisa contratar desenvolvedores de
> > software. "
> > - Um profissional de RH deve no máximo aprovar o candidato pelos
> > requisitos não técnicos. Se o processo de contratação não envolver o
> > time de desenvolvimento e entrevistas técnicas, está fadado a pura
> > sorte. E a certificação do candidato não vai melhorar as estátiscas.
> >
> É bom tomarmos um certo cuidado para não distorcermos ou exagerarmos os
> argumentos com os quais não concordamos. No exemplo que dei, o
> profissional de RH participa da avaliação dos requisitos técnicos dos
> candidatos, mas eu não escrevi que ele seria o único a avaliar os
> requisitos técnicos do candidato. É muito comum em grandes empresas o
> RH fazer uma triagem inicial dos candidatos, e essa triagem inicial
> muitas vezes envolve as certificações, diplomas universitários, etc.
>
> É claro que esse não é o processo ideal de contratação. No mundo ideal,
> essa empresa teria tempo e dinheiro suficientes para fazer uma
> entrevista de 1 hora com cada um dos 500 candidatos à função. No mundo
> real, é preferível reduzir o custo do processo de seleção a ter um
> processo de seleção perfeito. Você pode contra-argumentar dizendo que
> essa não é a única forma de se fazer uma triagem inicial e talvez
> existam formas melhores. O meu argumento não é que a certificação seja
> a melhor alternativa em todos os casos, ou mesmo a melhor alternativa em
> alguns casos. O meu argumento é que a certificação agrega valor.
> Ponto. Contesto a afirmação de que a certificação não tem valor algum.
>
>
> > "Entretanto, se amanhã eu precisar contratar para um projeto um
> > desenvolvedor em uma área da qual eu não conheça absolutamente nada,
> > Lotus notes, por exemplo,"
> > - Existem uma série de características que são comuns aos bons
> > desenvolvedores. Como estas características são independentes de
> > tecnlogia podem ser avaliadas por qualquer entrevistador e em
> > qualquer canditato. Mesmo questões técnicas são, ou devem ser,
> > independentes de tecnologia. Testar a capacidade de raciocínio lógico,
> > técnicas de resolução de problemas, etc.
> Concordo que existe uma série de características comuns a todos os bons
> desenvolvedores e que essas características podem ser avaliadas em
> entrevistas. Não questionei isso. O meu argumento é que às vezes pode
> ser necessário avaliar um conhecimento específico sobre uma tecnologia
> com a qual a empresa contratante não está suficientemente
> familiarizada. É nesse contexto que a certificação agrega valor.
>
> >
> > Com tudo isto acredito que qualquer pré-requisito como Certificação,
> > ou até mesmo os livros que você leu nos últimos meses (já vi alguém
> > falando sobre isto, não lembro quem) são para mim brengalas para quem
> > não tem um bom processo de contratação.
> >
> > Eduardo Miranda
> Não discordo que se use o termo bengala para as certificações. É como
> bengala que as certificações são usadas na maioria dos processos de
> seleção.
>
> Alessandro
>
>


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#5235 From: "Luiz Esmiralha" <esmiralha@...>
Date: Fri Apr 25, 2008 2:49 pm
Subject: Re: Ok, eu me rendo: tem que certificar!
lesmiralha
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Oi Alessandro,

Eu concordo quando você diz que as certificações possuem valor. Elas
efetivamente atestam que o sujeito passou com sucesso pelo processo de
certificação. Uma certificação possui o valor do processo usado para
certificar. Fazer um curso de 2 dias, onde não existe possibilidade de
não ser aprovado, não é um processo muito valioso de certificação, na
minha opinião. Acho que as pessoas podem aprender muito no curso, mas
eu avaliaria esse conhecimento no momento da entrevista, da mesma
forma que faria com um não-CSM.

Abraço,
Luiz Esmiralha

2008/4/25 Alessandro Ribeiro <alessandro.ribeiro@...>:
>
> Eduardo, também não estou me colocando contra ou a favor de
>  certificações. Como já escrevi, nunca levei em conta a certificação em
>  um processo de seleção. O que me incomoda são argumentos dogmáticos e,
>  a meu ver, sem nenhum embasamento, de que as certificações não possuem
>  valor algum.
>
>
>  > Alessandro,
>  >
>  > Não estou querendo me colocar contra ou favor de certificações, mas
>  > acho que o problema é mais em baixo, como mostram seus argumentos.
>  >
>  > "Coloque-se na posição de um profissional de RH que entende muito
>  > pouco sobre tecnologia e que precisa contratar desenvolvedores de
>  > software. "
>  > - Um profissional de RH deve no máximo aprovar o candidato pelos
>  > requisitos não técnicos. Se o processo de contratação não envolver o
>  > time de desenvolvimento e entrevistas técnicas, está fadado a pura
>  > sorte. E a certificação do candidato não vai melhorar as estátiscas.
>  >
>  É bom tomarmos um certo cuidado para não distorcermos ou exagerarmos os
>  argumentos com os quais não concordamos. No exemplo que dei, o
>  profissional de RH participa da avaliação dos requisitos técnicos dos
>  candidatos, mas eu não escrevi que ele seria o único a avaliar os
>  requisitos técnicos do candidato. É muito comum em grandes empresas o
>  RH fazer uma triagem inicial dos candidatos, e essa triagem inicial
>  muitas vezes envolve as certificações, diplomas universitários, etc.
>
>  É claro que esse não é o processo ideal de contratação. No mundo ideal,
>  essa empresa teria tempo e dinheiro suficientes para fazer uma
>  entrevista de 1 hora com cada um dos 500 candidatos à função. No mundo
>  real, é preferível reduzir o custo do processo de seleção a ter um
>  processo de seleção perfeito. Você pode contra-argumentar dizendo que
>  essa não é a única forma de se fazer uma triagem inicial e talvez
>  existam formas melhores. O meu argumento não é que a certificação seja
>  a melhor alternativa em todos os casos, ou mesmo a melhor alternativa em
>  alguns casos. O meu argumento é que a certificação agrega valor.
>  Ponto. Contesto a afirmação de que a certificação não tem valor algum.
>
>
>  > "Entretanto, se amanhã eu precisar contratar para um projeto um
>  > desenvolvedor em uma área da qual eu não conheça absolutamente nada,
>  > Lotus notes, por exemplo,"
>  > - Existem uma série de características que são comuns aos bons
>  > desenvolvedores. Como estas características são independentes de
>  > tecnlogia podem ser avaliadas por qualquer entrevistador e em
>  > qualquer canditato. Mesmo questões técnicas são, ou devem ser,
>  > independentes de tecnologia. Testar a capacidade de raciocínio lógico,
>  > técnicas de resolução de problemas, etc.
>  Concordo que existe uma série de características comuns a todos os bons
>  desenvolvedores e que essas características podem ser avaliadas em
>  entrevistas. Não questionei isso. O meu argumento é que às vezes pode
>  ser necessário avaliar um conhecimento específico sobre uma tecnologia
>  com a qual a empresa contratante não está suficientemente
>  familiarizada. É nesse contexto que a certificação agrega valor.
>
>  >
>  > Com tudo isto acredito que qualquer pré-requisito como Certificação,
>  > ou até mesmo os livros que você leu nos últimos meses (já vi alguém
>  > falando sobre isto, não lembro quem) são para mim brengalas para quem
>  > não tem um bom processo de contratação.
>  >
>  > Eduardo Miranda
>  Não discordo que se use o termo bengala para as certificações. É como
>  bengala que as certificações são usadas na maioria dos processos de
> seleção.
>
>  Alessandro
>
>

#5234 From: "Sigmar Siqueira" <sigmar.siqueira@...>
Date: Fri Apr 25, 2008 2:16 pm
Subject: Re: Ok, eu me rendo: tem que certificar!
sigmarsiqueira
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Vc pega um individuo que vc não conhece, ve que eles tem as certificações X,Y e Z.
Que conclusões vc pode tomar sobre isso?
Arrisco dizer que, para as certificações da nossa área, nenhuma.

Pode se alegar que o papel da certificação não é esse, que ela apenas atesta algo como, passar numa prova, uma participação num curso, etc... Mas no imaginário coletivo e sua aplicação nos processos de seleção, a compreensão parece ser outra.

Por exemplo, uma certificação java, usada para atestar a proficiencia na linguagem. O que não é verdade, o teste não certifica isso.

Se as empresas a usam ou não como filtro, "acochambrando" o seus processos de seleção, não importa na hora de atestar a credibilidade delas. A unica forma de aumentar a credibilidade seria melhorando o processo, pegando parte do dinheiro que vai pro bolso das certificadoras e utilizar pra melhorar o processo. E mesmo assim acho que, devido a natureza da nossa profissão, provavelmente não adiantaria muito.

Esse descolamento entre a realidade das certificações e seu uso, é que dá o motivo pra essas brincadeiras que estão rolando por ai. Agravadas pelos casos mais extremos de pessoas que colam as mesmas no peito como se fossem distintivos e saem por ai vomitando termos técnicos e fazendo merda.

Sigmar

Boleba Games Certified (MPE, CTD,UHLCHB)
He-man Professional Master of Universe
Créu velocidade 5 Specialist



2008/4/25 Jose Papo, MSc <jose.papo@...>:

Concordo em gênero, número e grau com o Alessandro.

    E acho que ainda tem um ponto mais importante: acabamos entrando em batalhas internas, sendo que o mercado brasileiro nem para o desenvolvimento iterativo evoluiu. Ao invés de ficar questionando e tirando sarro da Scrum Alliance, deveríamos tocar nos pontos positivos de uma organização que está conseguindo transmitir conhecimentos sobre agilidade no mundo. Para mim, essa adaptação ao mercado (com necessidade de certificação) é uma forma de combater nesse campo de batalha de igual para igual. 

     Acho perda de um tempo que poderia continuar sendo investido na formação de uma nova mentalidade sobre como desenvolver software. Além do mais é brigar por uma causa perdida.

    Podemos ficar nos purismos e radicalismos (virar um PT do B e etcs... rs) ou unir forças para combater o verdadeiro mal da nossa área(não, não é o Darth Vader e nem o computador do Matrix... rs): o processo cascata!


      Abraços!  
--
José Papo, MSc
Site Pessoal: http://www.erudio.com.br

IBM Certified Specialist (RUP, OOAD, RMUC, RSA, Sales)
Certified Scrum Master
OMG Certified UML 2 Professional
ITIL Certified Professional


2008/4/25 Alessandro Ribeiro <alessandro.ribeiro@...>:

Eduardo, também não estou me colocando contra ou a favor de
certificações. Como já escrevi, nunca levei em conta a certificação em
um processo de seleção. O que me incomoda são argumentos dogmáticos e,
a meu ver, sem nenhum embasamento, de que as certificações não possuem
valor algum.



> Alessandro,
>
> Não estou querendo me colocar contra ou favor de certificações, mas
> acho que o problema é mais em baixo, como mostram seus argumentos.
>
> "Coloque-se na posição de um profissional de RH que entende muito
> pouco sobre tecnologia e que precisa contratar desenvolvedores de
> software. "
> - Um profissional de RH deve no máximo aprovar o candidato pelos
> requisitos não técnicos. Se o processo de contratação não envolver o
> time de desenvolvimento e entrevistas técnicas, está fadado a pura
> sorte. E a certificação do candidato não vai melhorar as estátiscas.
>
É bom tomarmos um certo cuidado para não distorcermos ou exagerarmos os
argumentos com os quais não concordamos. No exemplo que dei, o
profissional de RH participa da avaliação dos requisitos técnicos dos
candidatos, mas eu não escrevi que ele seria o único a avaliar os
requisitos técnicos do candidato. É muito comum em grandes empresas o
RH fazer uma triagem inicial dos candidatos, e essa triagem inicial
muitas vezes envolve as certificações, diplomas universitários, etc.

É claro que esse não é o processo ideal de contratação. No mundo ideal,
essa empresa teria tempo e dinheiro suficientes para fazer uma
entrevista de 1 hora com cada um dos 500 candidatos à função. No mundo
real, é preferível reduzir o custo do processo de seleção a ter um
processo de seleção perfeito. Você pode contra-argumentar dizendo que
essa não é a única forma de se fazer uma triagem inicial e talvez
existam formas melhores. O meu argumento não é que a certificação seja
a melhor alternativa em todos os casos, ou mesmo a melhor alternativa em
alguns casos. O meu argumento é que a certificação agrega valor.
Ponto. Contesto a afirmação de que a certificação não tem valor algum.


> "Entretanto, se amanhã eu precisar contratar para um projeto um
> desenvolvedor em uma área da qual eu não conheça absolutamente nada,
> Lotus notes, por exemplo,"
> - Existem uma série de características que são comuns aos bons
> desenvolvedores. Como estas características são independentes de
> tecnlogia podem ser avaliadas por qualquer entrevistador e em
> qualquer canditato. Mesmo questões técnicas são, ou devem ser,
> independentes de tecnologia. Testar a capacidade de raciocínio lógico,
> técnicas de resolução de problemas, etc.
Concordo que existe uma série de características comuns a todos os bons
desenvolvedores e que essas características podem ser avaliadas em
entrevistas. Não questionei isso. O meu argumento é que às vezes pode
ser necessário avaliar um conhecimento específico sobre uma tecnologia
com a qual a empresa contratante não está suficientemente
familiarizada. É nesse contexto que a certificação agrega valor.

>
> Com tudo isto acredito que qualquer pré-requisito como Certificação,
> ou até mesmo os livros que você leu nos últimos meses (já vi alguém
> falando sobre isto, não lembro quem) são para mim brengalas para quem
> não tem um bom processo de contratação.
>
> Eduardo Miranda
Não discordo que se use o termo bengala para as certificações. É como
bengala que as certificações são usadas na maioria dos processos de seleção.

Alessandro








--
Sigmar Siqueira

#5233 From: "Jose Papo, MSc" <jose.papo@...>
Date: Fri Apr 25, 2008 1:20 pm
Subject: Re: Ok, eu me rendo: tem que certificar!
j_paulop
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Concordo em gênero, número e grau com o Alessandro.

    E acho que ainda tem um ponto mais importante: acabamos entrando em batalhas internas, sendo que o mercado brasileiro nem para o desenvolvimento iterativo evoluiu. Ao invés de ficar questionando e tirando sarro da Scrum Alliance, deveríamos tocar nos pontos positivos de uma organização que está conseguindo transmitir conhecimentos sobre agilidade no mundo. Para mim, essa adaptação ao mercado (com necessidade de certificação) é uma forma de combater nesse campo de batalha de igual para igual. 

     Acho perda de um tempo que poderia continuar sendo investido na formação de uma nova mentalidade sobre como desenvolver software. Além do mais é brigar por uma causa perdida.

    Podemos ficar nos purismos e radicalismos (virar um PT do B e etcs... rs) ou unir forças para combater o verdadeiro mal da nossa área(não, não é o Darth Vader e nem o computador do Matrix... rs): o processo cascata!


      Abraços!  
--
José Papo, MSc
Site Pessoal: http://www.erudio.com.br

IBM Certified Specialist (RUP, OOAD, RMUC, RSA, Sales)
Certified Scrum Master
OMG Certified UML 2 Professional
ITIL Certified Professional


2008/4/25 Alessandro Ribeiro <alessandro.ribeiro@...>:

Eduardo, também não estou me colocando contra ou a favor de
certificações. Como já escrevi, nunca levei em conta a certificação em
um processo de seleção. O que me incomoda são argumentos dogmáticos e,
a meu ver, sem nenhum embasamento, de que as certificações não possuem
valor algum.



> Alessandro,
>
> Não estou querendo me colocar contra ou favor de certificações, mas
> acho que o problema é mais em baixo, como mostram seus argumentos.
>
> "Coloque-se na posição de um profissional de RH que entende muito
> pouco sobre tecnologia e que precisa contratar desenvolvedores de
> software. "
> - Um profissional de RH deve no máximo aprovar o candidato pelos
> requisitos não técnicos. Se o processo de contratação não envolver o
> time de desenvolvimento e entrevistas técnicas, está fadado a pura
> sorte. E a certificação do candidato não vai melhorar as estátiscas.
>
É bom tomarmos um certo cuidado para não distorcermos ou exagerarmos os
argumentos com os quais não concordamos. No exemplo que dei, o
profissional de RH participa da avaliação dos requisitos técnicos dos
candidatos, mas eu não escrevi que ele seria o único a avaliar os
requisitos técnicos do candidato. É muito comum em grandes empresas o
RH fazer uma triagem inicial dos candidatos, e essa triagem inicial
muitas vezes envolve as certificações, diplomas universitários, etc.

É claro que esse não é o processo ideal de contratação. No mundo ideal,
essa empresa teria tempo e dinheiro suficientes para fazer uma
entrevista de 1 hora com cada um dos 500 candidatos à função. No mundo
real, é preferível reduzir o custo do processo de seleção a ter um
processo de seleção perfeito. Você pode contra-argumentar dizendo que
essa não é a única forma de se fazer uma triagem inicial e talvez
existam formas melhores. O meu argumento não é que a certificação seja
a melhor alternativa em todos os casos, ou mesmo a melhor alternativa em
alguns casos. O meu argumento é que a certificação agrega valor.
Ponto. Contesto a afirmação de que a certificação não tem valor algum.


> "Entretanto, se amanhã eu precisar contratar para um projeto um
> desenvolvedor em uma área da qual eu não conheça absolutamente nada,
> Lotus notes, por exemplo,"
> - Existem uma série de características que são comuns aos bons
> desenvolvedores. Como estas características são independentes de
> tecnlogia podem ser avaliadas por qualquer entrevistador e em
> qualquer canditato. Mesmo questões técnicas são, ou devem ser,
> independentes de tecnologia. Testar a capacidade de raciocínio lógico,
> técnicas de resolução de problemas, etc.
Concordo que existe uma série de características comuns a todos os bons
desenvolvedores e que essas características podem ser avaliadas em
entrevistas. Não questionei isso. O meu argumento é que às vezes pode
ser necessário avaliar um conhecimento específico sobre uma tecnologia
com a qual a empresa contratante não está suficientemente
familiarizada. É nesse contexto que a certificação agrega valor.

>
> Com tudo isto acredito que qualquer pré-requisito como Certificação,
> ou até mesmo os livros que você leu nos últimos meses (já vi alguém
> falando sobre isto, não lembro quem) são para mim brengalas para quem
> não tem um bom processo de contratação.
>
> Eduardo Miranda
Não discordo que se use o termo bengala para as certificações. É como
bengala que as certificações são usadas na maioria dos processos de seleção.

Alessandro






#5232 From: Alessandro Ribeiro <alessandro.ribeiro@...>
Date: Fri Apr 25, 2008 1:09 pm
Subject: Re: Ok, eu me rendo: tem que certificar!
arib1972
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Eduardo, também não estou me colocando contra ou a favor de
certificações.  Como já escrevi, nunca levei em conta a certificação em
um processo de seleção.  O que me incomoda são argumentos dogmáticos e,
a meu ver, sem nenhum embasamento, de que as certificações não possuem
valor algum.

> Alessandro,
>
> Não estou querendo me colocar contra ou favor de certificações, mas
> acho que o problema é mais em baixo, como mostram seus argumentos.
>
> "Coloque-se na posição de um profissional de RH que entende muito
> pouco sobre tecnologia e que precisa contratar desenvolvedores de
> software. "
> - Um profissional de RH deve no máximo aprovar o candidato pelos
> requisitos não técnicos. Se o processo de contratação não envolver o
> time de desenvolvimento e entrevistas técnicas, está fadado a pura
> sorte. E a certificação do candidato não vai melhorar as estátiscas.
>
É bom tomarmos um certo cuidado para não distorcermos ou exagerarmos os
argumentos com os quais não concordamos.  No exemplo que dei, o
profissional de RH participa da avaliação dos requisitos técnicos dos
candidatos, mas eu não escrevi que ele seria o único a avaliar os
requisitos técnicos do candidato.  É muito comum em grandes empresas o
RH fazer uma triagem inicial dos candidatos, e essa triagem inicial
muitas vezes envolve as certificações, diplomas universitários, etc.

É claro que esse não é o processo ideal de contratação.  No mundo ideal,
essa empresa teria tempo e dinheiro suficientes para fazer uma
entrevista de 1 hora com cada um dos 500 candidatos à função.  No mundo
real, é preferível reduzir o custo do processo de seleção a ter um
processo de seleção perfeito.  Você pode contra-argumentar dizendo que
essa não é a única forma de se fazer uma triagem inicial e talvez
existam formas melhores.  O meu argumento não é que a certificação seja
a melhor alternativa em todos os casos, ou mesmo a melhor alternativa em
alguns casos.  O meu argumento é que a certificação agrega valor.
Ponto.  Contesto a afirmação de que a certificação não tem valor algum.

> "Entretanto, se amanhã eu precisar contratar para um projeto um
> desenvolvedor em uma área da qual eu não conheça absolutamente nada,
> Lotus notes, por exemplo,"
> - Existem uma série de características que são comuns aos bons
> desenvolvedores. Como estas características são independentes de
> tecnlogia podem ser avaliadas por qualquer entrevistador e em
>  qualquer canditato. Mesmo questões técnicas são, ou devem ser,
> independentes de tecnologia. Testar a capacidade de raciocínio lógico,
> técnicas de resolução de problemas, etc.
Concordo que existe uma série de características comuns a todos os bons
desenvolvedores e que essas características podem ser avaliadas em
entrevistas.  Não questionei isso.  O meu argumento é que às vezes pode
ser necessário avaliar um conhecimento específico sobre uma tecnologia
com a qual a empresa contratante não está suficientemente
familiarizada.  É nesse contexto que a certificação agrega valor.
>
> Com tudo isto acredito que qualquer pré-requisito como Certificação,
> ou até mesmo os livros que você leu nos últimos meses (já vi alguém
> falando sobre isto, não lembro quem) são para mim brengalas para quem
> não tem um bom processo de contratação.
>
> Eduardo Miranda
Não discordo que se use o termo bengala para as certificações.  É como
bengala que as certificações são usadas na maioria dos processos de seleção.

Alessandro

#5231 From: "Eduardo Miranda" <dudamir@...>
Date: Fri Apr 25, 2008 10:09 am
Subject: Re: Ok, eu me rendo: tem que certificar!
dudamir
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Alessandro,
 
Não estou querendo me colocar contra ou favor de certificações, mas acho que o problema é mais em baixo, como mostram seus argumentos.
 
"Coloque-se na posição de um profissional de RH que entende muito pouco sobre tecnologia e que precisa contratar desenvolvedores de software. "
- Um profissional de RH deve no máximo aprovar o candidato pelos requisitos não técnicos. Se o processo de contratação não envolver o time de desenvolvimento e entrevistas técnicas, está fadado a pura sorte. E a certificação do candidato não vai melhorar as estátiscas.
 
"Entretanto, se amanhã eu precisar contratar para um projeto um desenvolvedor em uma área da qual eu não conheça absolutamente nada, Lotus notes, por exemplo,"
- Existem uma série de características que são comuns aos bons desenvolvedores. Como estas características são independentes de tecnlogia podem ser avaliadas por qualquer entrevistador e em  qualquer canditato. Mesmo questões técnicas são, ou devem ser, independentes de tecnologia. Testar a capacidade de raciocínio lógico, técnicas de resolução de problemas, etc.
 
Com tudo isto acredito que qualquer pré-requisito como Certificação, ou até mesmo os livros que você leu nos últimos meses (já vi alguém falando sobre isto, não lembro quem) são para mim brengalas para quem não tem um bom processo de contratação.
 
Eduardo Miranda
 
 
 
2008/4/25 Alessandro Ribeiro <alessandro.ribeiro@...>:

Christopher,

nunca contratei ninguém com base em certificação.  Nos últimos 3 anos, devo ter entrevistado uns 50 candidatos a desenvolvedor e contratado uma dúzia.  Desses 12, que eu me lembre, nenhum tinha certificação quando foi contratado.  E alguns dos que não foram selecionados tinham certificação.  Em todos esses casos, eu tinha conhecimento suficiente sobre a especialização do profissional a ser contratado para não precisar levar em conta o diploma/certificação.

Entretanto, se amanhã eu precisar contratar para um projeto um desenvolvedor em uma área da qual eu não conheça absolutamente nada, Lotus notes, por exemplo, é claro que, nessa circunstância, a certificação passa a ter alguma importância.  Pode ser a forma mais rápida e mais barata de filtrar candidatos.  Coloque-se na posição de um profissional de RH que entende muito pouco sobre tecnologia e que precisa contratar desenvolvedores de software.  A certificação não vale nada para ele ?  Ou então uma equipe de TI de uma prefeitura no interior do Brasil que esteja querendo migrar a sua plataforma de desenvolvimento de Cobol para Java e queira contratar um desenvolvedor para escrever uma aplicação-piloto em Java.  A certificação não tem valor algum nesse caso ? 

Alessandro



Christopher Palma Moura wrote:

Alessandro,

Eu acredito que seria interessante se houvesse tal livro com resumo dos livros mais "importantes". Eu mesmo o compraria para me auxiliar no processo de decisão quais livros comprar. A questão de se utilizar para tentar burlar uma entrevista de emprego, vai da índole de cada um.
Acredito que se o profissional for contratado só por causa de boas respostas em relação aos livros, só provará o quão falho é o processo de seleção. E tem mais: Se uma pessoa não consegue fingir por muito tempo, imagine conseguir isso no ambiente de trabalho...
Muitas pessoas talentosas já escreveram sobre como deve ser um processo de seleção para profissionais de TI:

Acredito que muito do que foi apresentado pelos autores, veio de suas experiências profissionais.
Duvido que profissionais que sigam tais "linhas/roteiros", se deixem enganar facilmente.

Eu mesmo venho utilizando algumas das idéias no nosso processo de seleção aqui no Ministério da Previdência: há dois meses contratamos 3 profissionais e acredito que a forma como ocorreu todo o processo não poderia ter sido mais proveitosa. Durante este processorecebemos vários currículos, dentre os quais vários de profissionais eram certificados: somente 1 destes profissionais certificados foi contratado e com certeza não foi por causa do documento em questão.

Concordo com o Vinícius que temos que modificar a "visão" das empresas em relação aos certificados.

OK: você tem o conhecimento.
Mas você sabe aplicá-lo no mundo real?


Um abraço,

Christopher Palma Moura
christopherpalma at gmail dot com
+55(61)9115-4777

"Knowledge moves faster than you do.
Ask a lot of questions. Only the idiots know everything."
- The Pragmatic Programmer

2008/4/24 Alessandro Ribeiro <alessandro.ribeiro@...>:

André,

é legal, entre outros motivos, porque é raro e, como quase ninguém espera ser perguntado sobre isso em uma entrevista, a propensão a mentir é menor. 

Agora, imagine o seguinte cenário: as empresas começam a adotar essa técnica de perguntar sobre livros que o candidato já leu nas entrevistas.  Depois de um tempo, algum espertinho começa a publicar na Internet uma lista dos livros mais importantes sobre cada área: "Os 10 livros mais importantes para mencionar em uma entrevista para arquiteto Java", "Os 10 livros mais importantes para mencionar em uma entrevista para desenvolvedor ágil".  Passa algum tempo e os entrevistadores começam a fazer perguntas sobre o conteúdo dos livros.  Daí surge o mercado de livros de "resumos" sobre os livros para desenvolvedores ágeis.  Em vez de ler 10 livros sobre XP, Scrum, Lean, etc, esses livros condensarão as idéias principais em um único livro. 

Esse tipo de mercado já existe para livros de negócio, por exemplo.  Não vejo nenhum motivo pelo qual não possa existir na nossa área também.  De vez em quando, recebo email de uma empresa especializada em fazer livros de resumo sobre livros de negócio.  Esse é o argumento de vendas deles: "leia, em um único livro, o resumo das idéias mais importantes dos 10 livros de negócio mais comentados do mercado". 

Em resumo, o meu argumento é: não existe técnica perfeita de avaliação.  Existem técnicas melhores e piores.  A certificação, hoje, é uma das piores, mas discordo totalmente de quem diz que não tem valor algum.  Empresas de ponta não levam em conta a certificação.  O Google é um exemplo.  Mas empresas de ponta têm profissionais de ponta na área de RH.  Profissionais que conhecem ou, se não conhecem, inventam outras e melhores técnicas de avaliação.  Empresas medianas com profissionais de RH medianos, vão continuar a usar os métodos tradicionais.  É claro que é nossa tarefa elevar o patamar do mercado, e isto inclui até ridicularizar a importância exagerada que se dá às certificações no Brasil, mas não se pode cair no exagero de fazer afirmações peremptórias do tipo "certificação não serve para nada". 

That's my point,

Alessandro

Andre Santos wrote:

Vinícius
 
Aqui onde trabalho tem MUITO material para isso!  |^P
 
Minha sugestão: assim que a FanAlliance estiver registrada, com um site, poderá ser adotada a palavra **Oficial** (ou melhor ainda, com 2 F's !) em todos os títulos de certificação!
Imaginem as palavras-chave "Official", "Certified" e "Master" no mesmo título !!! Sucesso absoluto!
 
Achei muito legal o que o Bruno mencionou: numa entrevista, pergutarem "quais livros você leu" !
Poxa, tenho 18 anos na área (até mais, se for contar a época em que só estudava...) e só me lembro de uma entrevista de emprego em que me pergutaram isso!!! (bom... pelo menos, houve uma).
 
[ ]'s
 
André

 
Em 23/04/08, Bruno Oliveira da Silva <bruno@...> escreveu:

Fala Vinicius!

Concordo plenamente contigo, com digo a alguns amigos, certificação é um papel pra agradar o RH, mas não comprova conhecimento algum, em um mundo perfeito não precisariamos desse papel, assim como não precisariamos de um certificado de faculdade comprovando que você é ou não analista, mesmo porque muitos graduados que a gente vê por ai, fazem uma imensa lambança, enquanto outros que nem concluiram a faculdade, são excepcionais como profissional de TI.

Mas infelizmente, como eu disse, em um mundo perfeito, rarissimas empresas valorizam o cara pelo que ele sabe, como é o caso da globo.com, sua empresa, enfim, tiro o chapéu mesmo, mas o restante, valoriza o cara pelos "papéis que eles tem", ou aqueles cartoezinhos de plástico os qual prefiro atribuir o nome de green cards para emprego, e como todo mundo precisa sobreviver, realmente não há outra maneira, até o dia em que a seleção de RH for algo similar ao que os caras da globo.com fazem, sem avaliar quantas certificacoes o cara tirou, mas quais livros ele leu, sua experiencia e se adequa ao perfil.

Infelizmente o cenário de ti é essa putaria, tu ve crianças pegando em armas sem saber o que fazem, é o caso dos zilhoes de SCJP, e qualquer outra sigla, mas, tem pessoas boas tb com esses papeizinhos, porque foram obrigadas pelo mercado, a ter um papel que diga que ele é bom, porque da boca pra fora infelizmente, poucas empresas te olham pelo que tu é como profissional.

Em 23/04/08, Vinicius Manhaes Teles <vinicius@...> escreveu:
Pessoal,

 
Sei que sempre fui contra certificações de todos os tipos na área de desenvolvimento. Sei que sempre rejeitei coisas como CMMI, MPS.BR, PMI e até mesmo as certificações estapafúrdias do mundo ágil, com o CSM e tal. Mas, tenho que admitir. Certificar é o caminho. Não tem jeito. 

 
Pensando nisso, eu e alguns amigos que estavam no FISL resolvemos criar uma nova certificação, algo que vai revolucionar o mercado de software mundial. E tudo começará com o lançamento da FanfAlliance. 

 
Indo para Porto Alegre, escrevi este post onde acabei chamando a maioria dos desenvolvedores de software de fanfarrão. Lá em Porto Alegre, dei uma palestra onde basicamente chamei todo mundo que estava presente de imbecil. Expliquei que mais imbecil ainda eram os chefes dos que lá estavam. Por causa desta bobeirinha, fui chamado de Capitão Vinícius "nascimento" Teles. Pode?

 
Juntando o post e a palestra, concluí que tem muito fanfarrão nesta área e que eles precisam ser certificados! Isso mesmo. Vamos certificar essa galera.

 
A FanfAlliance está surgindo e precisamos da sua ajuda para criar as regras da certificação. Abaixo algumas idéias que emergiram durante o último dia do FISL:

 
CFG - Certified Fanfarrão Guru (Number 1: William Gates III)
CFMU - Certified Fanfarrão Masters of the Universe
CFC - Certified Fanfarrão Company (Microsoft: membro honorário vitalício)
CFP - Certified Fanfarrão Partner (não confundir com Certamente um Filho da Puta!)
CFT - Certified Fanfarrão Trainer

 
Nós adoramos coisas simples, como a certificação CSM. Achamos que o CSM foi um passo importante na direção da simplicidade, ao demandar que você apenas esteja presente em um treinamento de dois dias para ser certificado. Para que prova? Para que outras verificações, quando estar presente (acordado ou não), já resolve o problema? Nós queremos ir além e mais, queremos democratizar. 

 
As "Certificações Fanfarrão" são expressas, simples e acessíveis. Você entra no site e já está certificado! Isso mesmo, simples assim. E o melhor, você já recebe o nível mais alto de certificação: CFG - Certified Fanfarrão Guru! Alegre-se, pois estás em boa companhia. O primeiro a receber esta honraria foi ninguém menos que Bill Gates! 

 
Por outro lado, se você respeita certas práticas dos métodos ágeis de desenvolvimento, seu título pode ser revogado e você pode acabar sendo rebaixado para CFMU - Certified Fanfarrão Masters of the Universe. Ok, eu sei que não é tão high level quanto um CFG, mas já é alguma coisa, né? Para aqueles que sempre invejaram as palavrinhas "Certified" e "Master" do CSM, temos excelentes notícias. Fomos além, adicionamos o "Universe"! Agora, eles que tratem de arrumar algo mais marketeiro que o nosso!

 
Algumas empresas merecem ser certificadas como um todo, por isso criamos a CFC - Certified Fanfarrão Company. Alegre-se mais uma vez, pois até prova em contrário, sua empresa já está certificada nesta categoria! E, claro, não podemos nos esquecer dos CFP - Certified Fanfarrão Partner (por favor, não insista em confundir com Certamente um Filho da Puta). Esta categoria é reservada para as distintas empresas de consultoria que espalham o espírito de desenvolvimento Fanfarrão pelo mundo a fora. Normalmente têm três letrinhas e são um exemplo a ser seguido por todo Fanfarrão que se preze!

 
Finalmente, não poderíamos deixar de homenager os CFT - Certified Fanfarrão Trainer. São aqueles queridos professores que ensinam o jeito fanfarrão de desenvolver software. Professores de engenharia de software, de um modo geral, já ganham a certificação sem nem entrar no site. Eles já estão certificados, só não sabem disso ainda!

 
Por fim, há aqueles que envergonham o mundo fanfarrão, ao disseminar e, sobretudo, utilizar, práticas ágeis de desenvolvimento de software. Estes serão sumariamente des-certificados (shame on them), pois não seguem princípios canônicos do Manifesto Fanfarrão, tais como:

 
Fanf Principles:
1. Infernizar a vida dos usuário é nossa maior prioridade.
2. Código sem testes é nossa principal ferramenta.
3. POG é nossa filosofia de vida.
4. Quanto mais featues, mais próximos ficamos do Nirvana (especialmente se elas tiverem muitos bugs).

 
A FanfAlliance precisa da sua ajuda. Precisamos de idéias para melhorar a descrição das categorias. Queremos colocar um site no ar para que possamos iniciar o processo acelerado de certificação em massa. Finalmente uma certificação livre! Você não precisa pagar nada. Só precisa ser um tremendo Fanfarrão.

 
Estamos planejamento o lançamento de Primeira FanfConf. Ela deverá ser realizada por volta do dia 30 de fevereiro do próximo ano, em algum lugar perto de Redmond, a Meca do movimento Fanf! O Call for Papers deve ser lançado em alguns dias, mas sinta-se à vontade para começar a enviar propostas de palestras.

 
Para aqueles que precisarem de ajuda para obter melhores colocações no mundo Fanfarrão, estamos preparando as Fanf Scholarships. Afinal, não podemos admitir exclusão social no movimento Fanf.

 

 
RECORTAR AQUI XXX----------------------------------------------------------------------------

 
Ok, para quem chegou até aqui, já deu para ver que trata-se de uma tremenda zoação! :p 

 
Como vocês sabem, cansei de vender idéias ágeis pelos métodos tradicionais. Embrace change! Agora estou partindo para iniciativas não-convencionais, como esta. Quem me conhece sabe que isso é um protesto contra a babaquice generalizada em que a nossa área está se transformando há um bom tempo. E as certificações exercem um papel enorme nesta idiotice geral. Não apenas as que citei aqui, mas inúmeras outras como as do mundo Java e tal. 

 
Quero lançar o site da FanfAlliance para que outras pessoas também possam protestar, nem que seja zoando este mundo ridículo que estamos criando para nós. O que está aí são algumas idéias lançadas em um pedaço de papel, em um almoço no FISL, onde três pessoas riram até não poder mais criando estas siglas. 

 
Ajude-nos a dar continuidade. Olhe para o lado e nos envie idéias. É possível que o seu ambiente de trabalho atual possa nos fornecer material farto para criar o processo de certificação mais democrática e abrangente do mundo: o Fanf Certification Process. 

 
Contamos com a sua ajuda e com o ódio generalizado de todos aqueles que levam adiante esta porcariada toda!

 
Grande abraço,

 
Vinícius Teles

 
Improve It 
Rio: +55 21 3521-6760 
São Paulo: +55 11 3711-3423 
Celular: +55 21 8716-5434




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[  ]'s Bruno.

"Bom mesmo é ir a luta com determinação, abraçar a vida com paixão, perder com classe e vencer com ousadia, pois o triunfo pertence a quem se atreve... A vida é muita para ser insignificante".

Charles Chaplin
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------Volenti Nihil Difficile------
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#5230 From: Alessandro Ribeiro <alessandro.ribeiro@...>
Date: Fri Apr 25, 2008 4:19 am
Subject: Re: Ok, eu me rendo: tem que certificar!
arib1972
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Christopher,

nunca contratei ninguém com base em certificação.  Nos últimos 3 anos, devo ter entrevistado uns 50 candidatos a desenvolvedor e contratado uma dúzia.  Desses 12, que eu me lembre, nenhum tinha certificação quando foi contratado.  E alguns dos que não foram selecionados tinham certificação.  Em todos esses casos, eu tinha conhecimento suficiente sobre a especialização do profissional a ser contratado para não precisar levar em conta o diploma/certificação.

Entretanto, se amanhã eu precisar contratar para um projeto um desenvolvedor em uma área da qual eu não conheça absolutamente nada, Lotus notes, por exemplo, é claro que, nessa circunstância, a certificação passa a ter alguma importância.  Pode ser a forma mais rápida e mais barata de filtrar candidatos.  Coloque-se na posição de um profissional de RH que entende muito pouco sobre tecnologia e que precisa contratar desenvolvedores de software.  A certificação não vale nada para ele ?  Ou então uma equipe de TI de uma prefeitura no interior do Brasil que esteja querendo migrar a sua plataforma de desenvolvimento de Cobol para Java e queira contratar um desenvolvedor para escrever uma aplicação-piloto em Java.  A certificação não tem valor algum nesse caso ? 

Alessandro

Christopher Palma Moura wrote:

Alessandro,

Eu acredito que seria interessante se houvesse tal livro com resumo dos livros mais "importantes". Eu mesmo o compraria para me auxiliar no processo de decisão quais livros comprar. A questão de se utilizar para tentar burlar uma entrevista de emprego, vai da índole de cada um.
Acredito que se o profissional for contratado só por causa de boas respostas em relação aos livros, só provará o quão falho é o processo de seleção. E tem mais: Se uma pessoa não consegue fingir por muito tempo, imagine conseguir isso no ambiente de trabalho...
Muitas pessoas talentosas já escreveram sobre como deve ser um processo de seleção para profissionais de TI:

Acredito que muito do que foi apresentado pelos autores, veio de suas experiências profissionais.
Duvido que profissionais que sigam tais "linhas/roteiros", se deixem enganar facilmente.

Eu mesmo venho utilizando algumas das idéias no nosso processo de seleção aqui no Ministério da Previdência: há dois meses contratamos 3 profissionais e acredito que a forma como ocorreu todo o processo não poderia ter sido mais proveitosa. Durante este processorecebemos vários currículos, dentre os quais vários de profissionais eram certificados: somente 1 destes profissionais certificados foi contratado e com certeza não foi por causa do documento em questão.

Concordo com o Vinícius que temos que modificar a "visão" das empresas em relação aos certificados.

OK: você tem o conhecimento.
Mas você sabe aplicá-lo no mundo real?


Um abraço,

Christopher Palma Moura
christopherpalma at gmail dot com
+55(61)9115-4777

"Knowledge moves faster than you do.
Ask a lot of questions. Only the idiots know everything."
- The Pragmatic Programmer

2008/4/24 Alessandro Ribeiro <alessandro.ribeiro@integritas.com.br>:

André,

é legal, entre outros motivos, porque é raro e, como quase ninguém espera ser perguntado sobre isso em uma entrevista, a propensão a mentir é menor. 

Agora, imagine o seguinte cenário: as empresas começam a adotar essa técnica de perguntar sobre livros que o candidato já leu nas entrevistas.  Depois de um tempo, algum espertinho começa a publicar na Internet uma lista dos livros mais importantes sobre cada área: "Os 10 livros mais importantes para mencionar em uma entrevista para arquiteto Java", "Os 10 livros mais importantes para mencionar em uma entrevista para desenvolvedor ágil".  Passa algum tempo e os entrevistadores começam a fazer perguntas sobre o conteúdo dos livros.  Daí surge o mercado de livros de "resumos" sobre os livros para desenvolvedores ágeis.  Em vez de ler 10 livros sobre XP, Scrum, Lean, etc, esses livros condensarão as idéias principais em um único livro. 

Esse tipo de mercado já existe para livros de negócio, por exemplo.  Não vejo nenhum motivo pelo qual não possa existir na nossa área também.  De vez em quando, recebo email de uma empresa especializada em fazer livros de resumo sobre livros de negócio.  Esse é o argumento de vendas deles: "leia, em um único livro, o resumo das idéias mais importantes dos 10 livros de negócio mais comentados do mercado". 

Em resumo, o meu argumento é: não existe técnica perfeita de avaliação.  Existem técnicas melhores e piores.  A certificação, hoje, é uma das piores, mas discordo totalmente de quem diz que não tem valor algum.  Empresas de ponta não levam em conta a certificação.  O Google é um exemplo.  Mas empresas de ponta têm profissionais de ponta na área de RH.  Profissionais que conhecem ou, se não conhecem, inventam outras e melhores técnicas de avaliação.  Empresas medianas com profissionais de RH medianos, vão continuar a usar os métodos tradicionais.  É claro que é nossa tarefa elevar o patamar do mercado, e isto inclui até ridicularizar a importância exagerada que se dá às certificações no Brasil, mas não se pode cair no exagero de fazer afirmações peremptórias do tipo "certificação não serve para nada". 

That's my point,

Alessandro

Andre Santos wrote:

Vinícius
 
Aqui onde trabalho tem MUITO material para isso!  |^P
 
Minha sugestão: assim que a FanAlliance estiver registrada, com um site, poderá ser adotada a palavra **Oficial** (ou melhor ainda, com 2 F's !) em todos os títulos de certificação!
Imaginem as palavras-chave "Official", "Certified" e "Master" no mesmo título !!! Sucesso absoluto!
 
Achei muito legal o que o Bruno mencionou: numa entrevista, pergutarem "quais livros você leu" !
Poxa, tenho 18 anos na área (até mais, se for contar a época em que só estudava...) e só me lembro de uma entrevista de emprego em que me pergutaram isso!!! (bom... pelo menos, houve uma).
 
[ ]'s
 
André

 
Em 23/04/08, Bruno Oliveira da Silva <bruno@abstractj.com> escreveu:

Fala Vinicius!

Concordo plenamente contigo, com digo a alguns amigos, certificação é um papel pra agradar o RH, mas não comprova conhecimento algum, em um mundo perfeito não precisariamos desse papel, assim como não precisariamos de um certificado de faculdade comprovando que você é ou não analista, mesmo porque muitos graduados que a gente vê por ai, fazem uma imensa lambança, enquanto outros que nem concluiram a faculdade, são excepcionais como profissional de TI.

Mas infelizmente, como eu disse, em um mundo perfeito, rarissimas empresas valorizam o cara pelo que ele sabe, como é o caso da globo.com, sua empresa, enfim, tiro o chapéu mesmo, mas o restante, valoriza o cara pelos "papéis que eles tem", ou aqueles cartoezinhos de plástico os qual prefiro atribuir o nome de green cards para emprego, e como todo mundo precisa sobreviver, realmente não há outra maneira, até o dia em que a seleção de RH for algo similar ao que os caras da globo.com fazem, sem avaliar quantas certificacoes o cara tirou, mas quais livros ele leu, sua experiencia e se adequa ao perfil.

Infelizmente o cenário de ti é essa putaria, tu ve crianças pegando em armas sem saber o que fazem, é o caso dos zilhoes de SCJP, e qualquer outra sigla, mas, tem pessoas boas tb com esses papeizinhos, porque foram obrigadas pelo mercado, a ter um papel que diga que ele é bom, porque da boca pra fora infelizmente, poucas empresas te olham pelo que tu é como profissional.

Em 23/04/08, Vinicius Manhaes Teles <vinicius@improveit.com.br> escreveu:
Pessoal,

 
Sei que sempre fui contra certificações de todos os tipos na área de desenvolvimento. Sei que sempre rejeitei coisas como CMMI, MPS.BR, PMI e até mesmo as certificações estapafúrdias do mundo ágil, com o CSM e tal. Mas, tenho que admitir. Certificar é o caminho. Não tem jeito. 

 
Pensando nisso, eu e alguns amigos que estavam no FISL resolvemos criar uma nova certificação, algo que vai revolucionar o mercado de software mundial. E tudo começará com o lançamento da FanfAlliance. 

 
Indo para Porto Alegre, escrevi este post onde acabei chamando a maioria dos desenvolvedores de software de fanfarrão. Lá em Porto Alegre, dei uma palestra onde basicamente chamei todo mundo que estava presente de imbecil. Expliquei que mais imbecil ainda eram os chefes dos que lá estavam. Por causa desta bobeirinha, fui chamado de Capitão Vinícius "nascimento" Teles. Pode?

 
Juntando o post e a palestra, concluí que tem muito fanfarrão nesta área e que eles precisam ser certificados! Isso mesmo. Vamos certificar essa galera.

 
A FanfAlliance está surgindo e precisamos da sua ajuda para criar as regras da certificação. Abaixo algumas idéias que emergiram durante o último dia do FISL:

 
CFG - Certified Fanfarrão Guru (Number 1: William Gates III)
CFMU - Certified Fanfarrão Masters of the Universe
CFC - Certified Fanfarrão Company (Microsoft: membro honorário vitalício)
CFP - Certified Fanfarrão Partner (não confundir com Certamente um Filho da Puta!)
CFT - Certified Fanfarrão Trainer

 
Nós adoramos coisas simples, como a certificação CSM. Achamos que o CSM foi um passo importante na direção da simplicidade, ao demandar que você apenas esteja presente em um treinamento de dois dias para ser certificado. Para que prova? Para que outras verificações, quando estar presente (acordado ou não), já resolve o problema? Nós queremos ir além e mais, queremos democratizar. 

 
As "Certificações Fanfarrão" são expressas, simples e acessíveis. Você entra no site e já está certificado! Isso mesmo, simples assim. E o melhor, você já recebe o nível mais alto de certificação: CFG - Certified Fanfarrão Guru! Alegre-se, pois estás em boa companhia. O primeiro a receber esta honraria foi ninguém menos que Bill Gates! 

 
Por outro lado, se você respeita certas práticas dos métodos ágeis de desenvolvimento, seu título pode ser revogado e você pode acabar sendo rebaixado para CFMU - Certified Fanfarrão Masters of the Universe. Ok, eu sei que não é tão high level quanto um CFG, mas já é alguma coisa, né? Para aqueles que sempre invejaram as palavrinhas "Certified" e "Master" do CSM, temos excelentes notícias. Fomos além, adicionamos o "Universe"! Agora, eles que tratem de arrumar algo mais marketeiro que o nosso!

 
Algumas empresas merecem ser certificadas como um todo, por isso criamos a CFC - Certified Fanfarrão Company. Alegre-se mais uma vez, pois até prova em contrário, sua empresa já está certificada nesta categoria! E, claro, não podemos nos esquecer dos CFP - Certified Fanfarrão Partner (por favor, não insista em confundir com Certamente um Filho da Puta). Esta categoria é reservada para as distintas empresas de consultoria que espalham o espírito de desenvolvimento Fanfarrão pelo mundo a fora. Normalmente têm três letrinhas e são um exemplo a ser seguido por todo Fanfarrão que se preze!

 
Finalmente, não poderíamos deixar de homenager os CFT - Certified Fanfarrão Trainer. São aqueles queridos professores que ensinam o jeito fanfarrão de desenvolver software. Professores de engenharia de software, de um modo geral, já ganham a certificação sem nem entrar no site. Eles já estão certificados, só não sabem disso ainda!

 
Por fim, há aqueles que envergonham o mundo fanfarrão, ao disseminar e, sobretudo, utilizar, práticas ágeis de desenvolvimento de software. Estes serão sumariamente des-certificados (shame on them), pois não seguem princípios canônicos do Manifesto Fanfarrão, tais como:

 
Fanf Principles:
1. Infernizar a vida dos usuário é nossa maior prioridade.
2. Código sem testes é nossa principal ferramenta.
3. POG é nossa filosofia de vida.
4. Quanto mais featues, mais próximos ficamos do Nirvana (especialmente se elas tiverem muitos bugs).

 
A FanfAlliance precisa da sua ajuda. Precisamos de idéias para melhorar a descrição das categorias. Queremos colocar um site no ar para que possamos iniciar o processo acelerado de certificação em massa. Finalmente uma certificação livre! Você não precisa pagar nada. Só precisa ser um tremendo Fanfarrão.

 
Estamos planejamento o lançamento de Primeira FanfConf. Ela deverá ser realizada por volta do dia 30 de fevereiro do próximo ano, em algum lugar perto de Redmond, a Meca do movimento Fanf! O Call for Papers deve ser lançado em alguns dias, mas sinta-se à vontade para começar a enviar propostas de palestras.

 
Para aqueles que precisarem de ajuda para obter melhores colocações no mundo Fanfarrão, estamos preparando as Fanf Scholarships. Afinal, não podemos admitir exclusão social no movimento Fanf.

 

 
RECORTAR AQUI XXX----------------------------------------------------------------------------

 
Ok, para quem chegou até aqui, já deu para ver que trata-se de uma tremenda zoação! :p 

 
Como vocês sabem, cansei de vender idéias ágeis pelos métodos tradicionais. Embrace change! Agora estou partindo para iniciativas não-convencionais, como esta. Quem me conhece sabe que isso é um protesto contra a babaquice generalizada em que a nossa área está se transformando há um bom tempo. E as certificações exercem um papel enorme nesta idiotice geral. Não apenas as que citei aqui, mas inúmeras outras como as do mundo Java e tal. 

 
Quero lançar o site da FanfAlliance para que outras pessoas também possam protestar, nem que seja zoando este mundo ridículo que estamos criando para nós. O que está aí são algumas idéias lançadas em um pedaço de papel, em um almoço no FISL, onde três pessoas riram até não poder mais criando estas siglas. 

 
Ajude-nos a dar continuidade. Olhe para o lado e nos envie idéias. É possível que o seu ambiente de trabalho atual possa nos fornecer material farto para criar o processo de certificação mais democrática e abrangente do mundo: o Fanf Certification Process. 

 
Contamos com a sua ajuda e com o ódio generalizado de todos aqueles que levam adiante esta porcariada toda!

 
Grande abraço,

 
Vinícius Teles

 
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#5229 From: "Christopher Palma Moura" <christopherpalma@...>
Date: Thu Apr 24, 2008 9:38 pm
Subject: Re: Ok, eu me rendo: tem que certificar!
christopherp...
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Alessandro,

Eu acredito que seria interessante se houvesse tal livro com resumo dos livros mais "importantes". Eu mesmo o compraria para me auxiliar no processo de decisão quais livros comprar. A questão de se utilizar para tentar burlar uma entrevista de emprego, vai da índole de cada um.
Acredito que se o profissional for contratado só por causa de boas respostas em relação aos livros, só provará o quão falho é o processo de seleção. E tem mais: Se uma pessoa não consegue fingir por muito tempo, imagine conseguir isso no ambiente de trabalho...
Muitas pessoas talentosas já escreveram sobre como deve ser um processo de seleção para profissionais de TI:
Acredito que muito do que foi apresentado pelos autores, veio de suas experiências profissionais.
Duvido que profissionais que sigam tais "linhas/roteiros", se deixem enganar facilmente.

Eu mesmo venho utilizando algumas das idéias no nosso processo de seleção aqui no Ministério da Previdência: há dois meses contratamos 3 profissionais e acredito que a forma como ocorreu todo o processo não poderia ter sido mais proveitosa. Durante este processorecebemos vários currículos, dentre os quais vários de profissionais eram certificados: somente 1 destes profissionais certificados foi contratado e com certeza não foi por causa do documento em questão.

Concordo com o Vinícius que temos que modificar a "visão" das empresas em relação aos certificados.

OK: você tem o conhecimento.
Mas você sabe aplicá-lo no mundo real?


Um abraço,

Christopher Palma Moura
christopherpalma at gmail dot com
+55(61)9115-4777

"Knowledge moves faster than you do.
Ask a lot of questions. Only the idiots know everything."
- The Pragmatic Programmer

2008/4/24 Alessandro Ribeiro <alessandro.ribeiro@...>:

André,

é legal, entre outros motivos, porque é raro e, como quase ninguém espera ser perguntado sobre isso em uma entrevista, a propensão a mentir é menor. 

Agora, imagine o seguinte cenário: as empresas começam a adotar essa técnica de perguntar sobre livros que o candidato já leu nas entrevistas.  Depois de um tempo, algum espertinho começa a publicar na Internet uma lista dos livros mais importantes sobre cada área: "Os 10 livros mais importantes para mencionar em uma entrevista para arquiteto Java", "Os 10 livros mais importantes para mencionar em uma entrevista para desenvolvedor ágil".  Passa algum tempo e os entrevistadores começam a fazer perguntas sobre o conteúdo dos livros.  Daí surge o mercado de livros de "resumos" sobre os livros para desenvolvedores ágeis.  Em vez de ler 10 livros sobre XP, Scrum, Lean, etc, esses livros condensarão as idéias principais em um único livro. 

Esse tipo de mercado já existe para livros de negócio, por exemplo.  Não vejo nenhum motivo pelo qual não possa existir na nossa área também.  De vez em quando, recebo email de uma empresa especializada em fazer livros de resumo sobre livros de negócio.  Esse é o argumento de vendas deles: "leia, em um único livro, o resumo das idéias mais importantes dos 10 livros de negócio mais comentados do mercado". 

Em resumo, o meu argumento é: não existe técnica perfeita de avaliação.  Existem técnicas melhores e piores.  A certificação, hoje, é uma das piores, mas discordo totalmente de quem diz que não tem valor algum.  Empresas de ponta não levam em conta a certificação.  O Google é um exemplo.  Mas empresas de ponta têm profissionais de ponta na área de RH.  Profissionais que conhecem ou, se não conhecem, inventam outras e melhores técnicas de avaliação.  Empresas medianas com profissionais de RH medianos, vão continuar a usar os métodos tradicionais.  É claro que é nossa tarefa elevar o patamar do mercado, e isto inclui até ridicularizar a importância exagerada que se dá às certificações no Brasil, mas não se pode cair no exagero de fazer afirmações peremptórias do tipo "certificação não serve para nada". 

That's my point,

Alessandro

Andre Santos wrote:

Vinícius
 
Aqui onde trabalho tem MUITO material para isso!  |^P
 
Minha sugestão: assim que a FanAlliance estiver registrada, com um site, poderá ser adotada a palavra **Oficial** (ou melhor ainda, com 2 F's !) em todos os títulos de certificação!
Imaginem as palavras-chave "Official", "Certified" e "Master" no mesmo título !!! Sucesso absoluto!
 
Achei muito legal o que o Bruno mencionou: numa entrevista, pergutarem "quais livros você leu" !
Poxa, tenho 18 anos na área (até mais, se for contar a época em que só estudava...) e só me lembro de uma entrevista de emprego em que me pergutaram isso!!! (bom... pelo menos, houve uma).
 
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André

 
Em 23/04/08, Bruno Oliveira da Silva <bruno@...> escreveu:

Fala Vinicius!

Concordo plenamente contigo, com digo a alguns amigos, certificação é um papel pra agradar o RH, mas não comprova conhecimento algum, em um mundo perfeito não precisariamos desse papel, assim como não precisariamos de um certificado de faculdade comprovando que você é ou não analista, mesmo porque muitos graduados que a gente vê por ai, fazem uma imensa lambança, enquanto outros que nem concluiram a faculdade, são excepcionais como profissional de TI.

Mas infelizmente, como eu disse, em um mundo perfeito, rarissimas empresas valorizam o cara pelo que ele sabe, como é o caso da globo.com, sua empresa, enfim, tiro o chapéu mesmo, mas o restante, valoriza o cara pelos "papéis que eles tem", ou aqueles cartoezinhos de plástico os qual prefiro atribuir o nome de green cards para emprego, e como todo mundo precisa sobreviver, realmente não há outra maneira, até o dia em que a seleção de RH for algo similar ao que os caras da globo.com fazem, sem avaliar quantas certificacoes o cara tirou, mas quais livros ele leu, sua experiencia e se adequa ao perfil.

Infelizmente o cenário de ti é essa putaria, tu ve crianças pegando em armas sem saber o que fazem, é o caso dos zilhoes de SCJP, e qualquer outra sigla, mas, tem pessoas boas tb com esses papeizinhos, porque foram obrigadas pelo mercado, a ter um papel que diga que ele é bom, porque da boca pra fora infelizmente, poucas empresas te olham pelo que tu é como profissional.

Em 23/04/08, Vinicius Manhaes Teles <vinicius@...> escreveu:
Pessoal,

 
Sei que sempre fui contra certificações de todos os tipos na área de desenvolvimento. Sei que sempre rejeitei coisas como CMMI, MPS.BR, PMI e até mesmo as certificações estapafúrdias do mundo ágil, com o CSM e tal. Mas, tenho que admitir. Certificar é o caminho. Não tem jeito. 

 
Pensando nisso, eu e alguns amigos que estavam no FISL resolvemos criar uma nova certificação, algo que vai revolucionar o mercado de software mundial. E tudo começará com o lançamento da FanfAlliance. 

 
Indo para Porto Alegre, escrevi este post onde acabei chamando a maioria dos desenvolvedores de software de fanfarrão. Lá em Porto Alegre, dei uma palestra onde basicamente chamei todo mundo que estava presente de imbecil. Expliquei que mais imbecil ainda eram os chefes dos que lá estavam. Por causa desta bobeirinha, fui chamado de Capitão Vinícius "nascimento" Teles. Pode?

 
Juntando o post e a palestra, concluí que tem muito fanfarrão nesta área e que eles precisam ser certificados! Isso mesmo. Vamos certificar essa galera.

 
A FanfAlliance está surgindo e precisamos da sua ajuda para criar as regras da certificação. Abaixo algumas idéias que emergiram durante o último dia do FISL:

 
CFG - Certified Fanfarrão Guru (Number 1: William Gates III)
CFMU - Certified Fanfarrão Masters of the Universe
CFC - Certified Fanfarrão Company (Microsoft: membro honorário vitalício)
CFP - Certified Fanfarrão Partner (não confundir com Certamente um Filho da Puta!)
CFT - Certified Fanfarrão Trainer

 
Nós adoramos coisas simples, como a certificação CSM. Achamos que o CSM foi um passo importante na direção da simplicidade, ao demandar que você apenas esteja presente em um treinamento de dois dias para ser certificado. Para que prova? Para que outras verificações, quando estar presente (acordado ou não), já resolve o problema? Nós queremos ir além e mais, queremos democratizar. 

 
As "Certificações Fanfarrão" são expressas, simples e acessíveis. Você entra no site e já está certificado! Isso mesmo, simples assim. E o melhor, você já recebe o nível mais alto de certificação: CFG - Certified Fanfarrão Guru! Alegre-se, pois estás em boa companhia. O primeiro a receber esta honraria foi ninguém menos que Bill Gates! 

 
Por outro lado, se você respeita certas práticas dos métodos ágeis de desenvolvimento, seu título pode ser revogado e você pode acabar sendo rebaixado para CFMU - Certified Fanfarrão Masters of the Universe. Ok, eu sei que não é tão high level quanto um CFG, mas já é alguma coisa, né? Para aqueles que sempre invejaram as palavrinhas "Certified" e "Master" do CSM, temos excelentes notícias. Fomos além, adicionamos o "Universe"! Agora, eles que tratem de arrumar algo mais marketeiro que o nosso!

 
Algumas empresas merecem ser certificadas como um todo, por isso criamos a CFC - Certified Fanfarrão Company. Alegre-se mais uma vez, pois até prova em contrário, sua empresa já está certificada nesta categoria! E, claro, não podemos nos esquecer dos CFP - Certified Fanfarrão Partner (por favor, não insista em confundir com Certamente um Filho da Puta). Esta categoria é reservada para as distintas empresas de consultoria que espalham o espírito de desenvolvimento Fanfarrão pelo mundo a fora. Normalmente têm três letrinhas e são um exemplo a ser seguido por todo Fanfarrão que se preze!

 
Finalmente, não poderíamos deixar de homenager os CFT - Certified Fanfarrão Trainer. São aqueles queridos professores que ensinam o jeito fanfarrão de desenvolver software. Professores de engenharia de software, de um modo geral, já ganham a certificação sem nem entrar no site. Eles já estão certificados, só não sabem disso ainda!

 
Por fim, há aqueles que envergonham o mundo fanfarrão, ao disseminar e, sobretudo, utilizar, práticas ágeis de desenvolvimento de software. Estes serão sumariamente des-certificados (shame on them), pois não seguem princípios canônicos do Manifesto Fanfarrão, tais como:

 
Fanf Principles:
1. Infernizar a vida dos usuário é nossa maior prioridade.
2. Código sem testes é nossa principal ferramenta.
3. POG é nossa filosofia de vida.
4. Quanto mais featues, mais próximos ficamos do Nirvana (especialmente se elas tiverem muitos bugs).

 
A FanfAlliance precisa da sua ajuda. Precisamos de idéias para melhorar a descrição das categorias. Queremos colocar um site no ar para que possamos iniciar o processo acelerado de certificação em massa. Finalmente uma certificação livre! Você não precisa pagar nada. Só precisa ser um tremendo Fanfarrão.

 
Estamos planejamento o lançamento de Primeira FanfConf. Ela deverá ser realizada por volta do dia 30 de fevereiro do próximo ano, em algum lugar perto de Redmond, a Meca do movimento Fanf! O Call for Papers deve ser lançado em alguns dias, mas sinta-se à vontade para começar a enviar propostas de palestras.

 
Para aqueles que precisarem de ajuda para obter melhores colocações no mundo Fanfarrão, estamos preparando as Fanf Scholarships. Afinal, não podemos admitir exclusão social no movimento Fanf.

 

 
RECORTAR AQUI XXX----------------------------------------------------------------------------

 
Ok, para quem chegou até aqui, já deu para ver que trata-se de uma tremenda zoação! :p 

 
Como vocês sabem, cansei de vender idéias ágeis pelos métodos tradicionais. Embrace change! Agora estou partindo para iniciativas não-convencionais, como esta. Quem me conhece sabe que isso é um protesto contra a babaquice generalizada em que a nossa área está se transformando há um bom tempo. E as certificações exercem um papel enorme nesta idiotice geral. Não apenas as que citei aqui, mas inúmeras outras como as do mundo Java e tal. 

 
Quero lançar o site da FanfAlliance para que outras pessoas também possam protestar, nem que seja zoando este mundo ridículo que estamos criando para nós. O que está aí são algumas idéias lançadas em um pedaço de papel, em um almoço no FISL, onde três pessoas riram até não poder mais criando estas siglas. 

 
Ajude-nos a dar continuidade. Olhe para o lado e nos envie idéias. É possível que o seu ambiente de trabalho atual possa nos fornecer material farto para criar o processo de certificação mais democrática e abrangente do mundo: o Fanf Certification Process. 

 
Contamos com a sua ajuda e com o ódio generalizado de todos aqueles que levam adiante esta porcariada toda!

 
Grande abraço,

 
Vinícius Teles

 
Improve It 
Rio: +55 21 3521-6760 
São Paulo: +55 11 3711-3423 
Celular: +55 21 8716-5434




--
--
--
[  ]'s Bruno.

"Bom mesmo é ir a luta com determinação, abraçar a vida com paixão, perder com classe e vencer com ousadia, pois o triunfo pertence a quem se atreve... A vida é muita para ser insignificante".

Charles Chaplin
-
-------------------------------------
------Volenti Nihil Difficile------
-------------------------------------
http://abstractj.com


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#5228 From: "Andre Santos" <andre.psantos.ti@...>
Date: Thu Apr 24, 2008 8:35 pm
Subject: Re: Ok, eu me rendo: tem que certificar!
andre_psantos
Offline Offline
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Alessandro / Christiano
 
Também pensei nisso que o Christiano mencionou (pelo menos o pessoal iria "ler" um resumo...).
 
Concordo com o Alessandro: sempre há o pessoal que inventa um "jeitinho" para enganar.
Mas isso ocorre se o processo de seleção for "mediocre". Com uma boa seleção isso seria bem mais difícil.
 
Acho que uma seleção razoável deveria:
- Analisar os currículos pelo pessoal técnico e futuros chefes/superviores (não pelo pessoal do RH que só busca palavras-chave).
  OBS.: A formação acadêmica e os eventuais certificados citados, deveriam ter relevância relativa. As experiências deveriam contar mais.
- Entrevistar o candidato (pelo pessoal técnico e também pelo RH --- considerando um bom profissional de RH, claro).
- Se for o caso, aplicar uma avaliação (bem elaborada, com coisas reais do dia-a-dia, sem pegadinhas).
- Avaliação no período de experiência (1 ou 2 meses já seriam suficientes).
 
Picaretas existem de vários tipo, inclusive "doutores" e "certificados"...
 
Mas também concordo com o Alessandro sobre não criarmos um "preconceito" com quem tem uma titulação/certificação... tem muita gente boa, também!
 
Devemos é lutar contra a supervalorização que as empresas contratantes fazem, isso sim.
 
[ ]'s
 
André

 
Em 24/04/08, CMilfont <cmilfont@...> escreveu:

taí, seria bom se houvesse um livro resumo mesmo para o pessoal ler, porque nem isso existe!
NInguem ler no Brasil, se voces são leitores, voces são minorias desprezíveis na estatística. A regra é não ler.
seria melhor do que está hoje, pelo menos o cara poderia começar a ler, quem sabe!
Nunca vai existir uma forma ideal, mas tem como saber entrevistar e descobrir mais ou menos o nível do candidato.
Currículo não diz nada! Certificações não diz nada! Graduação não diz nada!

Eu tenho um conhecido aqui de Fortaleza que tem assim no currículo dele:

"Bacharel em Ciência da Computação, Mestrando em Inteligência Artificial na UFC, Professor Universitário, Especialista em segurança."

Vocês o contratariam apenas confiando no currículo?

A pessoa em questão não seria contratada nem para estagiário por mim. Eles são a exceção?
Negativo, esse tipo de currículo é a regra, "eles são legião"

2008/4/24 Alessandro Ribeiro <alessandro.ribeiro@...>:

André,

é legal, entre outros motivos, porque é raro e, como quase ninguém espera ser perguntado sobre isso em uma entrevista, a propensão a mentir é menor. 

Agora, imagine o seguinte cenário: as empresas começam a adotar essa técnica de perguntar sobre livros que o candidato já leu nas entrevistas.  Depois de um tempo, algum espertinho começa a publicar na Internet uma lista dos livros mais importantes sobre cada área: "Os 10 livros mais importantes para mencionar em uma entrevista para arquiteto Java", "Os 10 livros mais importantes para mencionar em uma entrevista para desenvolvedor ágil".  Passa algum tempo e os entrevistadores começam a fazer perguntas sobre o conteúdo dos livros.  Daí surge o mercado de livros de "resumos" sobre os livros para desenvolvedores ágeis.  Em vez de ler 10 livros sobre XP, Scrum, Lean, etc, esses livros condensarão as idéias principais em um único livro. 

Esse tipo de mercado já existe para livros de negócio, por exemplo.  Não vejo nenhum motivo pelo qual não possa existir na nossa área também.  De vez em quando, recebo email de uma empresa especializada em fazer livros de resumo sobre livros de negócio.  Esse é o argumento de vendas deles: "leia, em um único livro, o resumo das idéias mais importantes dos 10 livros de negócio mais comentados do mercado". 

Em resumo, o meu argumento é: não existe técnica perfeita de avaliação.  Existem técnicas melhores e piores.  A certificação, hoje, é uma das piores, mas discordo totalmente de quem diz que não tem valor algum.  Empresas de ponta não levam em conta a certificação.  O Google é um exemplo.  Mas empresas de ponta têm profissionais de ponta na área de RH.  Profissionais que conhecem ou, se não conhecem, inventam outras e melhores técnicas de avaliação.  Empresas medianas com profissionais de RH medianos, vão continuar a usar os métodos tradicionais.  É claro que é nossa tarefa elevar o patamar do mercado, e isto inclui até ridicularizar a importância exagerada que se dá às certificações no Brasil, mas não se pode cair no exagero de fazer afirmações peremptórias do tipo "certificação não serve para nada". 

That's my point,

Alessandro

Andre Santos wrote:

Vinícius
 
Aqui onde trabalho tem MUITO material para isso!  |^P
 
Minha sugestão: assim que a FanAlliance estiver registrada, com um site, poderá ser adotada a palavra **Oficial** (ou melhor ainda, com 2 F's !) em todos os títulos de certificação!
Imaginem as palavras-chave "Official", "Certified" e "Master" no mesmo título !!! Sucesso absoluto!
 
Achei muito legal o que o Bruno mencionou: numa entrevista, pergutarem "quais livros você leu" !
Poxa, tenho 18 anos na área (até mais, se for contar a época em que só estudava...) e só me lembro de uma entrevista de emprego em que me pergutaram isso!!! (bom... pelo menos, houve uma).
 
[ ]'s
 
André

 
Em 23/04/08, Bruno Oliveira da Silva <bruno@...> escreveu:

Fala Vinicius!

Concordo plenamente contigo, com digo a alguns amigos, certificação é um papel pra agradar o RH, mas não comprova conhecimento algum, em um mundo perfeito não precisariamos desse papel, assim como não precisariamos de um certificado de faculdade comprovando que você é ou não analista, mesmo porque muitos graduados que a gente vê por ai, fazem uma imensa lambança, enquanto outros que nem concluiram a faculdade, são excepcionais como profissional de TI.

Mas infelizmente, como eu disse, em um mundo perfeito, rarissimas empresas valorizam o cara pelo que ele sabe, como é o caso da globo.com, sua empresa, enfim, tiro o chapéu mesmo, mas o restante, valoriza o cara pelos "papéis que eles tem", ou aqueles cartoezinhos de plástico os qual prefiro atribuir o nome de green cards para emprego, e como todo mundo precisa sobreviver, realmente não há outra maneira, até o dia em que a seleção de RH for algo similar ao que os caras da globo.com fazem, sem avaliar quantas certificacoes o cara tirou, mas quais livros ele leu, sua experiencia e se adequa ao perfil.

Infelizmente o cenário de ti é essa putaria, tu ve crianças pegando em armas sem saber o que fazem, é o caso dos zilhoes de SCJP, e qualquer outra sigla, mas, tem pessoas boas tb com esses papeizinhos, porque foram obrigadas pelo mercado, a ter um papel que diga que ele é bom, porque da boca pra fora infelizmente, poucas empresas te olham pelo que tu é como profissional.

Em 23/04/08, Vinicius Manhaes Teles <vinicius@...> escreveu:
Pessoal,

 
Sei que sempre fui contra certificações de todos os tipos na área de desenvolvimento. Sei que sempre rejeitei coisas como CMMI, MPS.BR, PMI e até mesmo as certificações estapafúrdias do mundo ágil, com o CSM e tal. Mas, tenho que admitir. Certificar é o caminho. Não tem jeito. 

 
Pensando nisso, eu e alguns amigos que estavam no FISL resolvemos criar uma nova certificação, algo que vai revolucionar o mercado de software mundial. E tudo começará com o lançamento da FanfAlliance. 

 
Indo para Porto Alegre, escrevi este post onde acabei chamando a maioria dos desenvolvedores de software de fanfarrão. Lá em Porto Alegre, dei uma palestra onde basicamente chamei todo mundo que estava presente de imbecil. Expliquei que mais imbecil ainda eram os chefes dos que lá estavam. Por causa desta bobeirinha, fui chamado de Capitão Vinícius "nascimento" Teles. Pode?

 
Juntando o post e a palestra, concluí que tem muito fanfarrão nesta área e que eles precisam ser certificados! Isso mesmo. Vamos certificar essa galera.

 
A FanfAlliance está surgindo e precisamos da sua ajuda para criar as regras da certificação. Abaixo algumas idéias que emergiram durante o último dia do FISL:

 
CFG - Certified Fanfarrão Guru (Number 1: William Gates III)
CFMU - Certified Fanfarrão Masters of the Universe
CFC - Certified Fanfarrão Company (Microsoft: membro honorário vitalício)
CFP - Certified Fanfarrão Partner (não confundir com Certamente um Filho da Puta!)
CFT - Certified Fanfarrão Trainer

 
Nós adoramos coisas simples, como a certificação CSM. Achamos que o CSM foi um passo importante na direção da simplicidade, ao demandar que você apenas esteja presente em um treinamento de dois dias para ser certificado. Para que prova? Para que outras verificações, quando estar presente (acordado ou não), já resolve o problema? Nós queremos ir além e mais, queremos democratizar. 

 
As "Certificações Fanfarrão" são expressas, simples e acessíveis. Você entra no site e já está certificado! Isso mesmo, simples assim. E o melhor, você já recebe o nível mais alto de certificação: CFG - Certified Fanfarrão Guru! Alegre-se, pois estás em boa companhia. O primeiro a receber esta honraria foi ninguém menos que Bill Gates! 

 
Por outro lado, se você respeita certas práticas dos métodos ágeis de desenvolvimento, seu título pode ser revogado e você pode acabar sendo rebaixado para CFMU - Certified Fanfarrão Masters of the Universe. Ok, eu sei que não é tão high level quanto um CFG, mas já é alguma coisa, né? Para aqueles que sempre invejaram as palavrinhas "Certified" e "Master" do CSM, temos excelentes notícias. Fomos além, adicionamos o "Universe"! Agora, eles que tratem de arrumar algo mais marketeiro que o nosso!

 
Algumas empresas merecem ser certificadas como um todo, por isso criamos a CFC - Certified Fanfarrão Company. Alegre-se mais uma vez, pois até prova em contrário, sua empresa já está certificada nesta categoria! E, claro, não podemos nos esquecer dos CFP - Certified Fanfarrão Partner (por favor, não insista em confundir com Certamente um Filho da Puta). Esta categoria é reservada para as distintas empresas de consultoria que espalham o espírito de desenvolvimento Fanfarrão pelo mundo a fora. Normalmente têm três letrinhas e são um exemplo a ser seguido por todo Fanfarrão que se preze!

 
Finalmente, não poderíamos deixar de homenager os CFT - Certified Fanfarrão Trainer. São aqueles queridos professores que ensinam o jeito fanfarrão de desenvolver software. Professores de engenharia de software, de um modo geral, já ganham a certificação sem nem entrar no site. Eles já estão certificados, só não sabem disso ainda!

 
Por fim, há aqueles que envergonham o mundo fanfarrão, ao disseminar e, sobretudo, utilizar, práticas ágeis de desenvolvimento de software. Estes serão sumariamente des-certificados (shame on them), pois não seguem princípios canônicos do Manifesto Fanfarrão, tais como:

 
Fanf Principles:
1. Infernizar a vida dos usuário é nossa maior prioridade.
2. Código sem testes é nossa principal ferramenta.
3. POG é nossa filosofia de vida.
4. Quanto mais featues, mais próximos ficamos do Nirvana (especialmente se elas tiverem muitos bugs).

 
A FanfAlliance precisa da sua ajuda. Precisamos de idéias para melhorar a descrição das categorias. Queremos colocar um site no ar para que possamos iniciar o processo acelerado de certificação em massa. Finalmente uma certificação livre! Você não precisa pagar nada. Só precisa ser um tremendo Fanfarrão.

 
Estamos planejamento o lançamento de Primeira FanfConf. Ela deverá ser realizada por volta do dia 30 de fevereiro do próximo ano, em algum lugar perto de Redmond, a Meca do movimento Fanf! O Call for Papers deve ser lançado em alguns dias, mas sinta-se à vontade para começar a enviar propostas de palestras.

 
Para aqueles que precisarem de ajuda para obter melhores colocações no mundo Fanfarrão, estamos preparando as Fanf Scholarships. Afinal, não podemos admitir exclusão social no movimento Fanf.

 

 
RECORTAR AQUI XXX----------------------------------------------------------------------------

 
Ok, para quem chegou até aqui, já deu para ver que trata-se de uma tremenda zoação! :p 

 
Como vocês sabem, cansei de vender idéias ágeis pelos métodos tradicionais. Embrace change! Agora estou partindo para iniciativas não-convencionais, como esta. Quem me conhece sabe que isso é um protesto contra a babaquice generalizada em que a nossa área está se transformando há um bom tempo. E as certificações exercem um papel enorme nesta idiotice geral. Não apenas as que citei aqui, mas inúmeras outras como as do mundo Java e tal. 

 
Quero lançar o site da FanfAlliance para que outras pessoas também possam protestar, nem que seja zoando este mundo ridículo que estamos criando para nós. O que está aí são algumas idéias lançadas em um pedaço de papel, em um almoço no FISL, onde três pessoas riram até não poder mais criando estas siglas. 

 
Ajude-nos a dar continuidade. Olhe para o lado e nos envie idéias. É possível que o seu ambiente de trabalho atual possa nos fornecer material farto para criar o processo de certificação mais democrática e abrangente do mundo: o Fanf Certification Process. 

 
Contamos com a sua ajuda e com o ódio generalizado de todos aqueles que levam adiante esta porcariada toda!

 
Grande abraço,

 
Vinícius Teles

 
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"Bom mesmo é ir a luta com determinação, abraçar a vida com paixão, perder com classe e vencer com ousadia, pois o triunfo pertence a quem se atreve... A vida é muita para ser insignificante".

Charles Chaplin
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Christiano Milfont
http://www.milfont.org
Tuangr Development Team
"Um lugar para comprar junto com seus amigos"
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#5227 From: CMilfont <cmilfont@...>
Date: Thu Apr 24, 2008 7:51 pm
Subject: Re: Ok, eu me rendo: tem que certificar!
chrismilfont
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taí, seria bom se houvesse um livro resumo mesmo para o pessoal ler, porque nem isso existe!
NInguem ler no Brasil, se voces são leitores, voces são minorias desprezíveis na estatística. A regra é não ler.
seria melhor do que está hoje, pelo menos o cara poderia começar a ler, quem sabe!
Nunca vai existir uma forma ideal, mas tem como saber entrevistar e descobrir mais ou menos o nível do candidato.
Currículo não diz nada! Certificações não diz nada! Graduação não diz nada!

Eu tenho um conhecido aqui de Fortaleza que tem assim no currículo dele:

"Bacharel em Ciência da Computação, Mestrando em Inteligência Artificial na UFC, Professor Universitário, Especialista em segurança."

Vocês o contratariam apenas confiando no currículo?

A pessoa em questão não seria contratada nem para estagiário por mim. Eles são a exceção?
Negativo, esse tipo de currículo é a regra, "eles são legião"

2008/4/24 Alessandro Ribeiro <alessandro.ribeiro@...>:

André,

é legal, entre outros motivos, porque é raro e, como quase ninguém espera ser perguntado sobre isso em uma entrevista, a propensão a mentir é menor. 

Agora, imagine o seguinte cenário: as empresas começam a adotar essa técnica de perguntar sobre livros que o candidato já leu nas entrevistas.  Depois de um tempo, algum espertinho começa a publicar na Internet uma lista dos livros mais importantes sobre cada área: "Os 10 livros mais importantes para mencionar em uma entrevista para arquiteto Java", "Os 10 livros mais importantes para mencionar em uma entrevista para desenvolvedor ágil".  Passa algum tempo e os entrevistadores começam a fazer perguntas sobre o conteúdo dos livros.  Daí surge o mercado de livros de "resumos" sobre os livros para desenvolvedores ágeis.  Em vez de ler 10 livros sobre XP, Scrum, Lean, etc, esses livros condensarão as idéias principais em um único livro. 

Esse tipo de mercado já existe para livros de negócio, por exemplo.  Não vejo nenhum motivo pelo qual não possa existir na nossa área também.  De vez em quando, recebo email de uma empresa especializada em fazer livros de resumo sobre livros de negócio.  Esse é o argumento de vendas deles: "leia, em um único livro, o resumo das idéias mais importantes dos 10 livros de negócio mais comentados do mercado". 

Em resumo, o meu argumento é: não existe técnica perfeita de avaliação.  Existem técnicas melhores e piores.  A certificação, hoje, é uma das piores, mas discordo totalmente de quem diz que não tem valor algum.  Empresas de ponta não levam em conta a certificação.  O Google é um exemplo.  Mas empresas de ponta têm profissionais de ponta na área de RH.  Profissionais que conhecem ou, se não conhecem, inventam outras e melhores técnicas de avaliação.  Empresas medianas com profissionais de RH medianos, vão continuar a usar os métodos tradicionais.  É claro que é nossa tarefa elevar o patamar do mercado, e isto inclui até ridicularizar a importância exagerada que se dá às certificações no Brasil, mas não se pode cair no exagero de fazer afirmações peremptórias do tipo "certificação não serve para nada". 

That's my point,

Alessandro

Andre Santos wrote:

Vinícius
 
Aqui onde trabalho tem MUITO material para isso!  |^P
 
Minha sugestão: assim que a FanAlliance estiver registrada, com um site, poderá ser adotada a palavra **Oficial** (ou melhor ainda, com 2 F's !) em todos os títulos de certificação!
Imaginem as palavras-chave "Official", "Certified" e "Master" no mesmo título !!! Sucesso absoluto!
 
Achei muito legal o que o Bruno mencionou: numa entrevista, pergutarem "quais livros você leu" !
Poxa, tenho 18 anos na área (até mais, se for contar a época em que só estudava...) e só me lembro de uma entrevista de emprego em que me pergutaram isso!!! (bom... pelo menos, houve uma).
 
[ ]'s
 
André

 
Em 23/04/08, Bruno Oliveira da Silva <bruno@...> escreveu:

Fala Vinicius!

Concordo plenamente contigo, com digo a alguns amigos, certificação é um papel pra agradar o RH, mas não comprova conhecimento algum, em um mundo perfeito não precisariamos desse papel, assim como não precisariamos de um certificado de faculdade comprovando que você é ou não analista, mesmo porque muitos graduados que a gente vê por ai, fazem uma imensa lambança, enquanto outros que nem concluiram a faculdade, são excepcionais como profissional de TI.

Mas infelizmente, como eu disse, em um mundo perfeito, rarissimas empresas valorizam o cara pelo que ele sabe, como é o caso da globo.com, sua empresa, enfim, tiro o chapéu mesmo, mas o restante, valoriza o cara pelos "papéis que eles tem", ou aqueles cartoezinhos de plástico os qual prefiro atribuir o nome de green cards para emprego, e como todo mundo precisa sobreviver, realmente não há outra maneira, até o dia em que a seleção de RH for algo similar ao que os caras da globo.com fazem, sem avaliar quantas certificacoes o cara tirou, mas quais livros ele leu, sua experiencia e se adequa ao perfil.

Infelizmente o cenário de ti é essa putaria, tu ve crianças pegando em armas sem saber o que fazem, é o caso dos zilhoes de SCJP, e qualquer outra sigla, mas, tem pessoas boas tb com esses papeizinhos, porque foram obrigadas pelo mercado, a ter um papel que diga que ele é bom, porque da boca pra fora infelizmente, poucas empresas te olham pelo que tu é como profissional.

Em 23/04/08, Vinicius Manhaes Teles <vinicius@...> escreveu:
Pessoal,

 
Sei que sempre fui contra certificações de todos os tipos na área de desenvolvimento. Sei que sempre rejeitei coisas como CMMI, MPS.BR, PMI e até mesmo as certificações estapafúrdias do mundo ágil, com o CSM e tal. Mas, tenho que admitir. Certificar é o caminho. Não tem jeito. 

 
Pensando nisso, eu e alguns amigos que estavam no FISL resolvemos criar uma nova certificação, algo que vai revolucionar o mercado de software mundial. E tudo começará com o lançamento da FanfAlliance. 

 
Indo para Porto Alegre, escrevi este post onde acabei chamando a maioria dos desenvolvedores de software de fanfarrão. Lá em Porto Alegre, dei uma palestra onde basicamente chamei todo mundo que estava presente de imbecil. Expliquei que mais imbecil ainda eram os chefes dos que lá estavam. Por causa desta bobeirinha, fui chamado de Capitão Vinícius "nascimento" Teles. Pode?

 
Juntando o post e a palestra, concluí que tem muito fanfarrão nesta área e que eles precisam ser certificados! Isso mesmo. Vamos certificar essa galera.

 
A FanfAlliance está surgindo e precisamos da sua ajuda para criar as regras da certificação. Abaixo algumas idéias que emergiram durante o último dia do FISL:

 
CFG - Certified Fanfarrão Guru (Number 1: William Gates III)
CFMU - Certified Fanfarrão Masters of the Universe
CFC - Certified Fanfarrão Company (Microsoft: membro honorário vitalício)
CFP - Certified Fanfarrão Partner (não confundir com Certamente um Filho da Puta!)
CFT - Certified Fanfarrão Trainer

 
Nós adoramos coisas simples, como a certificação CSM. Achamos que o CSM foi um passo importante na direção da simplicidade, ao demandar que você apenas esteja presente em um treinamento de dois dias para ser certificado. Para que prova? Para que outras verificações, quando estar presente (acordado ou não), já resolve o problema? Nós queremos ir além e mais, queremos democratizar. 

 
As "Certificações Fanfarrão" são expressas, simples e acessíveis. Você entra no site e já está certificado! Isso mesmo, simples assim. E o melhor, você já recebe o nível mais alto de certificação: CFG - Certified Fanfarrão Guru! Alegre-se, pois estás em boa companhia. O primeiro a receber esta honraria foi ninguém menos que Bill Gates! 

 
Por outro lado, se você respeita certas práticas dos métodos ágeis de desenvolvimento, seu título pode ser revogado e você pode acabar sendo rebaixado para CFMU - Certified Fanfarrão Masters of the Universe. Ok, eu sei que não é tão high level quanto um CFG, mas já é alguma coisa, né? Para aqueles que sempre invejaram as palavrinhas "Certified" e "Master" do CSM, temos excelentes notícias. Fomos além, adicionamos o "Universe"! Agora, eles que tratem de arrumar algo mais marketeiro que o nosso!

 
Algumas empresas merecem ser certificadas como um todo, por isso criamos a CFC - Certified Fanfarrão Company. Alegre-se mais uma vez, pois até prova em contrário, sua empresa já está certificada nesta categoria! E, claro, não podemos nos esquecer dos CFP - Certified Fanfarrão Partner (por favor, não insista em confundir com Certamente um Filho da Puta). Esta categoria é reservada para as distintas empresas de consultoria que espalham o espírito de desenvolvimento Fanfarrão pelo mundo a fora. Normalmente têm três letrinhas e são um exemplo a ser seguido por todo Fanfarrão que se preze!

 
Finalmente, não poderíamos deixar de homenager os CFT - Certified Fanfarrão Trainer. São aqueles queridos professores que ensinam o jeito fanfarrão de desenvolver software. Professores de engenharia de software, de um modo geral, já ganham a certificação sem nem entrar no site. Eles já estão certificados, só não sabem disso ainda!

 
Por fim, há aqueles que envergonham o mundo fanfarrão, ao disseminar e, sobretudo, utilizar, práticas ágeis de desenvolvimento de software. Estes serão sumariamente des-certificados (shame on them), pois não seguem princípios canônicos do Manifesto Fanfarrão, tais como:

 
Fanf Principles:
1. Infernizar a vida dos usuário é nossa maior prioridade.
2. Código sem testes é nossa principal ferramenta.
3. POG é nossa filosofia de vida.
4. Quanto mais featues, mais próximos ficamos do Nirvana (especialmente se elas tiverem muitos bugs).

 
A FanfAlliance precisa da sua ajuda. Precisamos de idéias para melhorar a descrição das categorias. Queremos colocar um site no ar para que possamos iniciar o processo acelerado de certificação em massa. Finalmente uma certificação livre! Você não precisa pagar nada. Só precisa ser um tremendo Fanfarrão.

 
Estamos planejamento o lançamento de Primeira FanfConf. Ela deverá ser realizada por volta do dia 30 de fevereiro do próximo ano, em algum lugar perto de Redmond, a Meca do movimento Fanf! O Call for Papers deve ser lançado em alguns dias, mas sinta-se à vontade para começar a enviar propostas de palestras.

 
Para aqueles que precisarem de ajuda para obter melhores colocações no mundo Fanfarrão, estamos preparando as Fanf Scholarships. Afinal, não podemos admitir exclusão social no movimento Fanf.

 

 
RECORTAR AQUI XXX----------------------------------------------------------------------------

 
Ok, para quem chegou até aqui, já deu para ver que trata-se de uma tremenda zoação! :p 

 
Como vocês sabem, cansei de vender idéias ágeis pelos métodos tradicionais. Embrace change! Agora estou partindo para iniciativas não-convencionais, como esta. Quem me conhece sabe que isso é um protesto contra a babaquice generalizada em que a nossa área está se transformando há um bom tempo. E as certificações exercem um papel enorme nesta idiotice geral. Não apenas as que citei aqui, mas inúmeras outras como as do mundo Java e tal. 

 
Quero lançar o site da FanfAlliance para que outras pessoas também possam protestar, nem que seja zoando este mundo ridículo que estamos criando para nós. O que está aí são algumas idéias lançadas em um pedaço de papel, em um almoço no FISL, onde três pessoas riram até não poder mais criando estas siglas. 

 
Ajude-nos a dar continuidade. Olhe para o lado e nos envie idéias. É possível que o seu ambiente de trabalho atual possa nos fornecer material farto para criar o processo de certificação mais democrática e abrangente do mundo: o Fanf Certification Process. 

 
Contamos com a sua ajuda e com o ódio generalizado de todos aqueles que levam adiante esta porcariada toda!

 
Grande abraço,

 
Vinícius Teles

 
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São Paulo: +55 11 3711-3423 
Celular: +55 21 8716-5434




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"Bom mesmo é ir a luta com determinação, abraçar a vida com paixão, perder com classe e vencer com ousadia, pois o triunfo pertence a quem se atreve... A vida é muita para ser insignificante".

Charles Chaplin
-
-------------------------------------
------Volenti Nihil Difficile------
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Christiano Milfont
http://www.milfont.org
Tuangr Development Team
"Um lugar para comprar junto com seus amigos"
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CFMU - Certified Fanfarrão Masters of the Universe

#5226 From: Alessandro Ribeiro <alessandro.ribeiro@...>
Date: Thu Apr 24, 2008 7:08 pm
Subject: Re: Ok, eu me rendo: tem que certificar!
arib1972
Offline Offline
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André,

é legal, entre outros motivos, porque é raro e, como quase ninguém espera ser perguntado sobre isso em uma entrevista, a propensão a mentir é menor. 

Agora, imagine o seguinte cenário: as empresas começam a adotar essa técnica de perguntar sobre livros que o candidato já leu nas entrevistas.  Depois de um tempo, algum espertinho começa a publicar na Internet uma lista dos livros mais importantes sobre cada área: "Os 10 livros mais importantes para mencionar em uma entrevista para arquiteto Java", "Os 10 livros mais importantes para mencionar em uma entrevista para desenvolvedor ágil".  Passa algum tempo e os entrevistadores começam a fazer perguntas sobre o conteúdo dos livros.  Daí surge o mercado de livros de "resumos" sobre os livros para desenvolvedores ágeis.  Em vez de ler 10 livros sobre XP, Scrum, Lean, etc, esses livros condensarão as idéias principais em um único livro. 

Esse tipo de mercado já existe para livros de negócio, por exemplo.  Não vejo nenhum motivo pelo qual não possa existir na nossa área também.  De vez em quando, recebo email de uma empresa especializada em fazer livros de resumo sobre livros de negócio.  Esse é o argumento de vendas deles: "leia, em um único livro, o resumo das idéias mais importantes dos 10 livros de negócio mais comentados do mercado". 

Em resumo, o meu argumento é: não existe técnica perfeita de avaliação.  Existem técnicas melhores e piores.  A certificação, hoje, é uma das piores, mas discordo totalmente de quem diz que não tem valor algum.  Empresas de ponta não levam em conta a certificação.  O Google é um exemplo.  Mas empresas de ponta têm profissionais de ponta na área de RH.  Profissionais que conhecem ou, se não conhecem, inventam outras e melhores técnicas de avaliação.  Empresas medianas com profissionais de RH medianos, vão continuar a usar os métodos tradicionais.  É claro que é nossa tarefa elevar o patamar do mercado, e isto inclui até ridicularizar a importância exagerada que se dá às certificações no Brasil, mas não se pode cair no exagero de fazer afirmações peremptórias do tipo "certificação não serve para nada". 

That's my point,

Alessandro

Andre Santos wrote:
Vinícius
 
Aqui onde trabalho tem MUITO material para isso!  |^P
 
Minha sugestão: assim que a FanAlliance estiver registrada, com um site, poderá ser adotada a palavra **Oficial** (ou melhor ainda, com 2 F's !) em todos os títulos de certificação!
Imaginem as palavras-chave "Official", "Certified" e "Master" no mesmo título !!! Sucesso absoluto!
 
Achei muito legal o que o Bruno mencionou: numa entrevista, pergutarem "quais livros você leu" !
Poxa, tenho 18 anos na área (até mais, se for contar a época em que só estudava...) e só me lembro de uma entrevista de emprego em que me pergutaram isso!!! (bom... pelo menos, houve uma).
 
[ ]'s
 
André

 
Em 23/04/08, Bruno Oliveira da Silva <bruno@abstractj.com> escreveu:

Fala Vinicius!

Concordo plenamente contigo, com digo a alguns amigos, certificação é um papel pra agradar o RH, mas não comprova conhecimento algum, em um mundo perfeito não precisariamos desse papel, assim como não precisariamos de um certificado de faculdade comprovando que você é ou não analista, mesmo porque muitos graduados que a gente vê por ai, fazem uma imensa lambança, enquanto outros que nem concluiram a faculdade, são excepcionais como profissional de TI.

Mas infelizmente, como eu disse, em um mundo perfeito, rarissimas empresas valorizam o cara pelo que ele sabe, como é o caso da globo.com, sua empresa, enfim, tiro o chapéu mesmo, mas o restante, valoriza o cara pelos "papéis que eles tem", ou aqueles cartoezinhos de plástico os qual prefiro atribuir o nome de green cards para emprego, e como todo mundo precisa sobreviver, realmente não há outra maneira, até o dia em que a seleção de RH for algo similar ao que os caras da globo.com fazem, sem avaliar quantas certificacoes o cara tirou, mas quais livros ele leu, sua experiencia e se adequa ao perfil.

Infelizmente o cenário de ti é essa putaria, tu ve crianças pegando em armas sem saber o que fazem, é o caso dos zilhoes de SCJP, e qualquer outra sigla, mas, tem pessoas boas tb com esses papeizinhos, porque foram obrigadas pelo mercado, a ter um papel que diga que ele é bom, porque da boca pra fora infelizmente, poucas empresas te olham pelo que tu é como profissional.

Em 23/04/08, Vinicius Manhaes Teles <vinicius@improveit.com.br> escreveu:
Pessoal,

 
Sei que sempre fui contra certificações de todos os tipos na área de desenvolvimento. Sei que sempre rejeitei coisas como CMMI, MPS.BR, PMI e até mesmo as certificações estapafúrdias do mundo ágil, com o CSM e tal. Mas, tenho que admitir. Certificar é o caminho. Não tem jeito. 

 
Pensando nisso, eu e alguns amigos que estavam no FISL resolvemos criar uma nova certificação, algo que vai revolucionar o mercado de software mundial. E tudo começará com o lançamento da FanfAlliance. 

 
Indo para Porto Alegre, escrevi este post onde acabei chamando a maioria dos desenvolvedores de software de fanfarrão. Lá em Porto Alegre, dei uma palestra onde basicamente chamei todo mundo que estava presente de imbecil. Expliquei que mais imbecil ainda eram os chefes dos que lá estavam. Por causa desta bobeirinha, fui chamado de Capitão Vinícius "nascimento" Teles. Pode?

 
Juntando o post e a palestra, concluí que tem muito fanfarrão nesta área e que eles precisam ser certificados! Isso mesmo. Vamos certificar essa galera.

 
A FanfAlliance está surgindo e precisamos da sua ajuda para criar as regras da certificação. Abaixo algumas idéias que emergiram durante o último dia do FISL:

 
CFG - Certified Fanfarrão Guru (Number 1: William Gates III)
CFMU - Certified Fanfarrão Masters of the Universe
CFC - Certified Fanfarrão Company (Microsoft: membro honorário vitalício)
CFP - Certified Fanfarrão Partner (não confundir com Certamente um Filho da Puta!)
CFT - Certified Fanfarrão Trainer

 
Nós adoramos coisas simples, como a certificação CSM. Achamos que o CSM foi um passo importante na direção da simplicidade, ao demandar que você apenas esteja presente em um treinamento de dois dias para ser certificado. Para que prova? Para que outras verificações, quando estar presente (acordado ou não), já resolve o problema? Nós queremos ir além e mais, queremos democratizar. 

 
As "Certificações Fanfarrão" são expressas, simples e acessíveis. Você entra no site e já está certificado! Isso mesmo, simples assim. E o melhor, você já recebe o nível mais alto de certificação: CFG - Certified Fanfarrão Guru! Alegre-se, pois estás em boa companhia. O primeiro a receber esta honraria foi ninguém menos que Bill Gates! 

 
Por outro lado, se você respeita certas práticas dos métodos ágeis de desenvolvimento, seu título pode ser revogado e você pode acabar sendo rebaixado para CFMU - Certified Fanfarrão Masters of the Universe. Ok, eu sei que não é tão high level quanto um CFG, mas já é alguma coisa, né? Para aqueles que sempre invejaram as palavrinhas "Certified" e "Master" do CSM, temos excelentes notícias. Fomos além, adicionamos o "Universe"! Agora, eles que tratem de arrumar algo mais marketeiro que o nosso!

 
Algumas empresas merecem ser certificadas como um todo, por isso criamos a CFC - Certified Fanfarrão Company. Alegre-se mais uma vez, pois até prova em contrário, sua empresa já está certificada nesta categoria! E, claro, não podemos nos esquecer dos CFP - Certified Fanfarrão Partner (por favor, não insista em confundir com Certamente um Filho da Puta). Esta categoria é reservada para as distintas empresas de consultoria que espalham o espírito de desenvolvimento Fanfarrão pelo mundo a fora. Normalmente têm três letrinhas e são um exemplo a ser seguido por todo Fanfarrão que se preze!

 
Finalmente, não poderíamos deixar de homenager os CFT - Certified Fanfarrão Trainer. São aqueles queridos professores que ensinam o jeito fanfarrão de desenvolver software. Professores de engenharia de software, de um modo geral, já ganham a certificação sem nem entrar no site. Eles já estão certificados, só não sabem disso ainda!

 
Por fim, há aqueles que envergonham o mundo fanfarrão, ao disseminar e, sobretudo, utilizar, práticas ágeis de desenvolvimento de software. Estes serão sumariamente des-certificados (shame on them), pois não seguem princípios canônicos do Manifesto Fanfarrão, tais como:

 
Fanf Principles:
1. Infernizar a vida dos usuário é nossa maior prioridade.
2. Código sem testes é nossa principal ferramenta.
3. POG é nossa filosofia de vida.
4. Quanto mais featues, mais próximos ficamos do Nirvana (especialmente se elas tiverem muitos bugs).

 
A FanfAlliance precisa da sua ajuda. Precisamos de idéias para melhorar a descrição das categorias. Queremos colocar um site no ar para que possamos iniciar o processo acelerado de certificação em massa. Finalmente uma certificação livre! Você não precisa pagar nada. Só precisa ser um tremendo Fanfarrão.

 
Estamos planejamento o lançamento de Primeira FanfConf. Ela deverá ser realizada por volta do dia 30 de fevereiro do próximo ano, em algum lugar perto de Redmond, a Meca do movimento Fanf! O Call for Papers deve ser lançado em alguns dias, mas sinta-se à vontade para começar a enviar propostas de palestras.

 
Para aqueles que precisarem de ajuda para obter melhores colocações no mundo Fanfarrão, estamos preparando as Fanf Scholarships. Afinal, não podemos admitir exclusão social no movimento Fanf.

 

 
RECORTAR AQUI XXX----------------------------------------------------------------------------

 
Ok, para quem chegou até aqui, já deu para ver que trata-se de uma tremenda zoação! :p 

 
Como vocês sabem, cansei de vender idéias ágeis pelos métodos tradicionais. Embrace change! Agora estou partindo para iniciativas não-convencionais, como esta. Quem me conhece sabe que isso é um protesto contra a babaquice generalizada em que a nossa área está se transformando há um bom tempo. E as certificações exercem um papel enorme nesta idiotice geral. Não apenas as que citei aqui, mas inúmeras outras como as do mundo Java e tal. 

 
Quero lançar o site da FanfAlliance para que outras pessoas também possam protestar, nem que seja zoando este mundo ridículo que estamos criando para nós. O que está aí são algumas idéias lançadas em um pedaço de papel, em um almoço no FISL, onde três pessoas riram até não poder mais criando estas siglas. 

 
Ajude-nos a dar continuidade. Olhe para o lado e nos envie idéias. É possível que o seu ambiente de trabalho atual possa nos fornecer material farto para criar o processo de certificação mais democrática e abrangente do mundo: o Fanf Certification Process. 

 
Contamos com a sua ajuda e com o ódio generalizado de todos aqueles que levam adiante esta porcariada toda!

 
Grande abraço,

 
Vinícius Teles

 
Improve It 
Rio: +55 21 3521-6760 
São Paulo: +55 11 3711-3423 
Celular: +55 21 8716-5434




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[  ]'s Bruno.

"Bom mesmo é ir a luta com determinação, abraçar a vida com paixão, perder com classe e vencer com ousadia, pois o triunfo pertence a quem se atreve... A vida é muita para ser insignificante".

Charles Chaplin
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------Volenti Nihil Difficile------
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#5225 From: "Andre Santos" <andre.psantos.ti@...>
Date: Wed Apr 23, 2008 6:33 pm
Subject: Re: Ok, eu me rendo: tem que certificar!
andre_psantos
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Vinícius
 
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Minha sugestão: assim que a FanAlliance estiver registrada, com um site, poderá ser adotada a palavra **Oficial** (ou melhor ainda, com 2 F's !) em todos os títulos de certificação!
Imaginem as palavras-chave "Official", "Certified" e "Master" no mesmo título !!! Sucesso absoluto!
 
Achei muito legal o que o Bruno mencionou: numa entrevista, pergutarem "quais livros você leu" !
Poxa, tenho 18 anos na área (até mais, se for contar a época em que só estudava...) e só me lembro de uma entrevista de emprego em que me pergutaram isso!!! (bom... pelo menos, houve uma).
 
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André

 
Em 23/04/08, Bruno Oliveira da Silva <bruno@...> escreveu:

Fala Vinicius!

Concordo plenamente contigo, com digo a alguns amigos, certificação é um papel pra agradar o RH, mas não comprova conhecimento algum, em um mundo perfeito não precisariamos desse papel, assim como não precisariamos de um certificado de faculdade comprovando que você é ou não analista, mesmo porque muitos graduados que a gente vê por ai, fazem uma imensa lambança, enquanto outros que nem concluiram a faculdade, são excepcionais como profissional de TI.

Mas infelizmente, como eu disse, em um mundo perfeito, rarissimas empresas valorizam o cara pelo que ele sabe, como é o caso da globo.com, sua empresa, enfim, tiro o chapéu mesmo, mas o restante, valoriza o cara pelos "papéis que eles tem", ou aqueles cartoezinhos de plástico os qual prefiro atribuir o nome de green cards para emprego, e como todo mundo precisa sobreviver, realmente não há outra maneira, até o dia em que a seleção de RH for algo similar ao que os caras da globo.com fazem, sem avaliar quantas certificacoes o cara tirou, mas quais livros ele leu, sua experiencia e se adequa ao perfil.

Infelizmente o cenário de ti é essa putaria, tu ve crianças pegando em armas sem saber o que fazem, é o caso dos zilhoes de SCJP, e qualquer outra sigla, mas, tem pessoas boas tb com esses papeizinhos, porque foram obrigadas pelo mercado, a ter um papel que diga que ele é bom, porque da boca pra fora infelizmente, poucas empresas te olham pelo que tu é como profissional.

Em 23/04/08, Vinicius Manhaes Teles <vinicius@...> escreveu:
Pessoal,

 
Sei que sempre fui contra certificações de todos os tipos na área de desenvolvimento. Sei que sempre rejeitei coisas como CMMI, MPS.BR, PMI e até mesmo as certificações estapafúrdias do mundo ágil, com o CSM e tal. Mas, tenho que admitir. Certificar é o caminho. Não tem jeito. 

 
Pensando nisso, eu e alguns amigos que estavam no FISL resolvemos criar uma nova certificação, algo que vai revolucionar o mercado de software mundial. E tudo começará com o lançamento da FanfAlliance. 

 
Indo para Porto Alegre, escrevi este post onde acabei chamando a maioria dos desenvolvedores de software de fanfarrão. Lá em Porto Alegre, dei uma palestra onde basicamente chamei todo mundo que estava presente de imbecil. Expliquei que mais imbecil ainda eram os chefes dos que lá estavam. Por causa desta bobeirinha, fui chamado de Capitão Vinícius "nascimento" Teles. Pode?

 
Juntando o post e a palestra, concluí que tem muito fanfarrão nesta área e que eles precisam ser certificados! Isso mesmo. Vamos certificar essa galera.

 
A FanfAlliance está surgindo e precisamos da sua ajuda para criar as regras da certificação. Abaixo algumas idéias que emergiram durante o último dia do FISL:

 
CFG - Certified Fanfarrão Guru (Number 1: William Gates III)
CFMU - Certified Fanfarrão Masters of the Universe
CFC - Certified Fanfarrão Company (Microsoft: membro honorário vitalício)
CFP - Certified Fanfarrão Partner (não confundir com Certamente um Filho da Puta!)
CFT - Certified Fanfarrão Trainer

 
Nós adoramos coisas simples, como a certificação CSM. Achamos que o CSM foi um passo importante na direção da simplicidade, ao demandar que você apenas esteja presente em um treinamento de dois dias para ser certificado. Para que prova? Para que outras verificações, quando estar presente (acordado ou não), já resolve o problema? Nós queremos ir além e mais, queremos democratizar. 

 
As "Certificações Fanfarrão" são expressas, simples e acessíveis. Você entra no site e já está certificado! Isso mesmo, simples assim. E o melhor, você já recebe o nível mais alto de certificação: CFG - Certified Fanfarrão Guru! Alegre-se, pois estás em boa companhia. O primeiro a receber esta honraria foi ninguém menos que Bill Gates! 

 
Por outro lado, se você respeita certas práticas dos métodos ágeis de desenvolvimento, seu título pode ser revogado e você pode acabar sendo rebaixado para CFMU - Certified Fanfarrão Masters of the Universe. Ok, eu sei que não é tão high level quanto um CFG, mas já é alguma coisa, né? Para aqueles que sempre invejaram as palavrinhas "Certified" e "Master" do CSM, temos excelentes notícias. Fomos além, adicionamos o "Universe"! Agora, eles que tratem de arrumar algo mais marketeiro que o nosso!

 
Algumas empresas merecem ser certificadas como um todo, por isso criamos a CFC - Certified Fanfarrão Company. Alegre-se mais uma vez, pois até prova em contrário, sua empresa já está certificada nesta categoria! E, claro, não podemos nos esquecer dos CFP - Certified Fanfarrão Partner (por favor, não insista em confundir com Certamente um Filho da Puta). Esta categoria é reservada para as distintas empresas de consultoria que espalham o espírito de desenvolvimento Fanfarrão pelo mundo a fora. Normalmente têm três letrinhas e são um exemplo a ser seguido por todo Fanfarrão que se preze!

 
Finalmente, não poderíamos deixar de homenager os CFT - Certified Fanfarrão Trainer. São aqueles queridos professores que ensinam o jeito fanfarrão de desenvolver software. Professores de engenharia de software, de um modo geral, já ganham a certificação sem nem entrar no site. Eles já estão certificados, só não sabem disso ainda!

 
Por fim, há aqueles que envergonham o mundo fanfarrão, ao disseminar e, sobretudo, utilizar, práticas ágeis de desenvolvimento de software. Estes serão sumariamente des-certificados (shame on them), pois não seguem princípios canônicos do Manifesto Fanfarrão, tais como:

 
Fanf Principles:
1. Infernizar a vida dos usuário é nossa maior prioridade.
2. Código sem testes é nossa principal ferramenta.
3. POG é nossa filosofia de vida.
4. Quanto mais featues, mais próximos ficamos do Nirvana (especialmente se elas tiverem muitos bugs).

 
A FanfAlliance precisa da sua ajuda. Precisamos de idéias para melhorar a descrição das categorias. Queremos colocar um site no ar para que possamos iniciar o processo acelerado de certificação em massa. Finalmente uma certificação livre! Você não precisa pagar nada. Só precisa ser um tremendo Fanfarrão.

 
Estamos planejamento o lançamento de Primeira FanfConf. Ela deverá ser realizada por volta do dia 30 de fevereiro do próximo ano, em algum lugar perto de Redmond, a Meca do movimento Fanf! O Call for Papers deve ser lançado em alguns dias, mas sinta-se à vontade para começar a enviar propostas de palestras.

 
Para aqueles que precisarem de ajuda para obter melhores colocações no mundo Fanfarrão, estamos preparando as Fanf Scholarships. Afinal, não podemos admitir exclusão social no movimento Fanf.

 

 
RECORTAR AQUI XXX----------------------------------------------------------------------------

 
Ok, para quem chegou até aqui, já deu para ver que trata-se de uma tremenda zoação! :p 

 
Como vocês sabem, cansei de vender idéias ágeis pelos métodos tradicionais. Embrace change! Agora estou partindo para iniciativas não-convencionais, como esta. Quem me conhece sabe que isso é um protesto contra a babaquice generalizada em que a nossa área está se transformando há um bom tempo. E as certificações exercem um papel enorme nesta idiotice geral. Não apenas as que citei aqui, mas inúmeras outras como as do mundo Java e tal. 

 
Quero lançar o site da FanfAlliance para que outras pessoas também possam protestar, nem que seja zoando este mundo ridículo que estamos criando para nós. O que está aí são algumas idéias lançadas em um pedaço de papel, em um almoço no FISL, onde três pessoas riram até não poder mais criando estas siglas. 

 
Ajude-nos a dar continuidade. Olhe para o lado e nos envie idéias. É possível que o seu ambiente de trabalho atual possa nos fornecer material farto para criar o processo de certificação mais democrática e abrangente do mundo: o Fanf Certification Process. 

 
Contamos com a sua ajuda e com o ódio generalizado de todos aqueles que levam adiante esta porcariada toda!

 
Grande abraço,

 
Vinícius Teles

 
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#5221 From: Alessandro Ribeiro <alessandro.ribeiro@...>
Date: Thu Apr 24, 2008 2:00 pm
Subject: Re: Ok, eu me rendo: tem que certificar!
arib1972
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Oi Vinícius,

discordo de você em alguns pontos que você mencionou no início, mas vou me ater aqui ao final da sua mensagem. 

Você citou 3 exemplos claros de burrice ou, segunda hipótese, desonestidade dos avaliadores: profissionais claramente super capacitados que foram rejeitados apenas pela falta de um título/diploma.   Eu vejo essa situação, todavia, por um prisma diferente:
1) a burrice não é algo com o qual devamos nos conformar, baixar a cabeça.  Entretanto, ela é comum, extremamente comum, muito mais do que a inteligência e a genialidade.  E sempre foi.  Se olharmos para fora do nosso mundinho do desenvolvimento de sistemas, e olharmos a história da tecnologia, a história das ciências, a história do conhecimento, veremos exemplos de burrice muito mais graves. 
2) o que me espanta nesses casos não é a burrice, mas o conformismo de quem se submete a isso.  Então, um super gerente de projetos desiste de trocar de emprego apenas por causa de uma provinha que ele pode estudar durante 3 meses, nos finais de semana, e tirar ?  E um expert em desenvolvimento ágil é excluído de uma reunião sobre esse tema e continua a trabalhar na mesma empresa ?  É agindo dessa forma que vamos mudar a forma como se desenvolve software no Brasil ?  Não quero ser juiz de ninguém, mas acho que estamos olhando para o problema errado...
3) uma outra pergunta que devemos nos fazer é por que essa "burrice" dos avaliadores é tão persistente.  A explicação para mim está no nosso ambiente de negócios e não necessariamente no ambiente de TI.  Em muitos casos, essa burrice é persistente porque há pouca correlação entre o desempenho da TI e o desempenho do negócio.  Pense em empresas que atuam sem concorrência ou com um nível pequeno de concorrência.  Se há pouca concorrência e, por isso, o grau de qualificação da equipe pouco influi no desempenho dos negócios, qual o estímulo para substituir um método de avaliação burro ?
4) sem desconsiderar o efeito terapêutico da ironia e da galhofa do FanfAlliance, será isso o melhor que podemos fazer ?  Se o CSM é uma porcaria, quem está ensinando às empresas outros métodos para avaliação de candidatos ?  Por que não criar também um blog para coletar estórias de empresas que escolheram outros métodos de avaliação e que foram bem sucedidas ?  Algo do tipo: "não tenho MPS.BR/CMM/ISO9000/CSM e me dei bem".

[]s
Alessandro

Vinicius Manhaes Teles wrote:
Oi, Alessandro.

Acredito que há uma diferença profunda entre um processo de certificação e um processo de formação universitária. Antes de mais nada, permita-me dizer que considero um erro atroz um departamento de RH eliminar uma pessoa de um processo seletivo, seja pela falta de um diploma universitário, seja pela falta de uma certificação. A maioria dos bons profissionais que conheço fizeram um bom curso universitário. Mas, alguns dos melhores profissionais que conheço atualmente nunca fizeram ou concluíram uma faculdade. Sendo assim, o RH erra feio, seja quando elimina pela falta do certificado, seja quando o problema é a falta de um diploma universitário. 

Agora, acredito que devemos separar coisas que, na minha opinião, são bastante diferentes. Adquirir uma formação universitária é profundamente diferente de adquirir um certificado. E aqui não estou me limitando a certificados ridículos como o CSM, cujo grau de dificuldade para retirar é zero (a menos que o grau de dificuldade de arrumar a grana seja contabilizado). Mesmo as certificações mais elaboradas têm características e graus de dificuldade que, para mim, não se comparam ao de um curso universitário. 

Tudo bem, talvez a minha visão seja muito tendenciosa. Como você, eu também passei pela UFRJ e sei o inferno que é para terminar aquela graduação. Depois daquilo, na boa, o mestrado foi mole. Não dá para comparar uma certificação com aquela graduação. Embora eu não conheça outros cursos de graduação tão de perto, considero improvável que possam ser comparáveis a uma certificação.

Seja como for, acho que este não é o ponto principal. A questão básica é como as pessoas são avaliadas ou tratadas em função dos certificados/diplomas que possuem ou não. Às vezes eu ouço histórias de pessoas excepcionais que me apavoram. Só para dar três exemplos:

* Conheço uma pessoa que é impedida de participar de algumas reuniões em sua empresa, porque elas são só para CSM (notem o C de Certified). Detalhe é que esta pessoa é uma das que mais entendem de desenvolvimento ágil do Brasil. Está há um tempão trabalhando com isso e disseminando o assunto. Foi inclusive uma das pessoas que levou o Scrum para a empresa em questão. Mas, como não é certificado...
* Tenho um amigo que faz produtos excepcionais. O tipo de coisa que a maioria das pessoas com formação universitária nunca foi capaz de fazer em uma vida inteira de trabalho na área. Um dia, ele foi dar uma palestra em uma universidade e alguém pediu o seu currículo e informações sobre onde ele se formou. Bem, ele nunca chegou à faculdade. A palestra dele foi vetada!
* Outro amigo tem mais de dez anos na área e é gerente de projetos em uma empresa há anos. Há pouco tempo ele tentou mudar de empresa, apenas para descobrir que qualquer lugar que ele procurasse demandava que ele fosse um PMP. Se ele não fosse, não tinha nem como começar a bater um papo. Ele desistiu de mudar de emprego.

Atitudes ridículas como essa acontecem diariamente, em um monte de lugar. Os certificados se transformaram em uma forma de facilitar o trabalho do pessoal de RH, às custas das pessoas e, inclusive, dos melhores interesses das organizações. 

Sinceramente, eu não consigo entender como tanta gente consegue aceitar isso como se fosse a coisa mais natural do mundo. Não é natural. É burrice. Só isso: burrice!

Grande abraço,

Vinícius Teles

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Em 24/04/2008, às 00:50, Alessandro Ribeiro escreveu:

Permita-me discordar, Vinícius:

certificações sempre existiram e sempre foram avaliadas de forma errada pelos departamentos de RH.  Há 20 anos, a maioria das certificações que conhecemos hoje não existiam, mas muitas empresas contratavam apenas com base no diploma de graduação.  E o que é um diploma de graduação ?  É uma certificação.  Você pode fazer um excelente uso dos 4 anos que passa em um curso de graduação e aprender como se tornar um bom programador, mas quantos alunos concluem a graduação em alguma dos melhores faculdades de informática, com boas notas, e não conseguem escrever um programa do início ao fim ?  Não sei dizer como está hoje mas, quando me formei na UFRJ, em 1994, conheci alguns casos assim.  

Do meu ponto de vista, a única diferença hoje é que o leque de conhecimentos e habilidades exigidos nas carreiras de computação aumentou muito e o nível de competência dos departamentos de RH permaneceu basicamente o mesmo.  Nesse vácuo surgiu a "indústria das certificações".  Com o tempo, e havendo no mercado brasileiro uma verdadeira competição entre as empresas (o que nem sempre há), a tendência é que métodos de avaliação melhores mas igualmente cost-effective ocupem o mesmo espaço.

Alessandro

Vinicius Manhaes Teles wrote:

Oi, Bruno.

É verdade, tá tudo uma porcaria generalizada e os RHs das empresas, de um modo geral, só querem saber das certificações e afins. Mas, não foi sempre assim. Devemos lembrar que, no passado, tais certificações sequer existiam. As coisas são como são atualmente porque nós, da área de software, criamos isso. Fomos nós mesmos que criamos estas certificações, estimulamos e vendemos para o mercado. O mercado comprou esta baboseira ao longo dos anos e hoje cobra esta porcariada na hora de contratar. Nós conseguimos fazer isso. Está na hora de começar a desfazer! 

Grande abraço,

Vinícius Teles

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Em 23/04/2008, às 12:43, Bruno Oliveira da Silva escreveu:

Fala Vinicius! 

Concordo plenamente contigo, com digo a alguns amigos, certificação é um papel pra agradar o RH, mas não comprova conhecimento algum, em um mundo perfeito não precisariamos desse papel, assim como não precisariamos de um certificado de faculdade comprovando que você é ou não analista, mesmo porque muitos graduados que a gente vê por ai, fazem uma imensa lambança, enquanto outros que nem concluiram a faculdade, são excepcionais como profissional de TI.

Mas infelizmente, como eu disse, em um mundo perfeito, rarissimas empresas valorizam o cara pelo que ele sabe, como é o caso da globo.com, sua empresa, enfim, tiro o chapéu mesmo, mas o restante, valoriza o cara pelos "papéis que eles tem", ou aqueles cartoezinhos de plástico os qual prefiro atribuir o nome de green cards para emprego, e como todo mundo precisa sobreviver, realmente não há outra maneira, até o dia em que a seleção de RH for algo similar ao que os caras da globo.com fazem, sem avaliar quantas certificacoes o cara tirou, mas quais livros ele leu, sua experiencia e se adequa ao perfil. 

Infelizmente o cenário de ti é essa putaria, tu ve crianças pegando em armas sem saber o que fazem, é o caso dos zilhoes de SCJP, e qualquer outra sigla, mas, tem pessoas boas tb com esses papeizinhos, porque foram obrigadas pelo mercado, a ter um papel que diga que ele é bom, porque da boca pra fora infelizmente, poucas empresas te olham pelo que tu é como profissional.

Em 23/04/08, Vinicius Manhaes Teles <vinicius@improveit.com.br> escreveu:
Pessoal,

Sei que sempre fui contra certificações de todos os tipos na área de desenvolvimento. Sei que sempre rejeitei coisas como CMMI, MPS.BR, PMI e até mesmo as certificações estapafúrdias do mundo ágil, com o CSM e tal. Mas, tenho que admitir. Certificar é o caminho. Não tem jeito. 

Pensando nisso, eu e alguns amigos que estavam no FISL resolvemos criar uma nova certificação, algo que vai revolucionar o mercado de software mundial. E tudo começará com o lançamento da FanfAlliance. 

Indo para Porto Alegre, escrevi este post onde acabei chamando a maioria dos desenvolvedores de software de fanfarrão. Lá em Porto Alegre, dei uma palestra onde basicamente chamei todo mundo que estava presente de imbecil. Expliquei que mais imbecil ainda eram os chefes dos que lá estavam. Por causa desta bobeirinha, fui chamado de Capitão Vinícius "nascimento" Teles. Pode?

Juntando o post e a palestra, concluí que tem muito fanfarrão nesta área e que eles precisam ser certificados! Isso mesmo. Vamos certificar essa galera.

A FanfAlliance está surgindo e precisamos da sua ajuda para criar as regras da certificação. Abaixo algumas idéias que emergiram durante o último dia do FISL:

CFG - Certified Fanfarrão Guru (Number 1: William Gates III)
CFMU - Certified Fanfarrão Masters of the Universe
CFC - Certified Fanfarrão Company (Microsoft: membro honorário vitalício)
CFP - Certified Fanfarrão Partner (não confundir com Certamente um Filho da Puta!)
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Nós adoramos coisas simples, como a certificação CSM. Achamos que o CSM foi um passo importante na direção da simplicidade, ao demandar que você apenas esteja presente em um treinamento de dois dias para ser certificado. Para que prova? Para que outras verificações, quando estar presente (acordado ou não), já resolve o problema? Nós queremos ir além e mais, queremos democratizar. 

As "Certificações Fanfarrão" são expressas, simples e acessíveis. Você entra no site e já está certificado! Isso mesmo, simples assim. E o melhor, você já recebe o nível mais alto de certificação: CFG - Certified Fanfarrão Guru! Alegre-se, pois estás em boa companhia. O primeiro a receber esta honraria foi ninguém menos que Bill Gates! 

Por outro lado, se você respeita certas práticas dos métodos ágeis de desenvolvimento, seu título pode ser revogado e você pode acabar sendo rebaixado para CFMU - Certified Fanfarrão Masters of the Universe. Ok, eu sei que não é tão high level quanto um CFG, mas já é alguma coisa, né? Para aqueles que sempre invejaram as palavrinhas "Certified" e "Master" do CSM, temos excelentes notícias. Fomos além, adicionamos o "Universe"! Agora, eles que tratem de arrumar algo mais marketeiro que o nosso!

Algumas empresas merecem ser certificadas como um todo, por isso criamos a CFC - Certified Fanfarrão Company. Alegre-se mais uma vez, pois até prova em contrário, sua empresa já está certificada nesta categoria! E, claro, não podemos nos esquecer dos CFP - Certified Fanfarrão Partner (por favor, não insista em confundir com Certamente um Filho da Puta). Esta categoria é reservada para as distintas empresas de consultoria que espalham o espírito de desenvolvimento Fanfarrão pelo mundo a fora. Normalmente têm três letrinhas e são um exemplo a ser seguido por todo Fanfarrão que se preze!

Finalmente, não poderíamos deixar de homenager os CFT - Certified Fanfarrão Trainer. São aqueles queridos professores que ensinam o jeito fanfarrão de desenvolver software. Professores de engenharia de software, de um modo geral, já ganham a certificação sem nem entrar no site. Eles já estão certificados, só não sabem disso ainda!

Por fim, há aqueles que envergonham o mundo fanfarrão, ao disseminar e, sobretudo, utilizar, práticas ágeis de desenvolvimento de software. Estes serão sumariamente des-certificados (shame on them), pois não seguem princípios canônicos do Manifesto Fanfarrão, tais como:

Fanf Principles:
1. Infernizar a vida dos usuário é nossa maior prioridade.
2. Código sem testes é nossa principal ferramenta.
3. POG é nossa filosofia de vida.
4. Quanto mais featues, mais próximos ficamos do Nirvana (especialmente se elas tiverem muitos bugs).

A FanfAlliance precisa da sua ajuda. Precisamos de idéias para melhorar a descrição das categorias. Queremos colocar um site no ar para que possamos iniciar o processo acelerado de certificação em massa. Finalmente uma certificação livre! Você não precisa pagar nada. Só precisa ser um tremendo Fanfarrão.

Estamos planejamento o lançamento de Primeira FanfConf. Ela deverá ser realizada por volta do dia 30 de fevereiro do próximo ano, em algum lugar perto de Redmond, a Meca do movimento Fanf! O Call for Papers deve ser lançado em alguns dias, mas sinta-se à vontade para começar a enviar propostas de palestras.

Para aqueles que precisarem de ajuda para obter melhores colocações no mundo Fanfarrão, estamos preparando as Fanf Scholarships. Afinal, não podemos admitir exclusão social no movimento Fanf.


RECORTAR AQUI XXX----------------------------------------------------------------------------

Ok, para quem chegou até aqui, já deu para ver que trata-se de uma tremenda zoação! :p 

Como vocês sabem, cansei de vender idéias ágeis pelos métodos tradicionais. Embrace change! Agora estou partindo para iniciativas não-convencionais, como esta. Quem me conhece sabe que isso é um protesto contra a babaquice generalizada em que a nossa área está se transformando há um bom tempo. E as certificações exercem um papel enorme nesta idiotice geral. Não apenas as que citei aqui, mas inúmeras outras como as do mundo Java e tal. 

Quero lançar o site da FanfAlliance para que outras pessoas também possam protestar, nem que seja zoando este mundo ridículo que estamos criando para nós. O que está aí são algumas idéias lançadas em um pedaço de papel, em um almoço no FISL, onde três pessoas riram até não poder mais criando estas siglas. 

Ajude-nos a dar continuidade. Olhe para o lado e nos envie idéias. É possível que o seu ambiente de trabalho atual possa nos fornecer material farto para criar o processo de certificação mais democrática e abrangente do mundo: o Fanf Certification Process. 

Contamos com a sua ajuda e com o ódio generalizado de todos aqueles que levam adiante esta porcariada toda!

Grande abraço,

Vinícius Teles

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[  ]'s Bruno.

"Bom mesmo é ir a luta com determinação, abraçar a vida com paixão, perder com classe e vencer com ousadia, pois o triunfo pertence a quem se atreve... A vida é muita para ser insignificante".

Charles Chaplin
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#5219 From: Vinicius Manhaes Teles <vinicius@...>
Date: Thu Apr 24, 2008 4:40 am
Subject: Re: Ok, eu me rendo: tem que certificar!
viniciusteles
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Oi, Alessandro.

Acredito que há uma diferença profunda entre um processo de certificação e um processo de formação universitária. Antes de mais nada, permita-me dizer que considero um erro atroz um departamento de RH eliminar uma pessoa de um processo seletivo, seja pela falta de um diploma universitário, seja pela falta de uma certificação. A maioria dos bons profissionais que conheço fizeram um bom curso universitário. Mas, alguns dos melhores profissionais que conheço atualmente nunca fizeram ou concluíram uma faculdade. Sendo assim, o RH erra feio, seja quando elimina pela falta do certificado, seja quando o problema é a falta de um diploma universitário. 

Agora, acredito que devemos separar coisas que, na minha opinião, são bastante diferentes. Adquirir uma formação universitária é profundamente diferente de adquirir um certificado. E aqui não estou me limitando a certificados ridículos como o CSM, cujo grau de dificuldade para retirar é zero (a menos que o grau de dificuldade de arrumar a grana seja contabilizado). Mesmo as certificações mais elaboradas têm características e graus de dificuldade que, para mim, não se comparam ao de um curso universitário. 

Tudo bem, talvez a minha visão seja muito tendenciosa. Como você, eu também passei pela UFRJ e sei o inferno que é para terminar aquela graduação. Depois daquilo, na boa, o mestrado foi mole. Não dá para comparar uma certificação com aquela graduação. Embora eu não conheça outros cursos de graduação tão de perto, considero improvável que possam ser comparáveis a uma certificação.

Seja como for, acho que este não é o ponto principal. A questão básica é como as pessoas são avaliadas ou tratadas em função dos certificados/diplomas que possuem ou não. Às vezes eu ouço histórias de pessoas excepcionais que me apavoram. Só para dar três exemplos:

* Conheço uma pessoa que é impedida de participar de algumas reuniões em sua empresa, porque elas são só para CSM (notem o C de Certified). Detalhe é que esta pessoa é uma das que mais entendem de desenvolvimento ágil do Brasil. Está há um tempão trabalhando com isso e disseminando o assunto. Foi inclusive uma das pessoas que levou o Scrum para a empresa em questão. Mas, como não é certificado...
* Tenho um amigo que faz produtos excepcionais. O tipo de coisa que a maioria das pessoas com formação universitária nunca foi capaz de fazer em uma vida inteira de trabalho na área. Um dia, ele foi dar uma palestra em uma universidade e alguém pediu o seu currículo e informações sobre onde ele se formou. Bem, ele nunca chegou à faculdade. A palestra dele foi vetada!
* Outro amigo tem mais de dez anos na área e é gerente de projetos em uma empresa há anos. Há pouco tempo ele tentou mudar de empresa, apenas para descobrir que qualquer lugar que ele procurasse demandava que ele fosse um PMP. Se ele não fosse, não tinha nem como começar a bater um papo. Ele desistiu de mudar de emprego.

Atitudes ridículas como essa acontecem diariamente, em um monte de lugar. Os certificados se transformaram em uma forma de facilitar o trabalho do pessoal de RH, às custas das pessoas e, inclusive, dos melhores interesses das organizações. 

Sinceramente, eu não consigo entender como tanta gente consegue aceitar isso como se fosse a coisa mais natural do mundo. Não é natural. É burrice. Só isso: burrice!

Grande abraço,

Vinícius Teles

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Em 24/04/2008, às 00:50, Alessandro Ribeiro escreveu:

Permita-me discordar, Vinícius:

certificações sempre existiram e sempre foram avaliadas de forma errada pelos departamentos de RH.  Há 20 anos, a maioria das certificações que conhecemos hoje não existiam, mas muitas empresas contratavam apenas com base no diploma de graduação.  E o que é um diploma de graduação ?  É uma certificação.  Você pode fazer um excelente uso dos 4 anos que passa em um curso de graduação e aprender como se tornar um bom programador, mas quantos alunos concluem a graduação em alguma dos melhores faculdades de informática, com boas notas, e não conseguem escrever um programa do início ao fim ?  Não sei dizer como está hoje mas, quando me formei na UFRJ, em 1994, conheci alguns casos assim.  

Do meu ponto de vista, a única diferença hoje é que o leque de conhecimentos e habilidades exigidos nas carreiras de computação aumentou muito e o nível de competência dos departamentos de RH permaneceu basicamente o mesmo.  Nesse vácuo surgiu a "indústria das certificações".  Com o tempo, e havendo no mercado brasileiro uma verdadeira competição entre as empresas (o que nem sempre há), a tendência é que métodos de avaliação melhores mas igualmente cost-effective ocupem o mesmo espaço.

Alessandro

Vinicius Manhaes Teles wrote:

Oi, Bruno.

É verdade, tá tudo uma porcaria generalizada e os RHs das empresas, de um modo geral, só querem saber das certificações e afins. Mas, não foi sempre assim. Devemos lembrar que, no passado, tais certificações sequer existiam. As coisas são como são atualmente porque nós, da área de software, criamos isso. Fomos nós mesmos que criamos estas certificações, estimulamos e vendemos para o mercado. O mercado comprou esta baboseira ao longo dos anos e hoje cobra esta porcariada na hora de contratar. Nós conseguimos fazer isso. Está na hora de começar a desfazer! 

Grande abraço,

Vinícius Teles

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Em 23/04/2008, às 12:43, Bruno Oliveira da Silva escreveu:

Fala Vinicius! 

Concordo plenamente contigo, com digo a alguns amigos, certificação é um papel pra agradar o RH, mas não comprova conhecimento algum, em um mundo perfeito não precisariamos desse papel, assim como não precisariamos de um certificado de faculdade comprovando que você é ou não analista, mesmo porque muitos graduados que a gente vê por ai, fazem uma imensa lambança, enquanto outros que nem concluiram a faculdade, são excepcionais como profissional de TI.

Mas infelizmente, como eu disse, em um mundo perfeito, rarissimas empresas valorizam o cara pelo que ele sabe, como é o caso da globo.com, sua empresa, enfim, tiro o chapéu mesmo, mas o restante, valoriza o cara pelos "papéis que eles tem", ou aqueles cartoezinhos de plástico os qual prefiro atribuir o nome de green cards para emprego, e como todo mundo precisa sobreviver, realmente não há outra maneira, até o dia em que a seleção de RH for algo similar ao que os caras da globo.com fazem, sem avaliar quantas certificacoes o cara tirou, mas quais livros ele leu, sua experiencia e se adequa ao perfil. 

Infelizmente o cenário de ti é essa putaria, tu ve crianças pegando em armas sem saber o que fazem, é o caso dos zilhoes de SCJP, e qualquer outra sigla, mas, tem pessoas boas tb com esses papeizinhos, porque foram obrigadas pelo mercado, a ter um papel que diga que ele é bom, porque da boca pra fora infelizmente, poucas empresas te olham pelo que tu é como profissional.

Em 23/04/08, Vinicius Manhaes Teles <vinicius@improveit.com.br> escreveu:
Pessoal,

Sei que sempre fui contra certificações de todos os tipos na área de desenvolvimento. Sei que sempre rejeitei coisas como CMMI, MPS.BR, PMI e até mesmo as certificações estapafúrdias do mundo ágil, com o CSM e tal. Mas, tenho que admitir. Certificar é o caminho. Não tem jeito. 

Pensando nisso, eu e alguns amigos que estavam no FISL resolvemos criar uma nova certificação, algo que vai revolucionar o mercado de software mundial. E tudo começará com o lançamento da FanfAlliance. 

Indo para Porto Alegre, escrevi este post onde acabei chamando a maioria dos desenvolvedores de software de fanfarrão. Lá em Porto Alegre, dei uma palestra onde basicamente chamei todo mundo que estava presente de imbecil. Expliquei que mais imbecil ainda eram os chefes dos que lá estavam. Por causa desta bobeirinha, fui chamado de Capitão Vinícius "nascimento" Teles. Pode?

Juntando o post e a palestra, concluí que tem muito fanfarrão nesta área e que eles precisam ser certificados! Isso mesmo. Vamos certificar essa galera.

A FanfAlliance está surgindo e precisamos da sua ajuda para criar as regras da certificação. Abaixo algumas idéias que emergiram durante o último dia do FISL:

CFG - Certified Fanfarrão Guru (Number 1: William Gates III)
CFMU - Certified Fanfarrão Masters of the Universe
CFC - Certified Fanfarrão Company (Microsoft: membro honorário vitalício)
CFP - Certified Fanfarrão Partner (não confundir com Certamente um Filho da Puta!)
CFT - Certified Fanfarrão Trainer

Nós adoramos coisas simples, como a certificação CSM. Achamos que o CSM foi um passo importante na direção da simplicidade, ao demandar que você apenas esteja presente em um treinamento de dois dias para ser certificado. Para que prova? Para que outras verificações, quando estar presente (acordado ou não), já resolve o problema? Nós queremos ir além e mais, queremos democratizar. 

As "Certificações Fanfarrão" são expressas, simples e acessíveis. Você entra no site e já está certificado! Isso mesmo, simples assim. E o melhor, você já recebe o nível mais alto de certificação: CFG - Certified Fanfarrão Guru! Alegre-se, pois estás em boa companhia. O primeiro a receber esta honraria foi ninguém menos que Bill Gates! 

Por outro lado, se você respeita certas práticas dos métodos ágeis de desenvolvimento, seu título pode ser revogado e você pode acabar sendo rebaixado para CFMU - Certified Fanfarrão Masters of the Universe. Ok, eu sei que não é tão high level quanto um CFG, mas já é alguma coisa, né? Para aqueles que sempre invejaram as palavrinhas "Certified" e "Master" do CSM, temos excelentes notícias. Fomos além, adicionamos o "Universe"! Agora, eles que tratem de arrumar algo mais marketeiro que o nosso!

Algumas empresas merecem ser certificadas como um todo, por isso criamos a CFC - Certified Fanfarrão Company. Alegre-se mais uma vez, pois até prova em contrário, sua empresa já está certificada nesta categoria! E, claro, não podemos nos esquecer dos CFP - Certified Fanfarrão Partner (por favor, não insista em confundir com Certamente um Filho da Puta). Esta categoria é reservada para as distintas empresas de consultoria que espalham o espírito de desenvolvimento Fanfarrão pelo mundo a fora. Normalmente têm três letrinhas e são um exemplo a ser seguido por todo Fanfarrão que se preze!

Finalmente, não poderíamos deixar de homenager os CFT - Certified Fanfarrão Trainer. São aqueles queridos professores que ensinam o jeito fanfarrão de desenvolver software. Professores de engenharia de software, de um modo geral, já ganham a certificação sem nem entrar no site. Eles já estão certificados, só não sabem disso ainda!

Por fim, há aqueles que envergonham o mundo fanfarrão, ao disseminar e, sobretudo, utilizar, práticas ágeis de desenvolvimento de software. Estes serão sumariamente des-certificados (shame on them), pois não seguem princípios canônicos do Manifesto Fanfarrão, tais como:

Fanf Principles:
1. Infernizar a vida dos usuário é nossa maior prioridade.
2. Código sem testes é nossa principal ferramenta.
3. POG é nossa filosofia de vida.
4. Quanto mais featues, mais próximos ficamos do Nirvana (especialmente se elas tiverem muitos bugs).

A FanfAlliance precisa da sua ajuda. Precisamos de idéias para melhorar a descrição das categorias. Queremos colocar um site no ar para que possamos iniciar o processo acelerado de certificação em massa. Finalmente uma certificação livre! Você não precisa pagar nada. Só precisa ser um tremendo Fanfarrão.

Estamos planejamento o lançamento de Primeira FanfConf. Ela deverá ser realizada por volta do dia 30 de fevereiro do próximo ano, em algum lugar perto de Redmond, a Meca do movimento Fanf! O Call for Papers deve ser lançado em alguns dias, mas sinta-se à vontade para começar a enviar propostas de palestras.

Para aqueles que precisarem de ajuda para obter melhores colocações no mundo Fanfarrão, estamos preparando as Fanf Scholarships. Afinal, não podemos admitir exclusão social no movimento Fanf.


RECORTAR AQUI XXX----------------------------------------------------------------------------

Ok, para quem chegou até aqui, já deu para ver que trata-se de uma tremenda zoação! :p 

Como vocês sabem, cansei de vender idéias ágeis pelos métodos tradicionais. Embrace change! Agora estou partindo para iniciativas não-convencionais, como esta. Quem me conhece sabe que isso é um protesto contra a babaquice generalizada em que a nossa área está se transformando há um bom tempo. E as certificações exercem um papel enorme nesta idiotice geral. Não apenas as que citei aqui, mas inúmeras outras como as do mundo Java e tal. 

Quero lançar o site da FanfAlliance para que outras pessoas também possam protestar, nem que seja zoando este mundo ridículo que estamos criando para nós. O que está aí são algumas idéias lançadas em um pedaço de papel, em um almoço no FISL, onde três pessoas riram até não poder mais criando estas siglas. 

Ajude-nos a dar continuidade. Olhe para o lado e nos envie idéias. É possível que o seu ambiente de trabalho atual possa nos fornecer material farto para criar o processo de certificação mais democrática e abrangente do mundo: o Fanf Certification Process. 

Contamos com a sua ajuda e com o ódio generalizado de todos aqueles que levam adiante esta porcariada toda!

Grande abraço,

Vinícius Teles

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#5218 From: Alessandro Ribeiro <alessandro.ribeiro@...>
Date: Thu Apr 24, 2008 3:47 am
Subject: Re: Ok, eu me rendo: tem que certificar!
arib1972
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certificações sempre existiram e sempre foram avaliadas de forma errada pelos departamentos de RH.  Há 20 anos, a maioria das certificações que conhecemos hoje não existiam, mas muitas empresas contratavam apenas com base no diploma de graduação.  E o que é um diploma de graduação ?  É uma certificação.  Você pode fazer um excelente uso dos 4 anos que passa em um curso de graduação e aprender como se tornar um bom programador, mas quantos alunos concluem a graduação em alguma dos melhores faculdades de informática, com boas notas, e não conseguem escrever um programa do início ao fim ?  Não sei dizer como está hoje mas, quando me formei na UFRJ, em 1994, conheci alguns casos assim. 

Do meu ponto de vista, a única diferença hoje é que o leque de conhecimentos e habilidades exigidos nas carreiras de computação aumentou muito e o nível de competência dos departamentos de RH permaneceu basicamente o mesmo.  Nesse vácuo surgiu a "indústria das certificações".  Com o tempo, e havendo no mercado brasileiro uma verdadeira competição entre as empresas (o que nem sempre há), a tendência é que métodos de avaliação melhores mas igualmente cost-effective ocupem o mesmo espaço.

Alessandro

Vinicius Manhaes Teles wrote:
Oi, Bruno.

É verdade, tá tudo uma porcaria generalizada e os RHs das empresas, de um modo geral, só querem saber das certificações e afins. Mas, não foi sempre assim. Devemos lembrar que, no passado, tais certificações sequer existiam. As coisas são como são atualmente porque nós, da área de software, criamos isso. Fomos nós mesmos que criamos estas certificações, estimulamos e vendemos para o mercado. O mercado comprou esta baboseira ao longo dos anos e hoje cobra esta porcariada na hora de contratar. Nós conseguimos fazer isso. Está na hora de começar a desfazer! 

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Em 23/04/2008, às 12:43, Bruno Oliveira da Silva escreveu:

Fala Vinicius! 

Concordo plenamente contigo, com digo a alguns amigos, certificação é um papel pra agradar o RH, mas não comprova conhecimento algum, em um mundo perfeito não precisariamos desse papel, assim como não precisariamos de um certificado de faculdade comprovando que você é ou não analista, mesmo porque muitos graduados que a gente vê por ai, fazem uma imensa lambança, enquanto outros que nem concluiram a faculdade, são excepcionais como profissional de TI.

Mas infelizmente, como eu disse, em um mundo perfeito, rarissimas empresas valorizam o cara pelo que ele sabe, como é o caso da globo.com, sua empresa, enfim, tiro o chapéu mesmo, mas o restante, valoriza o cara pelos "papéis que eles tem", ou aqueles cartoezinhos de plástico os qual prefiro atribuir o nome de green cards para emprego, e como todo mundo precisa sobreviver, realmente não há outra maneira, até o dia em que a seleção de RH for algo similar ao que os caras da globo.com fazem, sem avaliar quantas certificacoes o cara tirou, mas quais livros ele leu, sua experiencia e se adequa ao perfil. 

Infelizmente o cenário de ti é essa putaria, tu ve crianças pegando em armas sem saber o que fazem, é o caso dos zilhoes de SCJP, e qualquer outra sigla, mas, tem pessoas boas tb com esses papeizinhos, porque foram obrigadas pelo mercado, a ter um papel que diga que ele é bom, porque da boca pra fora infelizmente, poucas empresas te olham pelo que tu é como profissional.

Em 23/04/08, Vinicius Manhaes Teles <vinicius@improveit.com.br> escreveu:
Pessoal,

Sei que sempre fui contra certificações de todos os tipos na área de desenvolvimento. Sei que sempre rejeitei coisas como CMMI, MPS.BR, PMI e até mesmo as certificações estapafúrdias do mundo ágil, com o CSM e tal. Mas, tenho que admitir. Certificar é o caminho. Não tem jeito. 

Pensando nisso, eu e alguns amigos que estavam no FISL resolvemos criar uma nova certificação, algo que vai revolucionar o mercado de software mundial. E tudo começará com o lançamento da FanfAlliance. 

Indo para Porto Alegre, escrevi este post onde acabei chamando a maioria dos desenvolvedores de software de fanfarrão. Lá em Porto Alegre, dei uma palestra onde basicamente chamei todo mundo que estava presente de imbecil. Expliquei que mais imbecil ainda eram os chefes dos que lá estavam. Por causa desta bobeirinha, fui chamado de Capitão Vinícius "nascimento" Teles. Pode?

Juntando o post e a palestra, concluí que tem muito fanfarrão nesta área e que eles precisam ser certificados! Isso mesmo. Vamos certificar essa galera.

A FanfAlliance está surgindo e precisamos da sua ajuda para criar as regras da certificação. Abaixo algumas idéias que emergiram durante o último dia do FISL:

CFG - Certified Fanfarrão Guru (Number 1: William Gates III)
CFMU - Certified Fanfarrão Masters of the Universe
CFC - Certified Fanfarrão Company (Microsoft: membro honorário vitalício)
CFP - Certified Fanfarrão Partner (não confundir com Certamente um Filho da Puta!)
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Nós adoramos coisas simples, como a certificação CSM. Achamos que o CSM foi um passo importante na direção da simplicidade, ao demandar que você apenas esteja presente em um treinamento de dois dias para ser certificado. Para que prova? Para que outras verificações, quando estar presente (acordado ou não), já resolve o problema? Nós queremos ir além e mais, queremos democratizar. 

As "Certificações Fanfarrão" são expressas, simples e acessíveis. Você entra no site e já está certificado! Isso mesmo, simples assim. E o melhor, você já recebe o nível mais alto de certificação: CFG - Certified Fanfarrão Guru! Alegre-se, pois estás em boa companhia. O primeiro a receber esta honraria foi ninguém menos que Bill Gates! 

Por outro lado, se você respeita certas práticas dos métodos ágeis de desenvolvimento, seu título pode ser revogado e você pode acabar sendo rebaixado para CFMU - Certified Fanfarrão Masters of the Universe. Ok, eu sei que não é tão high level quanto um CFG, mas já é alguma coisa, né? Para aqueles que sempre invejaram as palavrinhas "Certified" e "Master" do CSM, temos excelentes notícias. Fomos além, adicionamos o "Universe"! Agora, eles que tratem de arrumar algo mais marketeiro que o nosso!

Algumas empresas merecem ser certificadas como um todo, por isso criamos a CFC - Certified Fanfarrão Company. Alegre-se mais uma vez, pois até prova em contrário, sua empresa já está certificada nesta categoria! E, claro, não podemos nos esquecer dos CFP - Certified Fanfarrão Partner (por favor, não insista em confundir com Certamente um Filho da Puta). Esta categoria é reservada para as distintas empresas de consultoria que espalham o espírito de desenvolvimento Fanfarrão pelo mundo a fora. Normalmente têm três letrinhas e são um exemplo a ser seguido por todo Fanfarrão que se preze!

Finalmente, não poderíamos deixar de homenager os CFT - Certified Fanfarrão Trainer. São aqueles queridos professores que ensinam o jeito fanfarrão de desenvolver software. Professores de engenharia de software, de um modo geral, já ganham a certificação sem nem entrar no site. Eles já estão certificados, só não sabem disso ainda!

Por fim, há aqueles que envergonham o mundo fanfarrão, ao disseminar e, sobretudo, utilizar, práticas ágeis de desenvolvimento de software. Estes serão sumariamente des-certificados (shame on them), pois não seguem princípios canônicos do Manifesto Fanfarrão, tais como:

Fanf Principles:
1. Infernizar a vida dos usuário é nossa maior prioridade.
2. Código sem testes é nossa principal ferramenta.
3. POG é nossa filosofia de vida.
4. Quanto mais featues, mais próximos ficamos do Nirvana (especialmente se elas tiverem muitos bugs).

A FanfAlliance precisa da sua ajuda. Precisamos de idéias para melhorar a descrição das categorias. Queremos colocar um site no ar para que possamos iniciar o processo acelerado de certificação em massa. Finalmente uma certificação livre! Você não precisa pagar nada. Só precisa ser um tremendo Fanfarrão.

Estamos planejamento o lançamento de Primeira FanfConf. Ela deverá ser realizada por volta do dia 30 de fevereiro do próximo ano, em algum lugar perto de Redmond, a Meca do movimento Fanf! O Call for Papers deve ser lançado em alguns dias, mas sinta-se à vontade para começar a enviar propostas de palestras.

Para aqueles que precisarem de ajuda para obter melhores colocações no mundo Fanfarrão, estamos preparando as Fanf Scholarships. Afinal, não podemos admitir exclusão social no movimento Fanf.


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Ok, para quem chegou até aqui, já deu para ver que trata-se de uma tremenda zoação! :p 

Como vocês sabem, cansei de vender idéias ágeis pelos métodos tradicionais. Embrace change! Agora estou partindo para iniciativas não-convencionais, como esta. Quem me conhece sabe que isso é um protesto contra a babaquice generalizada em que a nossa área está se transformando há um bom tempo. E as certificações exercem um papel enorme nesta idiotice geral. Não apenas as que citei aqui, mas inúmeras outras como as do mundo Java e tal. 

Quero lançar o site da FanfAlliance para que outras pessoas também possam protestar, nem que seja zoando este mundo ridículo que estamos criando para nós. O que está aí são algumas idéias lançadas em um pedaço de papel, em um almoço no FISL, onde três pessoas riram até não poder mais criando estas siglas. 

Ajude-nos a dar continuidade. Olhe para o lado e nos envie idéias. É possível que o seu ambiente de trabalho atual possa nos fornecer material farto para criar o processo de certificação mais democrática e abrangente do mundo: o Fanf Certification Process. 

Contamos com a sua ajuda e com o ódio generalizado de todos aqueles que levam adiante esta porcariada toda!

Grande abraço,

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Date: Thu Apr 24, 2008 3:50 am
Subject: Re: Ok, eu me rendo: tem que certificar!
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Permita-me discordar, Vinícius:

certificações sempre existiram e sempre foram avaliadas de forma errada pelos departamentos de RH.  Há 20 anos, a maioria das certificações que conhecemos hoje não existiam, mas muitas empresas contratavam apenas com base no diploma de graduação.  E o que é um diploma de graduação ?  É uma certificação.  Você pode fazer um excelente uso dos 4 anos que passa em um curso de graduação e aprender como se tornar um bom programador, mas quantos alunos concluem a graduação em alguma dos melhores faculdades de informática, com boas notas, e não conseguem escrever um programa do início ao fim ?  Não sei dizer como está hoje mas, quando me formei na UFRJ, em 1994, conheci alguns casos assim. 

Do meu ponto de vista, a única diferença hoje é que o leque de conhecimentos e habilidades exigidos nas carreiras de computação aumentou muito e o nível de competência dos departamentos de RH permaneceu basicamente o mesmo.  Nesse vácuo surgiu a "indústria das certificações".  Com o tempo, e havendo no mercado brasileiro uma verdadeira competição entre as empresas (o que nem sempre há), a tendência é que métodos de avaliação melhores mas igualmente cost-effective ocupem o mesmo espaço.

Alessandro

Vinicius Manhaes Teles wrote:
Oi, Bruno.

É verdade, tá tudo uma porcaria generalizada e os RHs das empresas, de um modo geral, só querem saber das certificações e afins. Mas, não foi sempre assim. Devemos lembrar que, no passado, tais certificações sequer existiam. As coisas são como são atualmente porque nós, da área de software, criamos isso. Fomos nós mesmos que criamos estas certificações, estimulamos e vendemos para o mercado. O mercado comprou esta baboseira ao longo dos anos e hoje cobra esta porcariada na hora de contratar. Nós conseguimos fazer isso. Está na hora de começar a desfazer! 

Grande abraço,

Vinícius Teles

Improve It 
Rio: +55 21 3521-6760 
São Paulo: +55 11 3711-3423 
Celular: +55 21 8716-5434

Em 23/04/2008, às 12:43, Bruno Oliveira da Silva escreveu:

Fala Vinicius! 

Concordo plenamente contigo, com digo a alguns amigos, certificação é um papel pra agradar o RH, mas não comprova conhecimento algum, em um mundo perfeito não precisariamos desse papel, assim como não precisariamos de um certificado de faculdade comprovando que você é ou não analista, mesmo porque muitos graduados que a gente vê por ai, fazem uma imensa lambança, enquanto outros que nem concluiram a faculdade, são excepcionais como profissional de TI.

Mas infelizmente, como eu disse, em um mundo perfeito, rarissimas empresas valorizam o cara pelo que ele sabe, como é o caso da globo.com, sua empresa, enfim, tiro o chapéu mesmo, mas o restante, valoriza o cara pelos "papéis que eles tem", ou aqueles cartoezinhos de plástico os qual prefiro atribuir o nome de green cards para emprego, e como todo mundo precisa sobreviver, realmente não há outra maneira, até o dia em que a seleção de RH for algo similar ao que os caras da globo.com fazem, sem avaliar quantas certificacoes o cara tirou, mas quais livros ele leu, sua experiencia e se adequa ao perfil. 

Infelizmente o cenário de ti é essa putaria, tu ve crianças pegando em armas sem saber o que fazem, é o caso dos zilhoes de SCJP, e qualquer outra sigla, mas, tem pessoas boas tb com esses papeizinhos, porque foram obrigadas pelo mercado, a ter um papel que diga que ele é bom, porque da boca pra fora infelizmente, poucas empresas te olham pelo que tu é como profissional.

Em 23/04/08, Vinicius Manhaes Teles <vinicius@improveit.com.br> escreveu:
Pessoal,

Sei que sempre fui contra certificações de todos os tipos na área de desenvolvimento. Sei que sempre rejeitei coisas como CMMI, MPS.BR, PMI e até mesmo as certificações estapafúrdias do mundo ágil, com o CSM e tal. Mas, tenho que admitir. Certificar é o caminho. Não tem jeito. 

Pensando nisso, eu e alguns amigos que estavam no FISL resolvemos criar uma nova certificação, algo que vai revolucionar o mercado de software mundial. E tudo começará com o lançamento da FanfAlliance. 

Indo para Porto Alegre, escrevi este post onde acabei chamando a maioria dos desenvolvedores de software de fanfarrão. Lá em Porto Alegre, dei uma palestra onde basicamente chamei todo mundo que estava presente de imbecil. Expliquei que mais imbecil ainda eram os chefes dos que lá estavam. Por causa desta bobeirinha, fui chamado de Capitão Vinícius "nascimento" Teles. Pode?

Juntando o post e a palestra, concluí que tem muito fanfarrão nesta área e que eles precisam ser certificados! Isso mesmo. Vamos certificar essa galera.

A FanfAlliance está surgindo e precisamos da sua ajuda para criar as regras da certificação. Abaixo algumas idéias que emergiram durante o último dia do FISL:

CFG - Certified Fanfarrão Guru (Number 1: William Gates III)
CFMU - Certified Fanfarrão Masters of the Universe
CFC - Certified Fanfarrão Company (Microsoft: membro honorário vitalício)
CFP - Certified Fanfarrão Partner (não confundir com Certamente um Filho da Puta!)
CFT - Certified Fanfarrão Trainer

Nós adoramos coisas simples, como a certificação CSM. Achamos que o CSM foi um passo importante na direção da simplicidade, ao demandar que você apenas esteja presente em um treinamento de dois dias para ser certificado. Para que prova? Para que outras verificações, quando estar presente (acordado ou não), já resolve o problema? Nós queremos ir além e mais, queremos democratizar. 

As "Certificações Fanfarrão" são expressas, simples e acessíveis. Você entra no site e já está certificado! Isso mesmo, simples assim. E o melhor, você já recebe o nível mais alto de certificação: CFG - Certified Fanfarrão Guru! Alegre-se, pois estás em boa companhia. O primeiro a receber esta honraria foi ninguém menos que Bill Gates! 

Por outro lado, se você respeita certas práticas dos métodos ágeis de desenvolvimento, seu título pode ser revogado e você pode acabar sendo rebaixado para CFMU - Certified Fanfarrão Masters of the Universe. Ok, eu sei que não é tão high level quanto um CFG, mas já é alguma coisa, né? Para aqueles que sempre invejaram as palavrinhas "Certified" e "Master" do CSM, temos excelentes notícias. Fomos além, adicionamos o "Universe"! Agora, eles que tratem de arrumar algo mais marketeiro que o nosso!

Algumas empresas merecem ser certificadas como um todo, por isso criamos a CFC - Certified Fanfarrão Company. Alegre-se mais uma vez, pois até prova em contrário, sua empresa já está certificada nesta categoria! E, claro, não podemos nos esquecer dos CFP - Certified Fanfarrão Partner (por favor, não insista em confundir com Certamente um Filho da Puta). Esta categoria é reservada para as distintas empresas de consultoria que espalham o espírito de desenvolvimento Fanfarrão pelo mundo a fora. Normalmente têm três letrinhas e são um exemplo a ser seguido por todo Fanfarrão que se preze!

Finalmente, não poderíamos deixar de homenager os CFT - Certified Fanfarrão Trainer. São aqueles queridos professores que ensinam o jeito fanfarrão de desenvolver software. Professores de engenharia de software, de um modo geral, já ganham a certificação sem nem entrar no site. Eles já estão certificados, só não sabem disso ainda!

Por fim, há aqueles que envergonham o mundo fanfarrão, ao disseminar e, sobretudo, utilizar, práticas ágeis de desenvolvimento de software. Estes serão sumariamente des-certificados (shame on them), pois não seguem princípios canônicos do Manifesto Fanfarrão, tais como:

Fanf Principles:
1. Infernizar a vida dos usuário é nossa maior prioridade.
2. Código sem testes é nossa principal ferramenta.
3. POG é nossa filosofia de vida.
4. Quanto mais featues, mais próximos ficamos do Nirvana (especialmente se elas tiverem muitos bugs).

A FanfAlliance precisa da sua ajuda. Precisamos de idéias para melhorar a descrição das categorias. Queremos colocar um site no ar para que possamos iniciar o processo acelerado de certificação em massa. Finalmente uma certificação livre! Você não precisa pagar nada. Só precisa ser um tremendo Fanfarrão.

Estamos planejamento o lançamento de Primeira FanfConf. Ela deverá ser realizada por volta do dia 30 de fevereiro do próximo ano, em algum lugar perto de Redmond, a Meca do movimento Fanf! O Call for Papers deve ser lançado em alguns dias, mas sinta-se à vontade para começar a enviar propostas de palestras.

Para aqueles que precisarem de ajuda para obter melhores colocações no mundo Fanfarrão, estamos preparando as Fanf Scholarships. Afinal, não podemos admitir exclusão social no movimento Fanf.


RECORTAR AQUI XXX----------------------------------------------------------------------------

Ok, para quem chegou até aqui, já deu para ver que trata-se de uma tremenda zoação! :p 

Como vocês sabem, cansei de vender idéias ágeis pelos métodos tradicionais. Embrace change! Agora estou partindo para iniciativas não-convencionais, como esta. Quem me conhece sabe que isso é um protesto contra a babaquice generalizada em que a nossa área está se transformando há um bom tempo. E as certificações exercem um papel enorme nesta idiotice geral. Não apenas as que citei aqui, mas inúmeras outras como as do mundo Java e tal. 

Quero lançar o site da FanfAlliance para que outras pessoas também possam protestar, nem que seja zoando este mundo ridículo que estamos criando para nós. O que está aí são algumas idéias lançadas em um pedaço de papel, em um almoço no FISL, onde três pessoas riram até não poder mais criando estas siglas. 

Ajude-nos a dar continuidade. Olhe para o lado e nos envie idéias. É possível que o seu ambiente de trabalho atual possa nos fornecer material farto para criar o processo de certificação mais democrática e abrangente do mundo: o Fanf Certification Process. 

Contamos com a sua ajuda e com o ódio generalizado de todos aqueles que levam adiante esta porcariada toda!

Grande abraço,

Vinícius Teles

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"Bom mesmo é ir a luta com determinação, abraçar a vida com paixão, perder com classe e vencer com ousadia, pois o triunfo pertence a quem se atreve... A vida é muita para ser insignificante".

Charles Chaplin
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#5216 From: Vinicius Manhaes Teles <vinicius@...>
Date: Thu Apr 24, 2008 3:00 am
Subject: Re: Ok, eu me rendo: tem que certificar!
viniciusteles
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Oi, Bruno.

É verdade, tá tudo uma porcaria generalizada e os RHs das empresas, de um modo geral, só querem saber das certificações e afins. Mas, não foi sempre assim. Devemos lembrar que, no passado, tais certificações sequer existiam. As coisas são como são atualmente porque nós, da área de software, criamos isso. Fomos nós mesmos que criamos estas certificações, estimulamos e vendemos para o mercado. O mercado comprou esta baboseira ao longo dos anos e hoje cobra esta porcariada na hora de contratar. Nós conseguimos fazer isso. Está na hora de começar a desfazer! 

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Em 23/04/2008, às 12:43, Bruno Oliveira da Silva escreveu:

Fala Vinicius! 

Concordo plenamente contigo, com digo a alguns amigos, certificação é um papel pra agradar o RH, mas não comprova conhecimento algum, em um mundo perfeito não precisariamos desse papel, assim como não precisariamos de um certificado de faculdade comprovando que você é ou não analista, mesmo porque muitos graduados que a gente vê por ai, fazem uma imensa lambança, enquanto outros que nem concluiram a faculdade, são excepcionais como profissional de TI.

Mas infelizmente, como eu disse, em um mundo perfeito, rarissimas empresas valorizam o cara pelo que ele sabe, como é o caso da globo.com, sua empresa, enfim, tiro o chapéu mesmo, mas o restante, valoriza o cara pelos "papéis que eles tem", ou aqueles cartoezinhos de plástico os qual prefiro atribuir o nome de green cards para emprego, e como todo mundo precisa sobreviver, realmente não há outra maneira, até o dia em que a seleção de RH for algo similar ao que os caras da globo.com fazem, sem avaliar quantas certificacoes o cara tirou, mas quais livros ele leu, sua experiencia e se adequa ao perfil. 

Infelizmente o cenário de ti é essa putaria, tu ve crianças pegando em armas sem saber o que fazem, é o caso dos zilhoes de SCJP, e qualquer outra sigla, mas, tem pessoas boas tb com esses papeizinhos, porque foram obrigadas pelo mercado, a ter um papel que diga que ele é bom, porque da boca pra fora infelizmente, poucas empresas te olham pelo que tu é como profissional.

Em 23/04/08, Vinicius Manhaes Teles <vinicius@improveit.com.br> escreveu:
Pessoal,

Sei que sempre fui contra certificações de todos os tipos na área de desenvolvimento. Sei que sempre rejeitei coisas como CMMI, MPS.BR, PMI e até mesmo as certificações estapafúrdias do mundo ágil, com o CSM e tal. Mas, tenho que admitir. Certificar é o caminho. Não tem jeito. 

Pensando nisso, eu e alguns amigos que estavam no FISL resolvemos criar uma nova certificação, algo que vai revolucionar o mercado de software mundial. E tudo começará com o lançamento da FanfAlliance. 

Indo para Porto Alegre, escrevi este post onde acabei chamando a maioria dos desenvolvedores de software de fanfarrão. Lá em Porto Alegre, dei uma palestra onde basicamente chamei todo mundo que estava presente de imbecil. Expliquei que mais imbecil ainda eram os chefes dos que lá estavam. Por causa desta bobeirinha, fui chamado de Capitão Vinícius "nascimento" Teles. Pode?

Juntando o post e a palestra, concluí que tem muito fanfarrão nesta área e que eles precisam ser certificados! Isso mesmo. Vamos certificar essa galera.

A FanfAlliance está surgindo e precisamos da sua ajuda para criar as regras da certificação. Abaixo algumas idéias que emergiram durante o último dia do FISL:

CFG - Certified Fanfarrão Guru (Number 1: William Gates III)
CFMU - Certified Fanfarrão Masters of the Universe
CFC - Certified Fanfarrão Company (Microsoft: membro honorário vitalício)
CFP - Certified Fanfarrão Partner (não confundir com Certamente um Filho da Puta!)
CFT - Certified Fanfarrão Trainer

Nós adoramos coisas simples, como a certificação CSM. Achamos que o CSM foi um passo importante na direção da simplicidade, ao demandar que você apenas esteja presente em um treinamento de dois dias para ser certificado. Para que prova? Para que outras verificações, quando estar presente (acordado ou não), já resolve o problema? Nós queremos ir além e mais, queremos democratizar. 

As "Certificações Fanfarrão" são expressas, simples e acessíveis. Você entra no site e já está certificado! Isso mesmo, simples assim. E o melhor, você já recebe o nível mais alto de certificação: CFG - Certified Fanfarrão Guru! Alegre-se, pois estás em boa companhia. O primeiro a receber esta honraria foi ninguém menos que Bill Gates! 

Por outro lado, se você respeita certas práticas dos métodos ágeis de desenvolvimento, seu título pode ser revogado e você pode acabar sendo rebaixado para CFMU - Certified Fanfarrão Masters of the Universe. Ok, eu sei que não é tão high level quanto um CFG, mas já é alguma coisa, né? Para aqueles que sempre invejaram as palavrinhas "Certified" e "Master" do CSM, temos excelentes notícias. Fomos além, adicionamos o "Universe"! Agora, eles que tratem de arrumar algo mais marketeiro que o nosso!

Algumas empresas merecem ser certificadas como um todo, por isso criamos a CFC - Certified Fanfarrão Company. Alegre-se mais uma vez, pois até prova em contrário, sua empresa já está certificada nesta categoria! E, claro, não podemos nos esquecer dos CFP - Certified Fanfarrão Partner (por favor, não insista em confundir com Certamente um Filho da Puta). Esta categoria é reservada para as distintas empresas de consultoria que espalham o espírito de desenvolvimento Fanfarrão pelo mundo a fora. Normalmente têm três letrinhas e são um exemplo a ser seguido por todo Fanfarrão que se preze!

Finalmente, não poderíamos deixar de homenager os CFT - Certified Fanfarrão Trainer. São aqueles queridos professores que ensinam o jeito fanfarrão de desenvolver software. Professores de engenharia de software, de um modo geral, já ganham a certificação sem nem entrar no site. Eles já estão certificados, só não sabem disso ainda!

Por fim, há aqueles que envergonham o mundo fanfarrão, ao disseminar e, sobretudo, utilizar, práticas ágeis de desenvolvimento de software. Estes serão sumariamente des-certificados (shame on them), pois não seguem princípios canônicos do Manifesto Fanfarrão, tais como:

Fanf Principles:
1. Infernizar a vida dos usuário é nossa maior prioridade.
2. Código sem testes é nossa principal ferramenta.
3. POG é nossa filosofia de vida.
4. Quanto mais featues, mais próximos ficamos do Nirvana (especialmente se elas tiverem muitos bugs).

A FanfAlliance precisa da sua ajuda. Precisamos de idéias para melhorar a descrição das categorias. Queremos colocar um site no ar para que possamos iniciar o processo acelerado de certificação em massa. Finalmente uma certificação livre! Você não precisa pagar nada. Só precisa ser um tremendo Fanfarrão.

Estamos planejamento o lançamento de Primeira FanfConf. Ela deverá ser realizada por volta do dia 30 de fevereiro do próximo ano, em algum lugar perto de Redmond, a Meca do movimento Fanf! O Call for Papers deve ser lançado em alguns dias, mas sinta-se à vontade para começar a enviar propostas de palestras.

Para aqueles que precisarem de ajuda para obter melhores colocações no mundo Fanfarrão, estamos preparando as Fanf Scholarships. Afinal, não podemos admitir exclusão social no movimento Fanf.


RECORTAR AQUI XXX----------------------------------------------------------------------------

Ok, para quem chegou até aqui, já deu para ver que trata-se de uma tremenda zoação! :p 

Como vocês sabem, cansei de vender idéias ágeis pelos métodos tradicionais. Embrace change! Agora estou partindo para iniciativas não-convencionais, como esta. Quem me conhece sabe que isso é um protesto contra a babaquice generalizada em que a nossa área está se transformando há um bom tempo. E as certificações exercem um papel enorme nesta idiotice geral. Não apenas as que citei aqui, mas inúmeras outras como as do mundo Java e tal. 

Quero lançar o site da FanfAlliance para que outras pessoas também possam protestar, nem que seja zoando este mundo ridículo que estamos criando para nós. O que está aí são algumas idéias lançadas em um pedaço de papel, em um almoço no FISL, onde três pessoas riram até não poder mais criando estas siglas. 

Ajude-nos a dar continuidade. Olhe para o lado e nos envie idéias. É possível que o seu ambiente de trabalho atual possa nos fornecer material farto para criar o processo de certificação mais democrática e abrangente do mundo: o Fanf Certification Process. 

Contamos com a sua ajuda e com o ódio generalizado de todos aqueles que levam adiante esta porcariada toda!

Grande abraço,

Vinícius Teles

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#5215 From: "Bruno Oliveira da Silva" <bruno@...>
Date: Wed Apr 23, 2008 3:43 pm
Subject: Re: Ok, eu me rendo: tem que certificar!
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Concordo plenamente contigo, com digo a alguns amigos, certificação é um papel pra agradar o RH, mas não comprova conhecimento algum, em um mundo perfeito não precisariamos desse papel, assim como não precisariamos de um certificado de faculdade comprovando que você é ou não analista, mesmo porque muitos graduados que a gente vê por ai, fazem uma imensa lambança, enquanto outros que nem concluiram a faculdade, são excepcionais como profissional de TI.

Mas infelizmente, como eu disse, em um mundo perfeito, rarissimas empresas valorizam o cara pelo que ele sabe, como é o caso da globo.com, sua empresa, enfim, tiro o chapéu mesmo, mas o restante, valoriza o cara pelos "papéis que eles tem", ou aqueles cartoezinhos de plástico os qual prefiro atribuir o nome de green cards para emprego, e como todo mundo precisa sobreviver, realmente não há outra maneira, até o dia em que a seleção de RH for algo similar ao que os caras da globo.com fazem, sem avaliar quantas certificacoes o cara tirou, mas quais livros ele leu, sua experiencia e se adequa ao perfil.

Infelizmente o cenário de ti é essa putaria, tu ve crianças pegando em armas sem saber o que fazem, é o caso dos zilhoes de SCJP, e qualquer outra sigla, mas, tem pessoas boas tb com esses papeizinhos, porque foram obrigadas pelo mercado, a ter um papel que diga que ele é bom, porque da boca pra fora infelizmente, poucas empresas te olham pelo que tu é como profissional.

Em 23/04/08, Vinicius Manhaes Teles <vinicius@...> escreveu:
Pessoal,

Sei que sempre fui contra certificações de todos os tipos na área de desenvolvimento. Sei que sempre rejeitei coisas como CMMI, MPS.BR, PMI e até mesmo as certificações estapafúrdias do mundo ágil, com o CSM e tal. Mas, tenho que admitir. Certificar é o caminho. Não tem jeito. 

Pensando nisso, eu e alguns amigos que estavam no FISL resolvemos criar uma nova certificação, algo que vai revolucionar o mercado de software mundial. E tudo começará com o lançamento da FanfAlliance. 

Indo para Porto Alegre, escrevi este post onde acabei chamando a maioria dos desenvolvedores de software de fanfarrão. Lá em Porto Alegre, dei uma palestra onde basicamente chamei todo mundo que estava presente de imbecil. Expliquei que mais imbecil ainda eram os chefes dos que lá estavam. Por causa desta bobeirinha, fui chamado de Capitão Vinícius "nascimento" Teles. Pode?

Juntando o post e a palestra, concluí que tem muito fanfarrão nesta área e que eles precisam ser certificados! Isso mesmo. Vamos certificar essa galera.

A FanfAlliance está surgindo e precisamos da sua ajuda para criar as regras da certificação. Abaixo algumas idéias que emergiram durante o último dia do FISL:

CFG - Certified Fanfarrão Guru (Number 1: William Gates III)
CFMU - Certified Fanfarrão Masters of the Universe
CFC - Certified Fanfarrão Company (Microsoft: membro honorário vitalício)
CFP - Certified Fanfarrão Partner (não confundir com Certamente um Filho da Puta!)
CFT - Certified Fanfarrão Trainer

Nós adoramos coisas simples, como a certificação CSM. Achamos que o CSM foi um passo importante na direção da simplicidade, ao demandar que você apenas esteja presente em um treinamento de dois dias para ser certificado. Para que prova? Para que outras verificações, quando estar presente (acordado ou não), já resolve o problema? Nós queremos ir além e mais, queremos democratizar. 

As "Certificações Fanfarrão" são expressas, simples e acessíveis. Você entra no site e já está certificado! Isso mesmo, simples assim. E o melhor, você já recebe o nível mais alto de certificação: CFG - Certified Fanfarrão Guru! Alegre-se, pois estás em boa companhia. O primeiro a receber esta honraria foi ninguém menos que Bill Gates! 

Por outro lado, se você respeita certas práticas dos métodos ágeis de desenvolvimento, seu título pode ser revogado e você pode acabar sendo rebaixado para CFMU - Certified Fanfarrão Masters of the Universe. Ok, eu sei que não é tão high level quanto um CFG, mas já é alguma coisa, né? Para aqueles que sempre invejaram as palavrinhas "Certified" e "Master" do CSM, temos excelentes notícias. Fomos além, adicionamos o "Universe"! Agora, eles que tratem de arrumar algo mais marketeiro que o nosso!

Algumas empresas merecem ser certificadas como um todo, por isso criamos a CFC - Certified Fanfarrão Company. Alegre-se mais uma vez, pois até prova em contrário, sua empresa já está certificada nesta categoria! E, claro, não podemos nos esquecer dos CFP - Certified Fanfarrão Partner (por favor, não insista em confundir com Certamente um Filho da Puta). Esta categoria é reservada para as distintas empresas de consultoria que espalham o espírito de desenvolvimento Fanfarrão pelo mundo a fora. Normalmente têm três letrinhas e são um exemplo a ser seguido por todo Fanfarrão que se preze!

Finalmente, não poderíamos deixar de homenager os CFT - Certified Fanfarrão Trainer. São aqueles queridos professores que ensinam o jeito fanfarrão de desenvolver software. Professores de engenharia de software, de um modo geral, já ganham a certificação sem nem entrar no site. Eles já estão certificados, só não sabem disso ainda!

Por fim, há aqueles que envergonham o mundo fanfarrão, ao disseminar e, sobretudo, utilizar, práticas ágeis de desenvolvimento de software. Estes serão sumariamente des-certificados (shame on them), pois não seguem princípios canônicos do Manifesto Fanfarrão, tais como:

Fanf Principles:
1. Infernizar a vida dos usuário é nossa maior prioridade.
2. Código sem testes é nossa principal ferramenta.
3. POG é nossa filosofia de vida.
4. Quanto mais featues, mais próximos ficamos do Nirvana (especialmente se elas tiverem muitos bugs).

A FanfAlliance precisa da sua ajuda. Precisamos de idéias para melhorar a descrição das categorias. Queremos colocar um site no ar para que possamos iniciar o processo acelerado de certificação em massa. Finalmente uma certificação livre! Você não precisa pagar nada. Só precisa ser um tremendo Fanfarrão.

Estamos planejamento o lançamento de Primeira FanfConf. Ela deverá ser realizada por volta do dia 30 de fevereiro do próximo ano, em algum lugar perto de Redmond, a Meca do movimento Fanf! O Call for Papers deve ser lançado em alguns dias, mas sinta-se à vontade para começar a enviar propostas de palestras.

Para aqueles que precisarem de ajuda para obter melhores colocações no mundo Fanfarrão, estamos preparando as Fanf Scholarships. Afinal, não podemos admitir exclusão social no movimento Fanf.


RECORTAR AQUI XXX----------------------------------------------------------------------------

Ok, para quem chegou até aqui, já deu para ver que trata-se de uma tremenda zoação! :p 

Como vocês sabem, cansei de vender idéias ágeis pelos métodos tradicionais. Embrace change! Agora estou partindo para iniciativas não-convencionais, como esta. Quem me conhece sabe que isso é um protesto contra a babaquice generalizada em que a nossa área está se transformando há um bom tempo. E as certificações exercem um papel enorme nesta idiotice geral. Não apenas as que citei aqui, mas inúmeras outras como as do mundo Java e tal. 

Quero lançar o site da FanfAlliance para que outras pessoas também possam protestar, nem que seja zoando este mundo ridículo que estamos criando para nós. O que está aí são algumas idéias lançadas em um pedaço de papel, em um almoço no FISL, onde três pessoas riram até não poder mais criando estas siglas. 

Ajude-nos a dar continuidade. Olhe para o lado e nos envie idéias. É possível que o seu ambiente de trabalho atual possa nos fornecer material farto para criar o processo de certificação mais democrática e abrangente do mundo: o Fanf Certification Process. 

Contamos com a sua ajuda e com o ódio generalizado de todos aqueles que levam adiante esta porcariada toda!

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Vinícius Teles

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#5214 From: "Victor Hugo Germano" <victorhg@...>
Date: Wed Apr 23, 2008 2:30 pm
Subject: Re: Ok, eu me rendo: tem que certificar!
pretenhovhg
Offline Offline
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por favor, me enviem os emails que vocês tem cadastrados no worpdress.com, para que eu possa criar mais alguns administradores do blog...

assim jpa podemos ir criando as definições e paginas com certifações e tudo

2008/4/23 Vinicius Manhaes Teles <vinicius@...>:

Oi, Rafael.

É isso mesmo. Eu tinha visto isso há um tempão e certamente fui influenciado. Queria que tivesse algo assim em português, até para pegar o gancho da famosa palavra: fanfarrão! Além disso, queria que fosse um pouco mais amplo, permitindo sacanear várias certificações da nossa área, e não apenas aquelas relacionadas ao mundo ágil. Mas, muito boa lembrança, até porque ASS (Agile Software Specialist) ficou ótimo! :-)

Grande abraço,

Vinícius Teles

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Em 23/04/2008, às 11:11, Rafael Mueller escreveu:

Olha só: http://www.agilecertificationnow.com/

Essa dica eu peguei daqui http://twitter.com/pcalcado

Abraços

2008/4/23 Vinicius Manhaes Teles <vinicius@...>:
Oi, Victor.

Legal! :-)

A propósito, eu registrei o fanfalliance.org e posso apontar para o que você criou no Wordpress. Sabe como eu faço isso?

Abraços,

Vinícius Teles

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Em 23/04/2008, às 10:05, Victor Hugo Germano escreveu:

http://fanfalliance.wordpress.com/

Precisamos definir os Estatuto

[]s
Victor


-- 
"Mudar não é necessário. A sobrevivência é opcional"
http://malditacomedia.blogspot.com

Victor Hugo Germano
Fone: +55 48 8801-7535
Email: victorhg@...
Skype: victorhugogermano





-- 
Rafael Mueller
http://queroseragil.wordpress.com





--
"Mudar não é necessário. A sobrevivência é opcional"
http://malditacomedia.blogspot.com

Victor Hugo Germano
Fone: +55 48 8801-7535
Email: victorhg@...
Skype: victorhugogermano

#5213 From: Vinicius Manhaes Teles <vinicius@...>
Date: Wed Apr 23, 2008 2:19 pm
Subject: Re: Ok, eu me rendo: tem que certificar!
viniciusteles
Offline Offline
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Oi, Rafael.

É isso mesmo. Eu tinha visto isso há um tempão e certamente fui influenciado. Queria que tivesse algo assim em português, até para pegar o gancho da famosa palavra: fanfarrão! Além disso, queria que fosse um pouco mais amplo, permitindo sacanear várias certificações da nossa área, e não apenas aquelas relacionadas ao mundo ágil. Mas, muito boa lembrança, até porque ASS (Agile Software Specialist) ficou ótimo! :-)

Grande abraço,

Vinícius Teles

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Em 23/04/2008, às 11:11, Rafael Mueller escreveu:

Olha só: http://www.agilecertificationnow.com/

Essa dica eu peguei daqui http://twitter.com/pcalcado

Abraços

2008/4/23 Vinicius Manhaes Teles <vinicius@improveit.com.br>:
Oi, Victor.

Legal! :-)

A propósito, eu registrei o fanfalliance.org e posso apontar para o que você criou no Wordpress. Sabe como eu faço isso?

Abraços,

Vinícius Teles

Improve It 
Rio: +55 21 3521-6760 
São Paulo: +55 11 3711-3423 
Celular: +55 21 8716-5434

Em 23/04/2008, às 10:05, Victor Hugo Germano escreveu:

http://fanfalliance.wordpress.com/

Precisamos definir os Estatuto

[]s
Victor


-- 
"Mudar não é necessário. A sobrevivência é opcional"
http://malditacomedia.blogspot.com

Victor Hugo Germano
Fone: +55 48 8801-7535
Email: victorhg@gmail.com
Skype: victorhugogermano





-- 
Rafael Mueller
http://queroseragil.wordpress.com



#5212 From: Vinicius Manhaes Teles <vinicius@...>
Date: Wed Apr 23, 2008 2:13 pm
Subject: Re: Ok, eu me rendo: tem que certificar!
viniciusteles
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Pessoal,

Cometi um erro inaceitável. No Fanfarrão Certification Process, nós
esquecemos de incluir a certificação para os profissionais de RH da
área de TI. Eles são fundamentais! Por isso, acabamos de criar
(Leandro e eu) a categoria:

CHULE - Certified Human Ultra Limited Expert    :p

Agora estamos buscando alguma coisa que possa certificar também os
Project Owners fanfarrões da vida. :-)

Grande abraço,

Vinícius Teles

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Em 23/04/2008, às 09:25, Jonathas Lima escreveu:

> Pegando o gancho ai do Vinicius, eu realmente gostaria que todos
> tivessem
> este mesmo pensamento sobre certificações, porém, não é assim que
> funciona,
> pelo menos aqui em Fortaleza, as pessoas olham muito para o lado da
> certificação,
> e não para o lado prático digo "desenrolado" na hora de realizar as
> funcionalidades,
> já vi várias pessoas boas perderem vagas para certificados de TEST
> KILLERS
> da vida, então colaborando com as nomeclaturas sugeridas pelo
> Vinícius, ai
> vai a CFTK, Certified Fanfarration Test Killer :)).
>
>
>
>> -- Mensagem Original --
>> To: xprio@yahoogroups.com
>> From: Vinicius Manhaes Teles <vinicius@...>
>> Date: Wed, 23 Apr 2008 00:56:25 -0300
>> Subject: [xprio] Ok, eu me rendo: tem que certificar!
>> Reply-To: xprio@yahoogroups.com
>>
>>
>> Pessoal,
>>
>> Sei que sempre fui contra certificações de todos os tipos na área de
>> desenvolvimento. Sei que sempre rejeitei coisas como CMMI, MPS.BR,
>> PMI
>
>> e até mesmo as certificações estapafúrdias do mundo ágil, com o CSM e
>> tal. Mas, tenho que admitir. Certificar é o caminho. Não tem jeito.
>>
>> Pensando nisso, eu e alguns amigos que estavam no FISL resolvemos
>> criar uma nova certificação, algo que vai revolucionar o mercado de
>> software mundial. E tudo começará com o lançamento da FanfAlliance.
>>

#5211 From: "Rafael Mueller" <mueller182@...>
Date: Wed Apr 23, 2008 2:11 pm
Subject: Re: Ok, eu me rendo: tem que certificar!
zxyv2003
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Olha só: http://www.agilecertificationnow.com/

Essa dica eu peguei daqui http://twitter.com/pcalcado

Abraços

2008/4/23 Vinicius Manhaes Teles <vinicius@...>:
Oi, Victor.

Legal! :-)

A propósito, eu registrei o fanfalliance.org e posso apontar para o que você criou no Wordpress. Sabe como eu faço isso?

Abraços,

Vinícius Teles

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Em 23/04/2008, às 10:05, Victor Hugo Germano escreveu:

http://fanfalliance.wordpress.com/

Precisamos definir os Estatuto

[]s
Victor


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"Mudar não é necessário. A sobrevivência é opcional"
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Victor Hugo Germano
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Rafael Mueller
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#5210 From: Vinicius Manhaes Teles <vinicius@...>
Date: Wed Apr 23, 2008 2:08 pm
Subject: Re: Ok, eu me rendo: tem que certificar!
viniciusteles
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Boa, Jonathas! :-)

Vinícius Teles

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Em 23/04/2008, às 09:25, Jonathas Lima escreveu:

> Pegando o gancho ai do Vinicius, eu realmente gostaria que todos
> tivessem
> este mesmo pensamento sobre certificações, porém, não é assim que
> funciona,
> pelo menos aqui em Fortaleza, as pessoas olham muito para o lado da
> certificação,
> e não para o lado prático digo "desenrolado" na hora de realizar as
> funcionalidades,
> já vi várias pessoas boas perderem vagas para certificados de TEST
> KILLERS
> da vida, então colaborando com as nomeclaturas sugeridas pelo
> Vinícius, ai
> vai a CFTK, Certified Fanfarration Test Killer :)).
>
>
>
>> -- Mensagem Original --
>> To: xprio@yahoogroups.com
>> From: Vinicius Manhaes Teles <vinicius@...>
>> Date: Wed, 23 Apr 2008 00:56:25 -0300
>> Subject: [xprio] Ok, eu me rendo: tem que certificar!
>> Reply-To: xprio@yahoogroups.com
>>
>>
>> Pessoal,
>>
>> Sei que sempre fui contra certificações de todos os tipos na área de
>> desenvolvimento. Sei que sempre rejeitei coisas como CMMI, MPS.BR,
>> PMI
>
>> e até mesmo as certificações estapafúrdias do mundo ágil, com o CSM e
>> tal. Mas, tenho que admitir. Certificar é o caminho. Não tem jeito.
>>
>> Pensando nisso, eu e alguns amigos que estavam no FISL resolvemos
>> criar uma nova certificação, algo que vai revolucionar o mercado de
>> software mundial. E tudo começará com o lançamento da FanfAlliance.
>>
>> Indo para Porto Alegre, escrevi este post onde acabei chamando a
>> maioria dos desenvolvedores de software de fanfarrão. Lá em Porto
>> Alegre, dei uma palestra onde basicamente chamei todo mundo que
>> estava
>
>> presente de imbecil. Expliquei que mais imbecil ainda eram os chefes
>> dos que lá estavam. Por causa desta bobeirinha, fui chamado de
>> Capitão
>
>> Vinícius "nascimento" Teles. Pode?
>>
>> Juntando o post e a palestra, concluí que tem muito fanfarrão nesta
>> área e que eles precisam ser certificados! Isso mesmo. Vamos
>> certificar essa galera.
>>
>> A FanfAlliance está surgindo e precisamos da sua ajuda para criar as
>> regras da certificação. Abaixo algumas idéias que emergiram durante o
>> último dia do FISL:
>>
>> CFG - Certified Fanfarrão Guru (Number 1: William Gates III)
>> CFMU - Certified Fanfarrão Masters of the Universe
>> CFC - Certified Fanfarrão Company (Microsoft: membro honorário
>> vitalício)
>> CFP - Certified Fanfarrão Partner (não confundir com Certamente um
>> Filho da Puta!)
>> CFT - Certified Fanfarrão Trainer
>>
>> Nós adoramos coisas simples, como a certificação CSM. Achamos que o
>> CSM foi um passo importante na direção da simplicidade, ao demandar
>> que você apenas esteja presente em um treinamento de dois dias para
>> ser certificado. Para que prova? Para que outras verificações, quando
>> estar presente (acordado ou não), já resolve o problema? Nós queremos
>> ir além e mais, queremos democratizar.
>>
>> As "Certificações Fanfarrão" são expressas, simples e acessíveis.
>> Você
>
>> entra no site e já está certificado! Isso mesmo, simples assim. E o
>> melhor, você já recebe o nível mais alto de certificação: CFG -
>> Certified Fanfarrão Guru! Alegre-se, pois estás em boa companhia. O
>> primeiro a receber esta honraria foi ninguém menos que Bill Gates!
>>
>> Por outro lado, se você respeita certas práticas dos métodos ágeis de
>> desenvolvimento, seu título pode ser revogado e você pode acabar
>> sendo
>
>> rebaixado para CFMU - Certified Fanfarrão Masters of the Universe.
>> Ok,
>
>> eu sei que não é tão high level quanto um CFG, mas já é alguma coisa,
>> né? Para aqueles que sempre invejaram as palavrinhas "Certified" e
>> "Master" do CSM, temos excelentes notícias. Fomos além, adicionamos o
>> "Universe"! Agora, eles que tratem de arrumar algo mais marketeiro
>> que
>
>> o nosso!
>>
>> Algumas empresas merecem ser certificadas como um todo, por isso
>> criamos a CFC - Certified Fanfarrão Company. Alegre-se mais uma vez,
>> pois até prova em contrário, sua empresa já está certificada nesta
>> categoria! E, claro, não podemos nos esquecer dos CFP - Certified
>> Fanfarrão Partner (por favor, não insista em confundir com Certamente
>> um Filho da Puta). Esta categoria é reservada para as distintas
>> empresas de consultoria que espalham o espírito de desenvolvimento
>> Fanfarrão pelo mundo a fora. Normalmente têm três letrinhas e são um
>> exemplo a ser seguido por todo Fanfarrão que se preze!
>>
>> Finalmente, não poderíamos deixar de homenager os CFT - Certified
>> Fanfarrão Trainer. São aqueles queridos professores que ensinam o
>> jeito fanfarrão de desenvolver software. Professores de engenharia de
>> software, de um modo geral, já ganham a certificação sem nem entrar
>> no
>
>> site. Eles já estão certificados, só não sabem disso ainda!
>>
>> Por fim, há aqueles que envergonham o mundo fanfarrão, ao disseminar
>> e, sobretudo, utilizar, práticas ágeis de desenvolvimento de
>> software.
>
>> Estes serão sumariamente des-certificados (shame on them), pois não
>> seguem princípios canônicos do Manifesto Fanfarrão, tais como:
>>
>> Fanf Principles:
>> 1. Infernizar a vida dos usuário é nossa maior prioridade.
>> 2. Código sem testes é nossa principal ferramenta.
>> 3. POG é nossa filosofia de vida.
>> 4. Quanto mais featues, mais próximos ficamos do Nirvana
>> (especialmente se elas tiverem muitos bugs).
>>
>> A FanfAlliance precisa da sua ajuda. Precisamos de idéias para
>> melhorar a descrição das categorias. Queremos colocar um site no ar
>> para que possamos iniciar o processo acelerado de certificação em
>> massa. Finalmente uma certificação livre! Você não precisa pagar
>> nada.
>
>> Só precisa ser um tremendo Fanfarrão.
>>
>> Estamos planejamento o lançamento de Primeira FanfConf. Ela deverá
>> ser
>
>> realizada por volta do dia 30 de fevereiro do próximo ano, em algum
>> lugar perto de Redmond, a Meca do movimento Fanf! O Call for Papers
>> deve ser lançado em alguns dias, mas sinta-se à vontade para
>> começar a
>
>> enviar propostas de palestras.
>>
>> Para aqueles que precisarem de ajuda para obter melhores colocações
>> no
>
>> mundo Fanfarrão, estamos preparando as Fanf Scholarships. Afinal, não
>> podemos admitir exclusão social no movimento Fanf.
>>
>>
>> RECORTAR AQUI
>> XXX
>> ----------------------------------------------------------------------------
>>
>> Ok, para quem chegou até aqui, já deu para ver que trata-se de uma
>> tremenda zoação! :p
>>
>> Como vocês sabem, cansei de vender idéias ágeis pelos métodos
>> tradicionais. Embrace change! Agora estou partindo para iniciativas
>> não-convencionais, como esta. Quem me conhece sabe que isso é um
>> protesto contra a babaquice generalizada em que a nossa área está se
>> transformando há um bom tempo. E as certificações exercem um papel
>> enorme nesta idiotice geral. Não apenas as que citei aqui, mas
>> inúmeras outras como as do mundo Java e tal.
>>
>> Quero lançar o site da FanfAlliance para que outras pessoas também
>> possam protestar, nem que seja zoando este mundo ridículo que estamos
>> criando para nós. O que está aí são algumas idéias lançadas em um
>> pedaço de papel, em um almoço no FISL, onde três pessoas riram até
>> não
>
>> poder mais criando estas siglas.
>>
>> Ajude-nos a dar continuidade. Olhe para o lado e nos envie idéias. É
>> possível que o seu ambiente de trabalho atual possa nos fornecer
>> material farto para criar o processo de certificação mais democrática
>> e abrangente do mundo: o Fanf Certification Process.
>>
>> Contamos com a sua ajuda e com o ódio generalizado de todos aqueles
>> que levam adiante esta porcariada toda!
>>
>> Grande abraço,
>>
>> Vinícius Teles
>>
>> Improve It
>> Rio: +55 21 3521-6760
>> São Paulo: +55 11 3711-3423
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#5209 From: Vinicius Manhaes Teles <vinicius@...>
Date: Wed Apr 23, 2008 2:07 pm
Subject: Re: Ok, eu me rendo: tem que certificar!
viniciusteles
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Oi, Victor.

Legal! :-)

A propósito, eu registrei o fanfalliance.org e posso apontar para o que você criou no Wordpress. Sabe como eu faço isso?

Abraços,

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Em 23/04/2008, às 10:05, Victor Hugo Germano escreveu:

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#5208 From: "Victor Hugo Germano" <victorhg@...>
Date: Wed Apr 23, 2008 1:05 pm
Subject: Re: Ok, eu me rendo: tem que certificar!
pretenhovhg
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#5207 From: "Jonathas Lima" <jonathasfortal@...>
Date: Wed Apr 23, 2008 12:25 pm
Subject: RE: Ok, eu me rendo: tem que certificar!
jonathaspici
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Pegando o gancho ai do Vinicius, eu realmente gostaria que todos tivessem
este mesmo pensamento sobre certificações, porém, não é assim que funciona,
pelo menos aqui em Fortaleza, as pessoas olham muito para o lado da
certificação,
e não para o lado prático digo "desenrolado" na hora de realizar as
funcionalidades,
já vi várias pessoas boas perderem vagas para certificados de TEST KILLERS
da vida, então colaborando com as nomeclaturas sugeridas pelo Vinícius, ai
vai a CFTK, Certified Fanfarration Test Killer :)).



>-- Mensagem Original --
>To: xprio@yahoogroups.com
>From: Vinicius Manhaes Teles <vinicius@...>
>Date: Wed, 23 Apr 2008 00:56:25 -0300
>Subject: [xprio] Ok, eu me rendo: tem que certificar!
>Reply-To: xprio@yahoogroups.com
>
>
>Pessoal,
>
>Sei que sempre fui contra certificações de todos os tipos na área de
>desenvolvimento. Sei que sempre rejeitei coisas como CMMI, MPS.BR, PMI

>e até mesmo as certificações estapafúrdias do mundo ágil, com o CSM e
>tal. Mas, tenho que admitir. Certificar é o caminho. Não tem jeito.
>
>Pensando nisso, eu e alguns amigos que estavam no FISL resolvemos
>criar uma nova certificação, algo que vai revolucionar o mercado de
>software mundial. E tudo começará com o lançamento da FanfAlliance.
>
>Indo para Porto Alegre, escrevi este post onde acabei chamando a
>maioria dos desenvolvedores de software de fanfarrão. Lá em Porto
>Alegre, dei uma palestra onde basicamente chamei todo mundo que estava

>presente de imbecil. Expliquei que mais imbecil ainda eram os chefes
>dos que lá estavam. Por causa desta bobeirinha, fui chamado de Capitão

>Vinícius "nascimento" Teles. Pode?
>
>Juntando o post e a palestra, concluí que tem muito fanfarrão nesta
>área e que eles precisam ser certificados! Isso mesmo. Vamos
>certificar essa galera.
>
>A FanfAlliance está surgindo e precisamos da sua ajuda para criar as
>regras da certificação. Abaixo algumas idéias que emergiram durante o
>último dia do FISL:
>
>CFG - Certified Fanfarrão Guru (Number 1: William Gates III)
>CFMU - Certified Fanfarrão Masters of the Universe
>CFC - Certified Fanfarrão Company (Microsoft: membro honorário
>vitalício)
>CFP - Certified Fanfarrão Partner (não confundir com Certamente um
>Filho da Puta!)
>CFT - Certified Fanfarrão Trainer
>
>Nós adoramos coisas simples, como a certificação CSM. Achamos que o
>CSM foi um passo importante na direção da simplicidade, ao demandar
>que você apenas esteja presente em um treinamento de dois dias para
>ser certificado. Para que prova? Para que outras verificações, quando
>estar presente (acordado ou não), já resolve o problema? Nós queremos
>ir além e mais, queremos democratizar.
>
>As "Certificações Fanfarrão" são expressas, simples e acessíveis. Você

>entra no site e já está certificado! Isso mesmo, simples assim. E o
>melhor, você já recebe o nível mais alto de certificação: CFG -
>Certified Fanfarrão Guru! Alegre-se, pois estás em boa companhia. O
>primeiro a receber esta honraria foi ninguém menos que Bill Gates!
>
>Por outro lado, se você respeita certas práticas dos métodos ágeis de
>desenvolvimento, seu título pode ser revogado e você pode acabar sendo

>rebaixado para CFMU - Certified Fanfarrão Masters of the Universe. Ok,

>eu sei que não é tão high level quanto um CFG, mas já é alguma coisa,
>né? Para aqueles que sempre invejaram as palavrinhas "Certified" e
>"Master" do CSM, temos excelentes notícias. Fomos além, adicionamos o
>"Universe"! Agora, eles que tratem de arrumar algo mais marketeiro que

>o nosso!
>
>Algumas empresas merecem ser certificadas como um todo, por isso
>criamos a CFC - Certified Fanfarrão Company. Alegre-se mais uma vez,
>pois até prova em contrário, sua empresa já está certificada nesta
>categoria! E, claro, não podemos nos esquecer dos CFP - Certified
>Fanfarrão Partner (por favor, não insista em confundir com Certamente
>um Filho da Puta). Esta categoria é reservada para as distintas
>empresas de consultoria que espalham o espírito de desenvolvimento
>Fanfarrão pelo mundo a fora. Normalmente têm três letrinhas e são um
>exemplo a ser seguido por todo Fanfarrão que se preze!
>
>Finalmente, não poderíamos deixar de homenager os CFT - Certified
>Fanfarrão Trainer. São aqueles queridos professores que ensinam o
>jeito fanfarrão de desenvolver software. Professores de engenharia de
>software, de um modo geral, já ganham a certificação sem nem entrar no

>site. Eles já estão certificados, só não sabem disso ainda!
>
>Por fim, há aqueles que envergonham o mundo fanfarrão, ao disseminar
>e, sobretudo, utilizar, práticas ágeis de desenvolvimento de software.

>Estes serão sumariamente des-certificados (shame on them), pois não
>seguem princípios canônicos do Manifesto Fanfarrão, tais como:
>
>Fanf Principles:
>1. Infernizar a vida dos usuário é nossa maior prioridade.
>2. Código sem testes é nossa principal ferramenta.
>3. POG é nossa filosofia de vida.
>4. Quanto mais featues, mais próximos ficamos do Nirvana
>(especialmente se elas tiverem muitos bugs).
>
>A FanfAlliance precisa da sua ajuda. Precisamos de idéias para
>melhorar a descrição das categorias. Queremos colocar um site no ar
>para que possamos iniciar o processo acelerado de certificação em
>massa. Finalmente uma certificação livre! Você não precisa pagar nada.

>Só precisa ser um tremendo Fanfarrão.
>
>Estamos planejamento o lançamento de Primeira FanfConf. Ela deverá ser

>realizada por volta do dia 30 de fevereiro do próximo ano, em algum
>lugar perto de Redmond, a Meca do movimento Fanf! O Call for Papers
>deve ser lançado em alguns dias, mas sinta-se à vontade para começar a

>enviar propostas de palestras.
>
>Para aqueles que precisarem de ajuda para obter melhores colocações no

>mundo Fanfarrão, estamos preparando as Fanf Scholarships. Afinal, não
>podemos admitir exclusão social no movimento Fanf.
>
>
>RECORTAR AQUI
>XXX
>----------------------------------------------------------------------------
>
>Ok, para quem chegou até aqui, já deu para ver que trata-se de uma
>tremenda zoação! :p
>
>Como vocês sabem, cansei de vender idéias ágeis pelos métodos
>tradicionais. Embrace change! Agora estou partindo para iniciativas
>não-convencionais, como esta. Quem me conhece sabe que isso é um
>protesto contra a babaquice generalizada em que a nossa área está se
>transformando há um bom tempo. E as certificações exercem um papel
>enorme nesta idiotice geral. Não apenas as que citei aqui, mas
>inúmeras outras como as do mundo Java e tal.
>
>Quero lançar o site da FanfAlliance para que outras pessoas também
>possam protestar, nem que seja zoando este mundo ridículo que estamos
>criando para nós. O que está aí são algumas idéias lançadas em um
>pedaço de papel, em um almoço no FISL, onde três pessoas riram até não

>poder mais criando estas siglas.
>
>Ajude-nos a dar continuidade. Olhe para o lado e nos envie idéias. É
>possível que o seu ambiente de trabalho atual possa nos fornecer
>material farto para criar o processo de certificação mais democrática
>e abrangente do mundo: o Fanf Certification Process.
>
>Contamos com a sua ajuda e com o ódio generalizado de todos aqueles
>que levam adiante esta porcariada toda!
>
>Grande abraço,
>
>Vinícius Teles
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>Improve It
>Rio: +55 21 3521-6760
>São Paulo: +55 11 3711-3423
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#5205 From: Vinicius Manhaes Teles <vinicius@...>
Date: Wed Apr 23, 2008 3:56 am
Subject: Ok, eu me rendo: tem que certificar!
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Sei que sempre fui contra certificações de todos os tipos na área de desenvolvimento. Sei que sempre rejeitei coisas como CMMI, MPS.BR, PMI e até mesmo as certificações estapafúrdias do mundo ágil, com o CSM e tal. Mas, tenho que admitir. Certificar é o caminho. Não tem jeito. 

Pensando nisso, eu e alguns amigos que estavam no FISL resolvemos criar uma nova certificação, algo que vai revolucionar o mercado de software mundial. E tudo começará com o lançamento da FanfAlliance. 

Indo para Porto Alegre, escrevi este post onde acabei chamando a maioria dos desenvolvedores de software de fanfarrão. Lá em Porto Alegre, dei uma palestra onde basicamente chamei todo mundo que estava presente de imbecil. Expliquei que mais imbecil ainda eram os chefes dos que lá estavam. Por causa desta bobeirinha, fui chamado de Capitão Vinícius "nascimento" Teles. Pode?

Juntando o post e a palestra, concluí que tem muito fanfarrão nesta área e que eles precisam ser certificados! Isso mesmo. Vamos certificar essa galera.

A FanfAlliance está surgindo e precisamos da sua ajuda para criar as regras da certificação. Abaixo algumas idéias que emergiram durante o último dia do FISL:

CFG - Certified Fanfarrão Guru (Number 1: William Gates III)
CFMU - Certified Fanfarrão Masters of the Universe
CFC - Certified Fanfarrão Company (Microsoft: membro honorário vitalício)
CFP - Certified Fanfarrão Partner (não confundir com Certamente um Filho da Puta!)
CFT - Certified Fanfarrão Trainer

Nós adoramos coisas simples, como a certificação CSM. Achamos que o CSM foi um passo importante na direção da simplicidade, ao demandar que você apenas esteja presente em um treinamento de dois dias para ser certificado. Para que prova? Para que outras verificações, quando estar presente (acordado ou não), já resolve o problema? Nós queremos ir além e mais, queremos democratizar. 

As "Certificações Fanfarrão" são expressas, simples e acessíveis. Você entra no site e já está certificado! Isso mesmo, simples assim. E o melhor, você já recebe o nível mais alto de certificação: CFG - Certified Fanfarrão Guru! Alegre-se, pois estás em boa companhia. O primeiro a receber esta honraria foi ninguém menos que Bill Gates! 

Por outro lado, se você respeita certas práticas dos métodos ágeis de desenvolvimento, seu título pode ser revogado e você pode acabar sendo rebaixado para CFMU - Certified Fanfarrão Masters of the Universe. Ok, eu sei que não é tão high level quanto um CFG, mas já é alguma coisa, né? Para aqueles que sempre invejaram as palavrinhas "Certified" e "Master" do CSM, temos excelentes notícias. Fomos além, adicionamos o "Universe"! Agora, eles que tratem de arrumar algo mais marketeiro que o nosso!

Algumas empresas merecem ser certificadas como um todo, por isso criamos a CFC - Certified Fanfarrão Company. Alegre-se mais uma vez, pois até prova em contrário, sua empresa já está certificada nesta categoria! E, claro, não podemos nos esquecer dos CFP - Certified Fanfarrão Partner (por favor, não insista em confundir com Certamente um Filho da Puta). Esta categoria é reservada para as distintas empresas de consultoria que espalham o espírito de desenvolvimento Fanfarrão pelo mundo a fora. Normalmente têm três letrinhas e são um exemplo a ser seguido por todo Fanfarrão que se preze!

Finalmente, não poderíamos deixar de homenager os CFT - Certified Fanfarrão Trainer. São aqueles queridos professores que ensinam o jeito fanfarrão de desenvolver software. Professores de engenharia de software, de um modo geral, já ganham a certificação sem nem entrar no site. Eles já estão certificados, só não sabem disso ainda!

Por fim, há aqueles que envergonham o mundo fanfarrão, ao disseminar e, sobretudo, utilizar, práticas ágeis de desenvolvimento de software. Estes serão sumariamente des-certificados (shame on them), pois não seguem princípios canônicos do Manifesto Fanfarrão, tais como:

Fanf Principles:
1. Infernizar a vida dos usuário é nossa maior prioridade.
2. Código sem testes é nossa principal ferramenta.
3. POG é nossa filosofia de vida.
4. Quanto mais featues, mais próximos ficamos do Nirvana (especialmente se elas tiverem muitos bugs).

A FanfAlliance precisa da sua ajuda. Precisamos de idéias para melhorar a descrição das categorias. Queremos colocar um site no ar para que possamos iniciar o processo acelerado de certificação em massa. Finalmente uma certificação livre! Você não precisa pagar nada. Só precisa ser um tremendo Fanfarrão.

Estamos planejamento o lançamento de Primeira FanfConf. Ela deverá ser realizada por volta do dia 30 de fevereiro do próximo ano, em algum lugar perto de Redmond, a Meca do movimento Fanf! O Call for Papers deve ser lançado em alguns dias, mas sinta-se à vontade para começar a enviar propostas de palestras.

Para aqueles que precisarem de ajuda para obter melhores colocações no mundo Fanfarrão, estamos preparando as Fanf Scholarships. Afinal, não podemos admitir exclusão social no movimento Fanf.


RECORTAR AQUI XXX----------------------------------------------------------------------------

Ok, para quem chegou até aqui, já deu para ver que trata-se de uma tremenda zoação! :p 

Como vocês sabem, cansei de vender idéias ágeis pelos métodos tradicionais. Embrace change! Agora estou partindo para iniciativas não-convencionais, como esta. Quem me conhece sabe que isso é um protesto contra a babaquice generalizada em que a nossa área está se transformando há um bom tempo. E as certificações exercem um papel enorme nesta idiotice geral. Não apenas as que citei aqui, mas inúmeras outras como as do mundo Java e tal. 

Quero lançar o site da FanfAlliance para que outras pessoas também possam protestar, nem que seja zoando este mundo ridículo que estamos criando para nós. O que está aí são algumas idéias lançadas em um pedaço de papel, em um almoço no FISL, onde três pessoas riram até não poder mais criando estas siglas. 

Ajude-nos a dar continuidade. Olhe para o lado e nos envie idéias. É possível que o seu ambiente de trabalho atual possa nos fornecer material farto para criar o processo de certificação mais democrática e abrangente do mundo: o Fanf Certification Process. 

Contamos com a sua ajuda e com o ódio generalizado de todos aqueles que levam adiante esta porcariada toda!

Grande abraço,

Vinícius Teles

Improve It 
Rio: +55 21 3521-6760 
São Paulo: +55 11 3711-3423 
Celular: +55 21 8716-5434


 
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